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Arquivo de abril, 2008

Temas para WordPress: Qual usar?

24, abril, 2008

Temas para WordPress existem aos montes. Desde os mais sofisticados, passando pelos mais “miguxos” chegando até os minimalistas. Escolher um tema para um blog é, pelo menos pra mim, sempre uma tarefa muito difícil. Sou muito indeciso. Nos primórdios da vida blogueira, quando eu não levava um blog pessoal a sério, e deixava-o ao sabor do vento hospedado no Blogger, tinha lá uma meia dúzia de layouts para escolher. A tarefa era fácil, achar a cor e tão-somente apenas a cor que me agradava.

Já com o WordPress isso não é possível. A gama é infinina: 1, 2, 3 colunas, com ou sem widgets, já otimizados para SEO, com espaços criados pensando em programas de monetização como AdSense, enfim, temas para as mais diversas utilidades.

Entretanto, nem sempre o mais “bonitinho” ou o mais elegante é o que você deva usar. Existem por aí muitos temas que são verdadeiras bombas, e tomar alguns cuidados pode fazer a diferença entre você gastar 10 ou 100gb de transferência mensal, sem contar o fato de ter um blog com difícil carregamento, pesado e pouco prático e usável para o leitor. Personalização é importante, mas muito mais que isso, respeito pelo seu visitante na hora de ele conseguir o conteúdo que precisa é primordial.

Algumas sugestões para escolher um tema:

  • Temas com mais de 300kb compactados deveriam carregar uma placa de “fuja enquanto pode”. Um bom tema livre, leve, solto e elegante não deve passar desse tamanho em disco. Do contrário, ele provavelmente traz consigo imagens pesadíssimas que tornarão seu blog muito lento. Nem todo mundo tem banda larga, nem todo mundo tem saco de esperar 1 minuto e meio para seu blog carregar pela primeira vez (verifique o diretório images dele).
  • Outros temas, ainda, já trazem alguns plugins pré-instalados, ou seja, para que ele funcione são necessários alguns adicionais de fábrica. A não ser que você esteja instalando um tema estilo revista, tente evitá-los. Não que sejam ruins, mas um BOM tema te permite a personalização de suas funções e os widgets DEVEM ser opção SUA (mais pra frente trataremos deles). Pinduricalhos demais prejudicam o desempenho do blog.
  • JavaScript também deve ser evitado. A não ser que seu tema traga alguma função extraordinária que foi justamente o ponto que te fez optar por ele, pense duas vezes antes de instalá-lo. Primeiro porque se você está lendo estas minhas recomendações, provavelmente você não entende de JavaScript. Que diabos está escrito lá? Segundo porque o excesso dessa tecnologia dentro de um tema só também vai te trazer transtornos de performance.

Outra dica muito importante é verificar se o tema está inserido no repositório oficial de temas do WordPress. Assim como acontecem com os plugins, escolhendo um tema revistado a chance de você se incomodar com um deles diminui geometricamente.

Se você precisar de uma sugestão, veja nossa lista de Temas de WordPress para Download.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,

Performance em blogs: comece pela hospedagem!

23, abril, 2008

Ter uma hospedagem decente sustentando o seu blog por menor que ele seja, por menor tráfego que ele tenha e por menor a quantidade de espaço que necessite para hospedá-lo, é primordial. Uma boa hospedagem está para um blog assim como um bom alicerce está para uma boa construção civil. Se este não funcionar, por mais linda que seja a casa que está construída em cima dele, vai ruir mais cedo ou mais tarde. É uma experiência muito ruim para o usuário tentar acessar um blog muito lento na hora de carregá-lo. Isso pode resultar num marketing negativo.

Mas eu tenho uma boa notícia pra você, leitor: uma casa você precisa colocar no chão e construí-la novamente. Um bom backup (enquanto é tempo) do seu banco de dados, dos arquivos de configuração e do diretório wp-content do seu WordPress podem salvá-lo de um desmoronamento a qualquer sinal de um hype ou mesmo um post qualquer que lhe garanta um pico de visitas um pouco maior.

Ter uma boa hospedagem não significa, necessariamente, contratar empresas com planos estrondosos de recursos. Muita gente confunde a capacidade do seu plano de armazenar arquivos e de transferência de dados mensais com performance. Isso é errado. Muito errado. Deveras errado. E eu sou prolixo com essa idéia por saber o quanto isso é importante. Experiência própria.

Excelente seria se você pudesse ter uma hospedagem de qualidade, que tenha um servidor rápido e que retorne as requisições em tempo curto e de forma satisfatória com essa exorbitância de bytes, megas e terabytes. Entretanto, um simples raciocínio lógico te leva a uma conclusão óbvia, e pensando como dono de uma empresa de webhosting, aliar números inimagináveis com qualidade fica um tanto quanto complicado, pois:

Quanto mais banda disponível, mais caro. Quanto mais espaço em armazenamento disponível, mais caro. Quanto mais recursos e “ilimitados vezes 25″, mais caro. Como baratear? Entrulha-se todas as contas num servidor e usa os recursos dele até a cepa. O custo de infra-estrutura se pagará dessa forma.

O resultado desse método de “ganhar pela quantidade” costuma ser desastroso. Quanto mais recursos oferecidos, mais contas hospedadas num determinado servidor é preciso para que ele “se pague” e mais das vezes ele acaba não respondendo a contento. Concluímos, então, que memória RAM disponível e processador do servidor trabalhando folgado é indispensável para uma hospedagem de qualidade. É questão de matemática básica: processador esgotado + memória insuficiente != performance.

Também é muito importante não confundir um bom serviço de hospedagem com o número de vezes que ele cai. É comum ser usado como marketing de empresas de hospedagem algo como 99,9% available. É lógico que um serviço que cai de instante em instante não serve. Entretanto, não se iluda com isso. TODO E QUALQUER servidor de hospedagem pode cair por algum problema técnico, assim como sua geladeira pode parar de gelar, seu carro pode precisar pegar no tranco numa manhã de chuva e vento-sul sem ninguém por perto ou a lâmpada da sua cozinha pode resolver queimar as 3 da manhã quando você for buscar água fazendo com que seu dedão do pé esquerdo acerte o calço do fogão em cheio.

Conselho: performance na hospedagem é muito mais do que espaço em disco e transferência de dados. Antes de assinar um plano, converse com o administrador do serviço, tente sondar quantos clientes ele têm. Isso lhe poupará cabelos brancos e dores de cabeça sem necessidade.

Daniel Becher Críticas, Geral , , , , ,

WordPress em português: página e release

22, abril, 2008

Code is poetry. Sempre líamos essa frase na página oficial do maior CMS orientado aos blogs existente, o WordPress. Agora, podemos nos regozijar com uma versão tupiniquim daquele site e ler no bom e velho português de guerra: Código é poesia.

Além do site, e a principal notícia, é que o próprio WordPress também foi traduzido para o idioma falado por aqui. Isso foi possível graças ao grupo de voluntários da Comunidade WordPress-BR. Ele pode ser baixado clicando aqui.

Daniel Becher WordPress , ,

Série Performance em blogs: você pode melhorá-la

22, abril, 2008

De nada adianta você ter um conteúdo estupendo, ser extremamente hábil em comunicar-se com seus leitores e oferecer a eles mundos e fundos se o seu blog parece mais um beco de subúrbio. Assim como nossa aparência é nosso principal cartão de visitas em qualquer situação da nossa vida, a aparência de nosso blog é fator preponderante na hora de fidelizar um leitor, em convencê-lo a voltar sempre ou assinar os seus fides. Por mais que ele se alimente de nossos textos via RSS onde geralmente os ditos readers têm o fundo branco e fontes padrão, o leitor sempre fica com uma péssima impressão se encontra nosso blog mais feio que briga de foice no escuro, extremamente lento para carregar ou com ferramentas (in)úteis demais fazendo sombra para o carro-chefe: o conteúdo.

Muito embora, também acredito que perder tempo demais com o visual do blog é contraproducente. De nada nos adianta apresentar um visual ma-ra-vi-lho-so sem oferecer aquilo que o dito cujo procurar. A não ser que você tenha um blog sobre artesanato artes plásticas e você o utilize como galeria, acredito que um tema deva ser o mais sóbrio possível contendo, sim, uma temática condizente com o contexto, porém leve e sem ofuscar o restante.


O fato é que é que de uma forma ou de outra, seu blog precisa estar muito bem azeitado. Querer fazer temas mirabolantes, com botões coloridinhos piscando e reluzentes, com ferramentas de grande utilidade como traduzir seu texto para o Chinês Tradicional e Javanês para encher linguiça e completar os espaços vagos e acaba repelindo visitante igual mosca.

Nesta série que começa, não trato sobre design, mas da performance de um todo. Quero deixar algumas dicas do que você pode fazer não para deixar seu blog mais limpo somente no âmbito visual, mas quero pegar pesado em cima de fatores que fazem a diferença como por exemlo o tempo que ele leva pra carregar — ou quantos cafés seu leitor toma desde o momento em que ele manda abrí-lo — e do que o torna, de fato, produtivo ou inútil.

E se você acha que eu estou querendo pegar um Viamão Lotado, você acertou em cheio. Parabéns!

Créditos da imagem

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , ,

Chegou a Versão 2.0 do ScribeFire

22, abril, 2008

ScribeFire é uma extensão para FireFox que implementa um editor de blogs no seu navegador. Atualmente é a única alternativa minimamente decente para os usuários do Linux (embora eu tenha conseguido fazer o Zoundry rodar sob Wine).

O que eu, particularmente, procuro em um editor de blogs é a habilidade de oferecer todos os posts de todos os blogs em que eu escrevo para com um clique criar ligações entre eles. É o mínimo, mas ainda assim a versão 2.0 do ScribeFire não faz. O Zoundry conta com este recurso, mas infelizmente não sabe lidar com as tags nativas do WordPress.

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Janio Sarmento Ferramentas, Mozilla/FireFox , ,

Blogueiros Engraçadinhos

21, abril, 2008

Existe um tipo de blogueiro que me enche muito o saco. Eu os chamo de “engraçadinhos” para não chamar de coisa pior, até porque é bem provável que suas mãezinhas sequer saibam o que seus rebentos andam aprontando por aí. E não é exclusividade minha não gostar de tal atitude: o Custódio também tem esse problema lá do outro lado do oceano.

Estou falando de gente que vem aqui, e em outros blogs meus, e ao invés de assinar um comentário com seu nome próprio enfia palavras-chave ou nome de blog no campo de nome. Não sei no que isso é de vantagem para eles, uma vez que os links saem com nofollow daqui, e que para ganhar os cliques dos demais leitores o que os comentários têm de ter é conteúdo interessante.

Em todos os meus blogs, inclusive neste em parceria com o Daniel Becher, este tipo de comentário vai direto para os spams, o que deve fazer com que em poucos dias estes comentadores sejam mui bem conhecidos pelo Akismet. Se e somente se o comentário for deveras interessante eu o publico, mas ponho nem que seja um nome fictício no nome do autor do comentário.

E isto tudo por uma simples razão: é um abuso fazer este tipo de coisa nos blogs alheios. Onde se pede o nome de uma pessoa, o que se deseja é o nome de uma pessoa, e não uma lista de palavras-chave.

Assim como é abuso aquele cara que além de informar a URL de seu site no campo adequado do formulário de comentários ainda deixa a URL na “assinatura”. Mas esse procedimento, mais tosco, é típico dos iniciantes, e raramente um editor de metablog age assim. De minha parte, contudo, também sofrem edição ou vão direto para a vala dos spams.

Apenas para constar, não que isso seja assim tão relevante: pelos IPs dos comentadores adeptos de tal prática, parece que é um hábito mais comum em Portugal. Os brasileiros, pelo menos os que freqüentam os comentários dos blogs que administro, costumam usar seus nomes verdadeiros, e muitas vezes até — também não sei por quê — nem informam o endereço dos seus respectivos blogs.

Janio Sarmento Críticas, SEO , , ,

Usando AdSense no WordPress: Compartilhando ganhos, otimizando espaços e ganhando tempo

20, abril, 2008

O leitor Jack postou uma dúvida no comentário de um post recente e, como é sabido, este blogue tem uma sessão onde respondemos algumas das dúvidas dos leitores. Não que sejamos sensacionalistas e gostamos de fazer marketing em tudo ou, ainda, detestamos responder comentários. Pelo contrário, é que criando um post pra respondê-las nós compartilhamos essa dúvida com mais gente e mais pessoas podem usufruir das soluções propostas.

Daniel: estou procurando um bom plugin para poder inserir anúncios do adsense em um novo blog que estou escrevendo com o wordpress 2.5.
Estou pensando em usar o http://wordpress.org/extend/plugins/adsense-manager/, você recomenda este mesmo ? Ou indica um melhor ?

Jack, te dizer qual O melhor plugin para suprir uma necessidade tua é muito ousado da minha parte. Até mesmo porque, só uso plugins para gerenciar anúncios em blogues que eu necessito compartilhamento de exibições, ou seja, em situações que eu preciso compartilhar os ganhos com outros escritores (como é o caso do Viamão Lotado). Mas te indico 7 plugins que você pode testar e faço algumas considerações acerca deles. Começo por este em questão:

AdSense Manager

Ele é bem completo em todos os sentidos. Primeiro porque, apesar do nome, serve para o AdSense e mais uma gama diversa de programas de afiliados (AdSense, AdBrite, AdGridWork, Adpinion, Adroll, Commission Junction, CrispAds, ShoppingAds, Yahoo!PN e WidgetBucks). Segundo porque ele te não te prende na forma antiga de usar o AdSense, que era criando slots e critérios na mão. Aliás, na nova versão do AdSense Manager você pode escolher qual modelo quer seguir. Diferentemente do…

AdSense Author

Foi o primeiro plugin a se tornar popular que compartilha as exibições de anúncios, ou seja, que compartilha os ganhos do AdSense com os demais escritores do blog. O único problema dele é que SÓ trabalha com o modo antigo de critérios e slots; ele não te permite APENAS e tão-somente apenas colocar o código do Adsense para cada autor, ele precisa do código antigo já setado com cor, critério e formato. Por isso, para estes casos, eu te comendo o…

WP-Ads

O ponto forte deste modelo é exatamente o ponto fraco do AdSense Author. Com ele, você cria uma zona para o anúncio para cada membro do blog. Se alguém adicionar mais anúncios na mesma zona, ele equilibra a porcentagem de possibilidades de exibição de anúncios a cada vez que a página for acessada. Exemplo: se eu acesso o blog agora, pego um anúncio do José, se outro entrar aparece o AdSense da Maria, e assim por diante – 50% pra cada um. Quando um blog com ganhos compartilhados tem membros com o mesmo objetivo e os esforços são parecidos, vale a pena utilizar o modelo onde o coletivo se beneficia com o trabalho do indivíduo.

Apesar de estes três plugins propostos possibilitarem o compartilhamento, eles também trabalham para blogues-de-um-homem-só. É só você setar nas configurações que quer ganhar 100% das exibições e não dar a gorjeta pro admin (sim, alguns deles permitem, ainda, fixar uma porcentagem exata para o Administrador do blog).

Outras sugestões para usar Google AdSense no WordPress:

  • AdSense Inline: Plugin que permite inserir anúncios dentro dos posts.
  • AdRotator: Concorrente para o WP-Ads, também muito usado para fins de compartilhamento.
  • AdSense Deluxe: Talvez um dos mais usados plugins deste ramo. Com ele, você pode adicionar os anúncios, alterar as cores, fazer testes de rendimento (CTR, CPM) e etc.
  • MightyAdSense: Faz o mesmo, adiciona anúncios sem necessidade de mexer no tema.

Se você também tem alguma sugestão de pauta ou dúvida, mande pra gente. É possível que ela seja respondida em um post com o seu nome e link para seu blog.

Daniel Becher Dúvida do leitor , , ,