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Arquivo de maio, 2008

WordPress completa 5 anos de existência

27, maio, 2008

Hoje, terça-feira, 27 de maio, o WordPress completa 5 anos de existência. Pra mim, é o melhor sistema de gerenciamento de conteúdo voltado para blogs e não troco sob hipótese alguma. Primeiro porque como se não bastasse por si só ser o melhor sistema, de quebre tem a melhor comunidade de desenvolvimento de plugins que nos facilitam e MUITO a blogar. Segundo porque é relativamente simples de instalar, configurar e personalizar.

Até vai rolar uma festa em San Francisco, nos Estados Unidos, pra comemorar a data. Como diz o Mark Ghosh, do Weblog Tools Collection, “Oh, como nosso bebê cresceu!”

Como desde pequeno aprendi a nuncar chegar de mãos vazias na casa de ninguém, principalmente quando a visita era em aniversário, a Renata — minha namorada – e Eu resolvemos juntar uns trocados e fazer uma doação para o projeto.

É importante dizer que se eu ganho alguma coisa com que escrevo, isso se deve em grande parte por uma base tecnologica muito boa que o WordPress oferece. NADA do que eu possa depositar hoje financeiramente no Donate do Codex deles é justo ou paga o que eu devo por gratidão. Entretanto, nada mais justo ajudar da forma que posso com o custeio da hospedagem dos caras, assim como os anunciantes e possíveis clientes dele o fazem no meu blog.

Recomendo que, ao invés de todo mundo fazer post dando APENAS parabéns enquanto come o bolo e toma guaraná de graça, doe qualquer quantia via PayPal pra eles. Vai ser bem mais útil.

Daniel Becher WordPress , ,

Nós, blogueiros camaleões

27, maio, 2008

Quando comecei a blogar mal sabia que podia tirar uma graninha com o que eu escrevia. Aliás, essa frase é clichê. Todo mundo que mal completa cem dólares no AdSense diz isso, que nunca esperava, que não merecia, que aconteceu por acaso, enfim, papo modesto pra dizer que está feliz com qualquer esmola que recebe por aí, tal qual um ator ganhador de Oscar fazendo carinha de surpresa.

Mas não é disso que queria falar, quero voltar à primeira frase: mal sabia que dava pra tirar uma graninha blá-blá-blá. Mas como todo bom brasileiro, quando temos um aumento salarial ou mesmo uma renda extra, como é o caso de quem trabalha por conta ou como empregado como eu, contamos com aquela grana, empenhamos os trocados a mais em alguma nova conta, prestações das Casas Bahia ou mesmo melhoramos nosso padrão de vida.

Eu mesmo, antes de começar a blogar, estava endividado até a cepa. Devia as calças e só não os fundilhos porque ainda me restou amor-próprio. Aprendi a monetizar meu blogue, investi em sua infra-estrutura, em uma conexão melhor com a Internet e otimizei meu tempo. Aos poucos, estou quitando meus compromissos e a medida que o tempo passa sobra mais dinheiro pra outras atividades.

O problema disso tudo é que ganhar dinheiro na Internet não é tão simples. Diferentemente do meu emprego em uma empresa de engenharia consultiva que me garante o pagamento das despesas fixas como alimentação, vestuário, moradia e lazer, o dinheiro que é ganho no blogue não pode ser comprometido mais que 30%. Investidores de todo o mundo e demais pessoas ligadas à área financeira dizem que comprometer mais que 70% da sua receita líquida total é burrice, entretanto a proporção percentual para ganhos não-fixos, deve ser melhor estudada uma vez que os programas de monetização mudam, as tendências são bastante sazonais e contar com o fator sorte é, mais das vezes, preponderante neste tipo de “trabalho”.

Primeiro porque é matematicamente impossível você comprometer uma parte daquilo que você não sabe nem pode mensurar. Se no mês passado, por exemplo, você faturou 300 reais com programas de monetização ou posts pagos (e nesta segunda modalidade não exista um contrato fixo para tal), o mês corrente pode não ser tão proveitoso por N motivos e você acaba se dando mal, seja porque a fonte do programa de afiliados secou, seja por um post que simplesmente não fez mais sucesso.

Segundo porque as formas de converter visitas em cliques ou ações são muito inconstantes. Você pode ter indexado um link do JaCotei no Google com seu código de afiliados e o mesmo ser alvo de milhares de paraquedistas procurando por um produto específico, ou você pode ter feito sucesso com um post cujas palavras indexadas foram, por força da contextualização, bem posicionadas ou até mesmo uma campanha de alguma empresa querendo expor seu produto por meio de artigos patrocinados naquela época.

Os motivos são diversos, mas esse floreio todo foi necessário pra dizer que ganhar dinheiro com blogs é algo inconstante. Você pode consultar qualquer blogueiro, e por mais conhecido e famoso por tirar uns trocados com o seu blogue que seja, ele vai te contar, caso tenhas essa abertura, das épocas de vacas magras.

É necessário ser camaleão pra sobreviver com isso, é preciso não se acomodar nunca e desconfiar mesmo das vacas gordas pois um dia pode acontecer um revés. Passei por isso há pouco tempo quando o HotWords começou a me podar num dos meus blogues. Por um motivo desconhecido, uma forma que eu achei de chamar atenção — diga-se de passagem, honesta — passou a ser anulada por algum filtro do programa e eu fiquei chupando o dedo. Os 500 reais mensais se transformaram em custosos e incompletos 100 dinheiros e o déficit foi imenso. Me vi obrigado a repensar em programas de PPA — os que pagam por ações (compras, assinatuas etc.) ao invés de cliques. E o Submarino nunca rendeu tão bem, obrigado. Mas continuo na certeza de que toda ventania cessa e o barco pode parar. E no menor sinal de tempestade, é necessário ajustar a posição das velas.

Daniel Becher Monetização , , ,

Pegando o Viamão Lotado nas palavras

24, maio, 2008

Eu não sou um especialista na língua portuguesa. Aliás, agradeço a vó da minha namorada por ter me presenteado com uma incrível coleção de livros do Professor Pasquale que dão dicas de gramática e redação, dessas que saem com um jornal de domingo e que no final de um período determinado se completa. Ela era assinante do Diário Catarinense, comprou o pacote todo e me deu. Obrigado, dona Neusa!

Se eu ainda não sou pleno no português do Brasil e devoro leituras como esta, agora imaginem vocês no inglês. Sei sobreviver, pedir uma água (igual índio mas sei), consigo me achar em documentações técnicas e vez por outra ler algum fide no idioma. Mas por ter essa carência não tenho condições intelectuais nem morais para dar um baile em alguém e tachá-lo de burro por isso.

Entretanto, preciso concordar com o Carlos Cardoso (aliás, descobri que concordo com ele desde 2006, quando ele escreveu este artigo) sobre sua repulsa em relação a alguns jargões que estão utilizando na web, principalmente por blogueiros. O ato de se fazer um upload virou “upar”, de hospedar virou “hostar” e assim por diante.

Pombas, se é pra aportuguesar a coisa, façam de maneira menos cyber-periferia, cacete! Usem “subir” quando você diz que vai fazer o upload do seu tema novo, diga que vai “hospedar” quando você estiver contratando uma conta nova no seu provedor de hospedagem, mas não maltratem o português, não façam emenda ficar pior que o soneto.

Você pode “blogar”, claro, a palavra blog é universal. Você pode deletar, que já está em qualquer dicionário. Mas se não sabem como conjugar um verbo decentemente no português, não tentem fazer isso num inglês de morro, santo Deus!

Procure, ao menos, um tradutor de palavras em inglês e saiba o que ela significa. Aí você vai achar um sinônimo na língua falada aqui tranquilamente. Do contrário, puxa a cordinha desse Viamão que ele tá lotado de gente ignorante assim como você.

Daniel Becher Críticas ,

.com.br para pessoa física é mais perigoso? Besteira!

24, maio, 2008
Flag of Viamão city, Rio Grande do Sul, Brazil.Bandeira da Cidade de Viamão
Imagem via Wikipedia

Quem pegou o Viamão lotado dessa vez foi o Daniel do Pix Blog, que escreveu: Pegou Vírus em .com.br, é Hora de Tomar Cuidado?

Estou ficando até meio traumatizado com blogueiros de nome Daniel, pois o que não se enfurece com as minhas críticas vira meu sócio!

No artigo o Daniel diz que não gostou da liberação que o Registro.br fez para que pessoas físicas também possam registrar domínios .com.br, antes restritos apenas a empresas (Como comprar domínios .com.br sem CNPJ? Agora é possível!), porque, segundo ele, vão começar a pulular vírus em domínios .com.br por aí.

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Janio Sarmento Críticas, Internet , , ,

Limites para a Propaganda Online?

20, maio, 2008
Carne na AboboraCarne na abóbora: pode ser
chiquérrimo, mas eu dispenso.
Imagem via Wikipedia

O Dudu Tomaselli, blogueiro que eu admiro e respeito muito, escreveu um artigo inspirado nas propagandas que o fide de meu blog pessoal apresenta, entitulado “Existe limite para a propaganda online?“, no qual ele critica meus anúncios do JáCotei que aparecem na lateral dos artigos no agregador, e em que ele também reclama dos anúncios do JáCotei que o Marcus acrescenta em cada comentário de seu A Grande Abobora.

A despeito de opiniões irrelevantes e despeitadas que dizem que ambos estamos mendigando centavos (o Marcus e eu sabemos o quanto ganhamos, e sabemos muito bem fazer testes de comparação, para saber se uma iniciativa vale ou não a pena), o texto faz suscitar alguma reflexão importante sobre o que se faz para ganhar dinheiro na Internet.

Em primeiro lugar, quem quer ganhar dinheiro não pode ter vergonha disso. Eu não estou nem aí para o fato de alguns chatos acharem que a publicidade polui o meu blog. Danem-se. Eu escrevo pelo prazer de escrever, claro, mas se fosse só por isso eu manteria minha produção textual limitada ao meu computador, ou à minha agenda de papel, pois gosto muito mais de escrever à mão livre do que de digitar. Eu ofereço meu conteúdo de graça para quem quiser ler, e o pagamento que tenho é o eventual clique numa propaganda que paga por cliques, ou uma comissão por algum produto vendido.

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Janio Sarmento Blogs, Críticas, Monetização

Fui aceito no Woopra

16, maio, 2008

Muito alarde foi feito desde que surgiu o Woopra e seu sistema de tracking (contador de visitas está demodê e não dá pra chamar um sistema de estatística de websites disso) sendo liberado para alguns webmasters para testarem o serviço. Comparo este serviço atualmente com o Joost, que criou toda uma onda quando ia liberando convites e concedendo este mesmo poder para alguns poucos usuários estrategicamente “localizados”. Claro que o Woopra é mais restrito para um grupo de usuários, é necessário ter um site pra isso e é útil apenas para esta classe, ao contrário do citado serviço multimídia que permite assistir algumas TVs direto do PC gratuitamente.

Vai fazer umas três semanas que fiz o cadastro e ontem lia nos fides do próprio serviço que iam liberar mais uma leva de usuários para o Woopra. É notório que tudo o que é difícil, ou pelo menos restrito, é mais gostoso de desfrutar. Isso não é uma invenção dos tempos modernos, este fenômeno acontece desde que o mundo é mundo. Se algo é fácil demais, subentendemos que ele não tem valor, ou não vale o mesmo quanto algo mais “suado”. Aquela garota que você conquista com suor, sangue e lágrimas e finalmente vai levar pra dormir e acordar com o sogro é muito mais saborosa do que aquela puta e gasta pura a casta que você esbarrou numa noitada e minutos depois estava no seu abatedouro borboleteando (me nego a explicar). Como o Janio é um dicionário pra mim, inspiro-me nele: tergiverso…

Eis que hoje abro minha caixa postal e lá está:

Dear becher,
Congratulations, your website danielbecher.com has been approved to try Woopra Beta.

Fore more details, please follow the installation instructions on http://www.woopra.com/installation-guide
We are sorry for not inserting Viamão Lotado to test the service. For this website, we’re getting into contact with you to a sponsored review.

Woopra Team.

Levei o Woopra pra cama, digo fui aceito no serviço e já inseri-o no meu blog pessoal para testes. É claro que isso vai render um futuro post, como é claro que o último período daquele e-mail foi inventado por mim. Usem um tradutor online e você vai perceber que, supostamente, eles me convidaram para uma futura resenha aqui no Viamão. O que não é verdade, porque o Janio é o cara do marketing e este e-mail já deve estar na caixa postal dele há um tempo ;)

Daniel Becher Ferramentas , , ,

MercadoSócios: vem aí mais uma loja superfacilitada

13, maio, 2008

Hoje estou me sentindo meio “a quarta velhinha”. Explico.

Um dia quatro velhinhas, amigas havia mais de cinqüenta anos, estavam jogando cartas quando uma delas olhou pras demais, e inflando-se de coragem falou:

— Ah, minhas amigas… Somos amigas há mais de cinqüenta anos, então vou confessar uma coisa pra vocês: eu sou cleptomaníaca.

As outras se olharam, atônitas, mas ela emendou:

— Mas não se preocupem, com vocês eu sempre me controlei, nunca roubei nem nunca vou roubar nada.

— Então também vou confessar — animou-se a segunda velhinha — que eu sou ninfomaníaca. Mas não se preocupem, eu nunca dei em cima do marido de vocês, e não vai ser agora que eles estão um caco que vou fazer isso.

— Já eu — disse a terceira velhinha — sou lésbica. Mas não se preocupem, nenhuma de vocês faz o meu tipo.

Então as três olharam pra quarta velhinha, que já estava na porta, e perguntaram se ela não tinha nenhuma confissão a fazer.

— Tenho — disse ela —, eu sou fofoqueira, e preciso correr porque tenho muitos telefonemas a fazer!

Estou me sentindo meio a quarta velhinha, porque estou sabendo de uma novidade super bacana, mas ainda não tenho autorização para divulgar, pelo menos não por completo (por mim já rolariam até uns downloads por aqui).

Depois que divulguei por aqui, no artigo Vitrines por toda parte, o Jobson viu aumentar assustadoramente o volume de vitrines do Mercado Livre servidas pelo sistema dele. Só as vitrines JavaScript (das quais eu tenho controle estatístico) estão na casa de 200.000 vitrines por dia!

Mas o quente mesmo sempre foi ter uma “lojinha” XML do Mercado Livre, o que exige conhecimentos de programação, burocracia do Mercado Livre, dá uma mão de obra do cacete, e ainda por cima consome uma CPU federal no servidor.

Sabendo disso, o Jobson resolveu estender o benefício das vitrines para uma loja XML otimizada para qualquer site, que não exige grandes conhecimentos para configurar (apenas habilidade para editar um arquivo de texto) e pode aliviar tremendamente a carga do servidor de hospedagem.

Adoraria dar mais detalhes, mas ainda não posso… Eu perderia o amigo se o fizesse…

Mas fiquem certos, caros leitores, de que a novidade será boa, muito boa!

Janio Sarmento Ferramentas, Monetização , ,