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Arquivo de outubro, 2008

Um blog pode ficar famoso dispensando Salsinhas & Paraquedistas?

28, outubro, 2008

Todo o blog almeja a fama. Mas, como sair das sombras se você tem milhões de blogs saindo da casca todos os dias e a sua voz emudece em meio à disputa pelo vedetismo? Se é certa a cruel estatística de que a maioria dos blogs morre em 3 meses, também é verdadeira aquela que contabiliza milhões de blogs brotando diariamente no mundo.

Alguns incautos nivelam a profissão mais velha do mundo ao ofício de blogar, ousando afirmar que tanto a putaria, como a blogaria pertencem ao gênero da “vida fácil”. Mesmo não querendo ser corporativo, tenho que puxar a brasa para o time blogueiro: é uma atividade que requer trabalho atroz, caso se queira verdadeiramente a diferenciação em meio à massa disforme de bilhões de blogs.

O segredo para a diferenciação está na visibilidade, ou seja, você terá que ser lido, terá que aparecer, terá que polemizar, terá que marcar posições. Encontrei a perfeita ilustração do que Não fazer na apresentação deste blogueiro No BlogLista:

“Pois bem… Não gosto muito da idéia de ser o centro das atenções em um tópico, mas de todo jeito vou ter que fazer isso mesmo, né? Sou Marcus Danillo, webdesigner/webdeveloper/whatever de Campinas e blogueiro nas horas vagas. Por enquanto, escrevo apenas no meu blog pessoal http://danillonunes.net, mas tenho alguns projetos para criar novos blogs em breve, que serão devidamente jabazeados por aqui (dentro do que as regras permitirem, claro). Então, é isso. Não aumentem minha vergonha respondendo essa mensagem. Grato.”

A fórmula do sucesso dos blogs é bastante simples é insofismável: os blogões só são grandes porque conquistaram seu nicho do mercado. Ora, quem quer atrair leitores não pode se dar ao luxo de recusar paraquedistas, salsinhas, trolls, miguxos, emos, etc. Mas a coisa não é tão simples assim, pois os blogueiros tendem a ser altamente exigentes com seus leitores, impondo restrições quase religiosas.

O Norberto Kawakami manifesta um certo desdém pelos paraquedistas no seguinte comentário “o efeito UEBA faz uma massagem no nosso ego, mas não sei se realmente faz alguma diferença no crescimento do meu blog ao final das contas…”

É certo que os enxames de paraquedistas produzem explosões nas curvas de acessos, responsável pela contaminação dos blogueiros com o “vício do pico”. Uma vez terminado o fenômeno explosivo, a volta ao dia a dia dos leitores habituès traz consigo uma certa frustração, o que pode levar à constatação de que a fama ainda não foi atingida.

Vejamos como a blogueira do Blog Megalopolis constatou lucidamente a incompletude do seu projeto de fama: “Atualmente, empreendo uma campanha para tornar meu blog famoso. Achava que estava conseguindo, mas era só impressão.”

O fato de não ser saudável dedicar a vida a caçar paraquedistas, não significa que desdenhá-los é o caminho da saúde. No mundo cão altamente competitivo da blogosfera, nenhuma porta deve ser fechada na véspera. A menos que você já esteja por cima da carne seca, qualquer efeito Uêba deve ser muito bem vindo, além de não ser de bom tom enxotar os enxames de paraquedistas e salsinhas que eventualmente caiam no seu blog, mesmo que não movam um milímetro a agulha do seu Adsense.

Glossário:
Paraquedista: é o tipo de leitor que cai de pára-quedas no blog atraído por alguma palavra-chave safada ou por algum hype, apertando tudo que é link e, contrariamente aos esportistas aéreos, que uma vez no chão não decolam, o leitor paraquedista levanta vôo para nunca mais voltar. Este tipo de leitor praticamente não lê, portanto, esperar comentários deles é acreditar em milagres.

Salsinha: os dois termos são quase sinônimos. Salsinha costuma caracterizar o leitor sem-noção. Há até um site dedicado a este tipo, criado pelo Cardoso, que um dia teve a esperança de ganhar algum Dim Dim com eles, segundo suas palavras textuais:

“Este blog foi criado para tentar tirar um trocado em cima da estupidez humana. Muito provavelmente vou ficar rico, ninguém nunca perdeu dinheiro subestimando a inteligência alheia, e a Internet está cheia de gente “muito” esperta.”

Além do Cardoso não ter ficado rico com o Salsinhas.com, ele foi atualizado pela última vez nos idos de setembro deste ano, o que comprova que ganhar dinheiro exclusivamente com a escória intelectual é tarefa que exige estômago de porco.

Moral da história: A menos que você pertença ao seleto time dos Top 100 da Blogosfera brasileira, não poderá prescindir de bixos emplumados, peludos, cascudos, ou seja, de Salsinhas, Paraquedistas, Trolls, Orcs, Emos, Miguxos. Caso contrário, a campanha para tornar o seu blog famoso vai redundar num grande fracasso.

Crédito da foto: Evonik.

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Reforma ortográfica pega de surpresa os analfabetos!

16, outubro, 2008


O Brasil é um país bizarro: analfabeto, mas subscritor periódico de “reformas ortográficas” com o objetivo de fomentar a integração com os demais países lusófonos.

Que tremenda mentira! O único português representativo no mundo é o brasileiro, frente ao resto dos países lusófonos estatisticamente desprezíveis. Então, a melhor reforma ortográfica seria Portugal e meia dúzia de gatos pingados espalhados desde os confins do Timor do Leste a uma parte de Hong Kong, terminando em Angola, adotarem o português do Brasil e ponto final.

Porém, assim como o FHC construiu um gasoduto inútil de um bilhão de dólares na Bolívia, os militares erigiram a usina de Itaipu para o Paraguai e os governos pós-ditadura criaram o Mercosul para salvar a Argentina, perfazemos constantes reformas ortográficas para tentar nos integrar numa comunidade global lusófona do tamanho da pia do banheiro. O gigante Brasil, o único a preservar a fonética das vogais extintas no além-mar, negocia amiúde com seus irmãos lingüísticos minoritários a rendição.

Ofendemos os nossos analfabetos a troco de nada. A maioria dos blogueiros não sabe escrever, os comentadores idem, leitores ibidem. Fora da Internet a situação é ainda mais catastrófica, povoada por analfabetos funcionais, que saídos das universidades, não obstante com um canudo na mão, não possuem ferramental suficiente para se expressar em língua algum esboço de idéia.

A Nospheratt inicia a sua bíblia do blogueiro asseverando: ”requisitos para o bom blogueiro: saber escrever português correto”. Pronto! Isto detona a carreira da maioria dos candidatos a blogueiro! Eles nem precisam chegar ao último item do “estar disposto a receber críticas e antagonismos”.

Cenário Dantesco.
No cenário infernal reinante no único país do mundo representativo da língua portuguesa, governado por uma elite essencialmente corrupta, trai sistematicamente a população ao não promover acesso decente à alimentação, saúde, segurança, transporte e… educação. Neste cenário de educação falida, digno de Dante Alighieri e a sua Divina Comédia, o governo platonicamente fecha um acordo ortográfico com o restante dos países microbianamente lusófonos e trai sem cerimônia todo o seu imenso contingente de analfabetos reais e funcionais.

Mas, o que esta churumela tem a ver com blogs?
Nós lusófonos não sabemos o que é realmente um blog, afinal, não somos bons nem em conceituação e muito menos em definições. Pelo que sei, Blog é um trem que serve para INTERAGIR com outras pessoas. Ora, para que isto aconteça, é imperativo o uso da linguagem escrita, que se sonha minimamente escorreita.

Ledo engano! A tragédia da língua portuguesa, começando pela leniência do Estado Brasileiro e terminando na terrível coincidência de ser uma das línguas mais difíceis e herméticas do planeta, é que um simples comentário entrado num blog em português, pode ser considerado por si só uma efeméride.

Há muito deixei de criticar o mau português, os dialetos léxicos, o desleixo ortográfico, porque descobri que as corajosas vítimas do sistema educacional falido, estão dando o melhor de si. Já que ninguém nasce com o grande sonho na vida de escrever mal, as poucas pessoas que conseguem vencer a barreira da vergonha de escrever errado, devem ser incentivadas nos seus esforços.

Enquanto o caos reina, o governo fecha acordos ortográficos…
Enquanto isto, na fantástica ilha flutuante de Brasília, governos e políticos sonhando que os brasileiros já assimilaram a última reforma ortográfica que eles lhes foi enfiada goela abaixo, tratam de aprontar uma nova pantomima.

Certamente que eu, ciente da volubilidade dos governos, sei que devo manter meus pés firmemente apoiados no chão, perdoando o mau português dos meus leitores comentadores e esperando que eles persistam na audácia de reunir seus parcos rudimentos léxicos, sobreviventes à última reforma ortográfica de 1971, para escrever comentários minimamente inteligíveis.
Isto alcançado, devo erguer as minhas mãos ao céu em prece de caolho em terra de cego!

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10 coisas detestáveis em blogs.

11, outubro, 2008

Foi-se o tempo em que se esperava pouco dos Weblogs, afinal, não se podia exigir muita coisa de diariozinhos adolescentes. Porém, passados bons pares de anos, além da abreviatura ter encolhido, o formato amadureceu e ensaiou passos em direção a se consolidar como uma nova mídia, dentro dos princípios da Web 2.0, preconizadora da possibilidade de qualquer um se tornar produtor cultural, mesmo o baixo clero intelectual dos miguxos, salsinhas, paraquedistas, analfabetos lingüísticos e digitais, malucos beleza, góticos, skinheads, emos, etc.

Contudo, escrever um blog é expor publicamente forças e fraquezas. Por conta das últimas o blog vai enfrentar muitas críticas, ao passo que receberá uns poucos elogios pelas excelências. Pensando nisto, elegi alguns fracos, por onde normalmente os comentadores entram lotados para baixar o sarrafo.

1) Posts sem data: qual é o interesse por trás da data surrupiada? Acho uma isto uma tremenda mal caratice. Será que se trata de uma tosca tentativa de escrever “posts eternos”?

2) Sem abertura para comentários: este tipo de coisa execrável é encontrável em blogs de famosos, jornalistas, escritores, etc. Estes não leio e não linko, pois o blogueiro que não abre discussões nem deveria se chamar de tal.

3) Moderação: quando você comenta num blog e recebe na lata a mensagem “Comentário aguardando moderação”, não dá uma certa frustração? Gosto muito quando comento, ver o meu comentariozinho estampado instantaneamente na página. Reconheço a moderação como um mal necessário – neguinho que recebe mil spams por dia, não pode se dar ao luxo de suspender a moderação.

4) Falta de atualização: o espírito fundamentador do blog é o diário, quando ele passa a ser semanário, mensanário, semestranário ou anuário, perde a sua razão de ser. Eu costumava ler um blog chamado Dragão na Garagem, cuja última atualização foi em 5/2/2008, numa prova que o réptil já embolorou.

5) Textos extremamente curtos: feitos sob medida para manter a atualização em dia: os blogs que economizam em escrita não me convencem. Este tipo de procedimento é sinal de blogs caça-paraquedistas. Não vou dar exemplos, mas eles pululam por aí, um deles chega a gozar do respeitável ranking ao redor de 175.000 no Alexa.

6) Tela preta: coisas detestáveis as telas pretas, quando leio um blog com template negro e volto para o mundo real, parece que os olhos vão explodir, ninguém merece. Provavelmente quando o Top dos 50 piores do Noronha ficar pronto, alguns deles vão estar nele.

7) Excesso de widgets, popups, advertisments e traquitanas: um blog não precisa obrigatoriamente agasalhar toda a cracolândia de anúncios, banners, porcariazinhas piscantes, etc. Imagino o suplício dos leitores Dial-up! Quando, ao entrar num blog, a barra de status do Browser fica minutos mostrando o carregamento de dezenas de bichinhos, fujo da página como o diabo foge da cruz.

8) Recheio de java-script: uma vez visitei o blog da atriz Daniela Suzuki e contei no relógio 10 minutos de espera diante da barra infernal “Carregando”. E foi só, uma vez carregados todos os scripts, pulei fora para nunca mais voltar.

9) Conteúdo exclusivamente voltado a paraquedistas: vez por outra os visito este tipo de blog, mais por força dos ossos de ofício, do que por querer. Não vou dar exemplos aqui porque este tipo de blogueiro é muito combativo, o que seria tão inútil quanto tosquia de porco: muito grito e pouca lã.

10) Desequilíbrio autoral: os dois extremos igualmente incomodam os leitores, tanto os blogs excessivamente opináticos, quanto os exclusivamente noticiosos. Os primeiros causam desconforto porque os leitores normalmente esperam “opiniões abalizadas” e os segundos, ao disputarem diretamente o nicho “news” com a imprensa “séria”, não repetem a escrita da luta de David contra Golias.

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Nem tudo é festa com a alta do dólar

7, outubro, 2008

Acompanhei a festa que alguns blogueiros fizeram quando o dólar começou a subir com os primeiros sinais da crise econômica que acontece neste momento nos Estados Unidos e, por consequência, no mundo inteiro. Bolsas de todos os países caindo pelas tabelas. A Bovespa, que tem mais de 70% do seu capital aplicado em dinheiro estrangeiro, também sente de forma rápida os reflexos dessa crise.

Pra quem monetiza o seu blog, vive disso ou depende de alguma forma do montante vindo de programas como o Google AdSense, por exemplo, o aumento do dólar significaria, na cabeça de muitos, um iminente aumento nos ganhos, uma supervalorização do seu blog a cada clique com a nova cotação do dólar, sempre em alta nos últimos dias.

Em 29, a bolsa quebrou em Outubro. Será?

Mas – muita gente ainda não se flagrou disso – existem reflexos sérios também na blogosfera monetizada e que podem acelerar o que muitos chamam da explosão da bolha (desenterrei!):

  1. O CPM do AdSense tem caído com índices inversamente proporcionais ao inchaço do dólar; o AdWords, o outro lado do balcão, onde os anunciantes criam suas campanhas, é pago, adivinhem? Em dólar. Com isso, menos gente anuncia ou gera menos anúncio, diminuindo automaticamente o valor pago por clique.
  2. Com a diminuição acentuada dos grandes patrocinadores ou da quantidade de anúncios, aqueles que arrebanham bastantes clientes e proporcionam um bom CTR, esta taxa de cliques também tende a diminuir. CTR e CPM baixos, no AdSense, resultam em desastre!
  3. Quem, de fato, monetiza e encara o seu blogue como um negócio sério, costuma contratar serviços que, mais das vezes, também são pagos em dólar – sistema de tracking, hospedagem, licença de softwares e etc.
  4. Insumos indiretos para o blogueiro, como peças e acessórios de informática (!), tendem a encarecer vertiginosamente assim que os estoques importados se esgotarem (ou antes mesmo disso acontecer).

A Porto Fácil, por exemplo, empresa de hospedagem do Janio, já reajustou o preço dos servidores dedicados. Segundo me confidenciou o Janio, ele segurou até onde pode, e arcou com os prejuízos até acontecer um arroxo insustentável tendo que dividir essa intempérie econômica com seus clientes.

A minha conta Professional do GetClicky, sistema de contador de visitas e tracking de acessos, que custa 9,99 dinheiros americanos, passará a me empenhar 23 reais ao invés dos habituais 15 que eu costumava pagar. Os domínios internacionais (.com, .net e .org, por exemplo), também custarão isso a partir de agora.

O sistema de gerenciamento de clientes da Via Hospedagem, que me custa quase 16 dinheiros americanos, passará de 26 pra 37 mangos mensais.

E tantos e tantos outros custos diretos e indiretos que tenho me farão repensar na necessidade de mantê-los, porque por mais que suba o dólar, o Rendimento não me comprará o montante do AdSense no mesmo valor e o déficit tende a ser maior proporcionalmente.

Por mais que o total do AdSense engorde com essa alta súbita do dólar, é necessário repensar a dieta, senão o tombo pode ser grande…

Daniel Becher Monetização , , , , , , , ,

No fim da Várzea, os 50 piores Blogs ensinam a blogar.

7, outubro, 2008

Em 2007, num mix de atrevimento e loucura, o Noronha lançou a sua lista dos 50 piores Blogs do Brasil. Como a língua portuguesa é ensurdecedoramente falada à brasileira, uma titica em Portugal e outra neca de pitibiribas no além mar, o cara acabou escolhendo os piores Blogs lusófonos do mundo. Ao restringir o seu universo de amostragem aos top 500 do BlogBlogs, o esforçado Noronha escapou da desintegração na poeira dos milhões de blogs deste mundão afora.

Este ano, além do Noronha querer fazer um update na sua lista, ladinamente quer a nossa cumplicidade, ou melhor, daqueles de nós que se julgam acima de qualquer suspeita. Fui um dos que cutucou a onça com vara curta, até que o rapaz saiu da toca e abriu a temporada. Dias atrás, vi no blogroll do meu blog o tiro inicial desencadeador da nova temporada de caça aos 50 piores.

Na apresentação do elefante cagando, ou seja, o logo da campanha estranhamente alguns dos nossos melhores blogs estão recebendo indicações, tais como Enloucrescendo, Pensar Enlouquece, Interney, SubstantiVolátil, Papo de Homem, etc. Isto prova que os leitores se mostram confusos e divididos entre suas antipatias e os seus critérios de ruindade. Ainda bem que o Noronha não gosta de democracia, pois aparentemente a voz do povo está se identificando com a voz de Deus.

À parte o rancor de alguns leitores dispostos a entornar o cocho e longe de querer ver o circo pegar fogo, vamos ao que interessa: que proveito transcendente podemos tirar do assunto, sem que fiquemos restritos aos suspiros de alívio de não termos sido escolhidos e às risadinhas sardônicas diante dos 50 infelizes defenestrados?

Um dos comentadores fez uma interessante reflexão sobre a metafísica bloguística:

Antonio Pedro:
“Creio que antes de olhar superficialmente os blogs e dar sua opinião você deveria ler todo o conteúdo do mesmo. Sou paraquedista de blogs e observo, às vezes, um [certo] desânimo do pessoal na criação dos seus textos. Não gosto daqueles que só fazem o colar e copiar sem ao mínimo deixar uma idéia sua, uma opinião. É como se abrissem o jornal, a revista de fofoca e apenas copiassem a matéria. Não gosto de blogs assim. Apenas uma dica de quem não é blogueiro.”

Um leitor de blogs expondo sua alma prenha de metabloguismo não é todo o dia que aparece e o Viamão não poderia passar lotado sem glosar. O Antonio se reporta precipuamente à função dos blogs, incitando-me a endossar a pergunta implícita, para quê serve um blog?

Caso houvesse resposta definitiva, não haveria necessidade de metablogs e o Viamão estaria estacionado na garagem. O leitor Antonio não gosta de blogs que só ecoam, repetem e copiam. Até porque este papel já está sendo magistralmente desempenhado pela imprensa falida. Quanto mais blogs brigam neste nicho, mais incomodados ficam os jornalistas, por seu apego extremado os seus impulsos replicantes.

O leitor quer opinião e idéias, mas elas não dão em postes. O leitor não quer desânimo, apesar da atividade blogueira ser altamente cansativa, inclusive porque não temos dinheiro para pagar pelas notícias da única Agência (qual será ela?) que abastece a imprensa imbecil.

Outrossim, o Antonio nos conclama a sermos criativos, não copiadores, autorais, idôneos, animados, valorosos, originais e nos admoesta contra o truquezinho sujo do CTRL-C/CTRL-V. Por outro lado, ele nos conclama a entender a atividade blogueira como um sacerdócio, onde o blogueiro tem o dever de desagravar a incompetência dos jornalistas, salvar a Internet da Pedofilia, destruir o Orkut e paralelamente a estes atos titânicos, produzir e produzir sempre, coisas novas, divertidas, interessantes e educativas.

Enquanto discutimos a função dos blogs neste metablog, o Noronha esquadrinha os nossos rins e corações(Apocalipse 2:23) à procura do pior de nós para que tenhamos pão em circo, caso porventura, sejamos poupados.

Foto via Tipos.

Isaias Malta Blogs, Críticas, Internet , , , ,

Por que não vou participar do “Censo da Blogosfera”

4, outubro, 2008

A notícia não é nova, mas o texto que acabei de ler no blog do Leo Cabral me motivou a escrever sobre o porquê de eu não responder as perguntas do tal censo. Caso alguém ainda não saiba do que estamos falando, vou emprestar o primeiro parágrafo do próprio Leo para explicar (leia a íntegra aqui).

Essa semana vários blogs noticiaram a divulgação dos resultados de uma pesquisa feita pelo site Technorati, considerado o maior indexador de blogs do mundo, que traça um perfil bem completo da blogosfera mundial. Méritos do Technorati à parte, surgiu no Brasil também esta semana o Primeiro Censo Receita do Sucesso da Blogosfera Brasileira, criado pelo carioca e meu amigo Pedro Cardoso do Blog Receita de Sucesso em parceria com a blogueira Tine Araújo.

survey.jpgA idéia é louvável, e embora eu não conheça a Tine, acompanho o trabalho do Pedro já há muito tempo, e por isto mesmo posso afirmar que sei das melhores intenções dele e de sua competência, razões que certamente culminarão no sucesso da empreitada.

Contudo, eu não vou participar do censo, por uma única razão: sob a alegação de que é para evitar dados duplicados e fraudes, a pesquisa requer nome completo, endereço de todos os blogs, e mais diversas outras informações que, juntas, fazem um perfil completo demais para meu gosto; quem puser as mãos nesses dados entabulados vai saber mais sobre mim do que eu gostaria que um estranho soubesse.

Besteira minha? É provável. Mas que posso eu fazer se a idéia não me convenceu?

Janio Sarmento Blogs, Internet , , , , , , ,

Estudo de caso: perfil moral de um spammer

1, outubro, 2008

Dizem que quando a vida nos dá as costas, devemos passar a mão na bunda dela. É uma versão mais divertida da metáfora dos limões e da limonada. Gosto muito dessa atitude, que em termos menos românticos implica aproveitar as oportunidades, sejam quais seja, para pelo menos aprender com elas. A limonada é o aprendizado, claro, que se obtém ao espremer os limões, que são os problemas propriamente ditos.

De minha parte, em se tratando de Internet e blogs, há duas raças que me enojam profundamente: os spammers e os plagiadores.

Pausa para interação com o público!

Pergunta: o que pode ser pior que esses dois tipos juntos?

Resposta: o resultado da combinação deles, ou seja, os sploggers, que são aqueles meliantes que automatizam suas atividades criminosas, roubando posts inteiros por RSS e republicando-os em seus sites, sem o consentimento dos verdadeiros autores (caso os autores consintam com essa prática, ela é perfeitamente válida).

Fim da pausa para interação!

prostituta-plagio.jpgNo dia 20 de junho (hoje é primeiro de outubro) publiquei aqui um artigo chamado Como combater os splogs, no qual compartilho com os leitores uma técnica que uso para proteger o meu conteúdo da ação destes crápulas, com o fito de evitar punições por conteúdo duplicado ocasionado pelos splogs que sugam meu conteúdo sem autorização.

Hoje este artigo recebeu um comentário do desgraçado que é responsável pelo “serviço” que é citado no texto, enfurecido porque eu o chamei de filho da puta devido ao singelo fato de ele republicar na pocilga que ele chama de website todos os meus artigos. No comentário ele diz que eu deveria fazer contato e pedir a exclusão dos meus posts, que eu nunca autorizei que republicassem, que eles atenderiam o pedido.

Só que isso é mentira.

Antes de publicar aquele artigo eu havia entrado em contato, e pedido educadamente a exclusão do meu conteúdo, mas os filhos da puta (agora que sei que esse é o xingamento que mais os ofende, vou usar sempre) simplesmente ignoraram a minha mensagem até o dia de hoje!

Vejam a minha mensagem:

Nome: Janio Sarmento
Email: janio@sarmento.org
Telefone:
Localização:
Homepage: http://lucrandonarede.com
Assunto: Plágio
Empresa:
Mensagem: Peço a gentileza de pararem de utilizar meu conteúdo em seu site, eu não autorizei, e isso está me prejudicando, pois o Google está a penalizar-me por conteúdo duplicado, sendo que quem produz o conteúdo sou eu!

Aguardo uma resposta positiva sua para resolvermos esse impasse.

Grato.

Não sei mais a data em que enviei isso, mas certamente foi antes — bem antes — de 20 de junho, e só agora o plagiador foi dignar-se em ficar ofendido.

Agora, mais interessante do que tudo é a resposta que o sujeito me enviou (não me perguntem seu nome, ele não disse nem eu quero saber).

Já tens idade para ter juízo
diz lá qual é o tey feed para seres banido da nossa rede
gente como tu que busca clicks em adsense não tem onde cair morto

deves pensar que és o MAIOR

o email passou no lixo electrónico

???

Essa do google é de bradar a rir.

De qualquer forma queremos saber de todos os seus feeds para retirar de imediato
afinal da nossa parte ganhamos uns milhões à tua custa

Já estamos suficientemente ricos que podemos abdicar do teu lixo

Ok?

E mais, se não fosse gente como nós que criamos ferramentas eras um perfeito
indigente.

respeitem o trabalho de quem trabalha e de quem cria.

Ou não sabes o que é RSS

ficas todo vaidoso com as subscrições do feedburner … és um vaidoso
que usas o suor de quem criou as ferramentas que usas porque de outra
forma nem uma página em html tinhas

e à parte que me toca nunca chamei FDP a ninguém e muito menos na WEB

só por isso acho que não vales uma única bactéria que vive no teu mísero corpinho danone

Mantive a resposta intacta, e vou deixar que os próprios leitores respondam o que eu deveria responder pra ele.

Por e-mail vou dizer apenas que ele deveria excluir todos os feeds de quem não pediu para participar da “ferramenta” que ele criou, e vou listar os meus blogs que não devem mais fazer parte do site de plágio automático dele.

Vamos lá, leitores, os comentários são seus!

Janio Sarmento Críticas, Internet , , , , , , , , , , , ,