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Você otimiza suas imagens?

29, junho, 2008

Eu já escrevi aqui sobre a importância de otimizar as imagens que ilustram os posts de um blog. Quando se hospeda um blog em serviços gratuitos, egoísta que somos, acabamos não nos preocupando com isso. “Ah, dane-se, não vou gastar um centavo de banda”. É um pensamento errado. Banda custa dinheiro, infra-estrutura de comunicação custa caro e mesmo que para você seja gratuito, em algum lado vai estourar esse custo, em alguma ponta ou outra vai ter que ser compensado tal qual a inflação na economia. Isso é besteira falar, mas, enfim… como diz meu parceiro aqui no Viamão, tergiverso.

Vamos aos fatos, de fato: não custa otimizar imagens. Não custa deixá-las menos “pesadas”, facilitando a abertura do seu blog e fazendo isso em tempo satisfatório que não obrigue o leitor pular para outro resultado do Google ou tomar um café ao invés de ler o seu texto. Se você hospeda as imagens do blog no próprio servidor, sabe (sabe?) que além da demora, existe um custo.

Instalar no seu computador o Macromedia Adobe Fireworks, o Adobe Photoshop, Paint Shop Pro ou similar única e exclusivamente para otimizar uma imagem ou outra que você posta no blog é demais. Primeiro porque ele vai ocupar um espaço e tempo de carregamente desnecessários, e segundo porque você não vai baixar o Photoshop pirata, vai comprar o original e custa muito, muito, muito dinheiro. Tá, tem o GIMp, que é um editor de imagens gratuito, mas mesmo assim.

Que tal otimizar suas imagens em sites que não te cobram nada por isso? Então, aqui vai uma listinha de endereços que pode te ajudar nessa tarefa:

JPEG Optimizer: Além de comprimir sua imagem sem perdas consideráveis, ele mata a cobra e mostra o pau. Sim, ele te diz qual foi a porcentagem de compactação da imagem enviada num formulário simples. Ele permite, além de diminuir o peso dela, redimensioná-la.

GifBot: No site, há uma versão gratuita desta ferramenta para testes que você pode muito bem utilizá-la no dia-a-dia. Entretanto, é necessário inserir e-mail. Nos testes que eu realizei, não recebi nenhum spam ou qualquer incomodação na minah caixa de mensagens. Mas faça por sua conta e risco.

JPEG Wizard: Esta outra, além de fazer o que as outras duas acima propõe, você pode escolher qual a taxa de compressão da imagem, embora o visual seja mais arcaico. Pode também ajustar opções como Luminância, rotação, espelho e cores.

[UPDATE]

ImageMagick: Também conhecido como o Gimp/Photoshop da linha de comando. Faz resize, conversão de formatos, composição, aplica efeitos, cria gif animado. Perfeito para processamento batch de imagens. (Fábio Britto)

Faça um favor para seu leitor e para seu bolso: otimize suas imagens!

Daniel Becher Ferramentas , , , ,

O jeito MercadoLivre de pagar os afiliados

20, junho, 2008

Eu já lidei com diversos programas de afiliados. Hoje, recebo mensalmente do Google AdSense, do HotWords, do UOL Afiliados, do MercadoLivre e do Submarino. Mas já trabalhei também com o Buscapé e o JaCotei e Zura. Dentre eles, o que me dá menos dor de cabeça e me faz chegar numa sexta-feira de inverno sabendo que a noite poderei comprar dois ou três potes de caviar e comê-los de colherzinha na frente da minha TV LCD de 42” Full HD, é o MercadoLivre.

Não foi sempre assim. E nem sempre é assim, na verdade. O que hoje achamos que é a panacéia, o remédio para todos os males, amanhã pode nos causar uma úlcera incurável no estômago de tanto nervosismo. O fato é que não podemos confiar plenamente nos caras que patrocinam nossos blogs, ou melhor, não podemos empenhar a conta da água, da luz, do telefone, gás e qualquer outra despesa fixa neles. São instáveis demais, assim como os rendimentos o são.

Mas quero parabenizar o jeito MercadoLivre de pagar o afiliado. Confesso que quando comecei a trabalhar com eles tive um receio muito grande com o tal do MercadoPago. Ter uma conta lá, pra então receber o pagamento em créditos e só depois escolher se eu quero aquele montante na minha conta bancária ou usar para compras no próprio site era burocrático demais. Pelo contrário, é mais simples e eficiente que a gente pensa.

Principalmente depois que anunciaram que partir de maio trabalhariam com RPA eletrônica, ou seja, não era mais necessária aquela correria toda para que pessoas física emitissem nota, documentação, corressem numa agência dos correios e fosse pra esquina fazer despacho e torcer pra nossa instituição postal não entrar em greve. Mandava um e-mail com os dados e pronto.

No início de Junho eles mandaram um e-mail falando que eu tinha faturado R$XXX,32. Fui na minha conta do MercadoPago e optei para recebê-lo em dinheiro no Banco do Brasil. Pois hoje, dia 20, antes mesmo de todo mundo receber AdSense, JaCotei, HotWords, UOL e demais programas referentes ao mesmo mês/competência, chega um e-mail dizendo que a retirada da grana foi processada e que em até 24h o dimdim tava na conta. Já tava comemorando que segunda-feira teria um dinheiro extra quando entrei no meu home banking pra vender uma meia-dúzia de milhar de ações da Vale, quando estava lá o crédito.

Tirando o AdSense, que “meio” que dá pra confiar no banco Rendimento e seus lotes “capengamente” recebidos pelo Google, nenhum dos outros tem uma forma de acompanhar e registrar de forma empírica todo esse processo. Quem complementa sua renda com o dinheiro vindo dos patrocinadores dos blogues, aplaude atitudes como essas do MercadoLivre que, ao menos, dá uma segurança a mais pro parceiro. E isso só nos faz trabalhar motivados e retorna, por consequência, em melhores rendimentos para a própria empresa que paga. E a isso, de fato, damos o nome de PARCERIA.

PS: Desculpem-me, o extrato tá meio borrado. Não é que eu não queira mostrar, pelo contrário. Mas é que tem uns sujeitos por aí que dizem que se incomodam com uns bannerzinhos do AdSense espalhados por aí, que de tanto chorar, tanto chorar, acabou manchando a folha de papel. ;)

Daniel Becher Monetização , , ,

WordPress completa 5 anos de existência

27, maio, 2008

Hoje, terça-feira, 27 de maio, o WordPress completa 5 anos de existência. Pra mim, é o melhor sistema de gerenciamento de conteúdo voltado para blogs e não troco sob hipótese alguma. Primeiro porque como se não bastasse por si só ser o melhor sistema, de quebre tem a melhor comunidade de desenvolvimento de plugins que nos facilitam e MUITO a blogar. Segundo porque é relativamente simples de instalar, configurar e personalizar.

Até vai rolar uma festa em San Francisco, nos Estados Unidos, pra comemorar a data. Como diz o Mark Ghosh, do Weblog Tools Collection, “Oh, como nosso bebê cresceu!”

Como desde pequeno aprendi a nuncar chegar de mãos vazias na casa de ninguém, principalmente quando a visita era em aniversário, a Renata — minha namorada – e Eu resolvemos juntar uns trocados e fazer uma doação para o projeto.

É importante dizer que se eu ganho alguma coisa com que escrevo, isso se deve em grande parte por uma base tecnologica muito boa que o WordPress oferece. NADA do que eu possa depositar hoje financeiramente no Donate do Codex deles é justo ou paga o que eu devo por gratidão. Entretanto, nada mais justo ajudar da forma que posso com o custeio da hospedagem dos caras, assim como os anunciantes e possíveis clientes dele o fazem no meu blog.

Recomendo que, ao invés de todo mundo fazer post dando APENAS parabéns enquanto come o bolo e toma guaraná de graça, doe qualquer quantia via PayPal pra eles. Vai ser bem mais útil.

Daniel Becher WordPress , ,

Nós, blogueiros camaleões

27, maio, 2008

Quando comecei a blogar mal sabia que podia tirar uma graninha com o que eu escrevia. Aliás, essa frase é clichê. Todo mundo que mal completa cem dólares no AdSense diz isso, que nunca esperava, que não merecia, que aconteceu por acaso, enfim, papo modesto pra dizer que está feliz com qualquer esmola que recebe por aí, tal qual um ator ganhador de Oscar fazendo carinha de surpresa.

Mas não é disso que queria falar, quero voltar à primeira frase: mal sabia que dava pra tirar uma graninha blá-blá-blá. Mas como todo bom brasileiro, quando temos um aumento salarial ou mesmo uma renda extra, como é o caso de quem trabalha por conta ou como empregado como eu, contamos com aquela grana, empenhamos os trocados a mais em alguma nova conta, prestações das Casas Bahia ou mesmo melhoramos nosso padrão de vida.

Eu mesmo, antes de começar a blogar, estava endividado até a cepa. Devia as calças e só não os fundilhos porque ainda me restou amor-próprio. Aprendi a monetizar meu blogue, investi em sua infra-estrutura, em uma conexão melhor com a Internet e otimizei meu tempo. Aos poucos, estou quitando meus compromissos e a medida que o tempo passa sobra mais dinheiro pra outras atividades.

O problema disso tudo é que ganhar dinheiro na Internet não é tão simples. Diferentemente do meu emprego em uma empresa de engenharia consultiva que me garante o pagamento das despesas fixas como alimentação, vestuário, moradia e lazer, o dinheiro que é ganho no blogue não pode ser comprometido mais que 30%. Investidores de todo o mundo e demais pessoas ligadas à área financeira dizem que comprometer mais que 70% da sua receita líquida total é burrice, entretanto a proporção percentual para ganhos não-fixos, deve ser melhor estudada uma vez que os programas de monetização mudam, as tendências são bastante sazonais e contar com o fator sorte é, mais das vezes, preponderante neste tipo de “trabalho”.

Primeiro porque é matematicamente impossível você comprometer uma parte daquilo que você não sabe nem pode mensurar. Se no mês passado, por exemplo, você faturou 300 reais com programas de monetização ou posts pagos (e nesta segunda modalidade não exista um contrato fixo para tal), o mês corrente pode não ser tão proveitoso por N motivos e você acaba se dando mal, seja porque a fonte do programa de afiliados secou, seja por um post que simplesmente não fez mais sucesso.

Segundo porque as formas de converter visitas em cliques ou ações são muito inconstantes. Você pode ter indexado um link do JaCotei no Google com seu código de afiliados e o mesmo ser alvo de milhares de paraquedistas procurando por um produto específico, ou você pode ter feito sucesso com um post cujas palavras indexadas foram, por força da contextualização, bem posicionadas ou até mesmo uma campanha de alguma empresa querendo expor seu produto por meio de artigos patrocinados naquela época.

Os motivos são diversos, mas esse floreio todo foi necessário pra dizer que ganhar dinheiro com blogs é algo inconstante. Você pode consultar qualquer blogueiro, e por mais conhecido e famoso por tirar uns trocados com o seu blogue que seja, ele vai te contar, caso tenhas essa abertura, das épocas de vacas magras.

É necessário ser camaleão pra sobreviver com isso, é preciso não se acomodar nunca e desconfiar mesmo das vacas gordas pois um dia pode acontecer um revés. Passei por isso há pouco tempo quando o HotWords começou a me podar num dos meus blogues. Por um motivo desconhecido, uma forma que eu achei de chamar atenção — diga-se de passagem, honesta — passou a ser anulada por algum filtro do programa e eu fiquei chupando o dedo. Os 500 reais mensais se transformaram em custosos e incompletos 100 dinheiros e o déficit foi imenso. Me vi obrigado a repensar em programas de PPA — os que pagam por ações (compras, assinatuas etc.) ao invés de cliques. E o Submarino nunca rendeu tão bem, obrigado. Mas continuo na certeza de que toda ventania cessa e o barco pode parar. E no menor sinal de tempestade, é necessário ajustar a posição das velas.

Daniel Becher Monetização , , ,

Pegando o Viamão Lotado nas palavras

24, maio, 2008

Eu não sou um especialista na língua portuguesa. Aliás, agradeço a vó da minha namorada por ter me presenteado com uma incrível coleção de livros do Professor Pasquale que dão dicas de gramática e redação, dessas que saem com um jornal de domingo e que no final de um período determinado se completa. Ela era assinante do Diário Catarinense, comprou o pacote todo e me deu. Obrigado, dona Neusa!

Se eu ainda não sou pleno no português do Brasil e devoro leituras como esta, agora imaginem vocês no inglês. Sei sobreviver, pedir uma água (igual índio mas sei), consigo me achar em documentações técnicas e vez por outra ler algum fide no idioma. Mas por ter essa carência não tenho condições intelectuais nem morais para dar um baile em alguém e tachá-lo de burro por isso.

Entretanto, preciso concordar com o Carlos Cardoso (aliás, descobri que concordo com ele desde 2006, quando ele escreveu este artigo) sobre sua repulsa em relação a alguns jargões que estão utilizando na web, principalmente por blogueiros. O ato de se fazer um upload virou “upar”, de hospedar virou “hostar” e assim por diante.

Pombas, se é pra aportuguesar a coisa, façam de maneira menos cyber-periferia, cacete! Usem “subir” quando você diz que vai fazer o upload do seu tema novo, diga que vai “hospedar” quando você estiver contratando uma conta nova no seu provedor de hospedagem, mas não maltratem o português, não façam emenda ficar pior que o soneto.

Você pode “blogar”, claro, a palavra blog é universal. Você pode deletar, que já está em qualquer dicionário. Mas se não sabem como conjugar um verbo decentemente no português, não tentem fazer isso num inglês de morro, santo Deus!

Procure, ao menos, um tradutor de palavras em inglês e saiba o que ela significa. Aí você vai achar um sinônimo na língua falada aqui tranquilamente. Do contrário, puxa a cordinha desse Viamão que ele tá lotado de gente ignorante assim como você.

Daniel Becher Críticas ,

Fui aceito no Woopra

16, maio, 2008

Muito alarde foi feito desde que surgiu o Woopra e seu sistema de tracking (contador de visitas está demodê e não dá pra chamar um sistema de estatística de websites disso) sendo liberado para alguns webmasters para testarem o serviço. Comparo este serviço atualmente com o Joost, que criou toda uma onda quando ia liberando convites e concedendo este mesmo poder para alguns poucos usuários estrategicamente “localizados”. Claro que o Woopra é mais restrito para um grupo de usuários, é necessário ter um site pra isso e é útil apenas para esta classe, ao contrário do citado serviço multimídia que permite assistir algumas TVs direto do PC gratuitamente.

Vai fazer umas três semanas que fiz o cadastro e ontem lia nos fides do próprio serviço que iam liberar mais uma leva de usuários para o Woopra. É notório que tudo o que é difícil, ou pelo menos restrito, é mais gostoso de desfrutar. Isso não é uma invenção dos tempos modernos, este fenômeno acontece desde que o mundo é mundo. Se algo é fácil demais, subentendemos que ele não tem valor, ou não vale o mesmo quanto algo mais “suado”. Aquela garota que você conquista com suor, sangue e lágrimas e finalmente vai levar pra dormir e acordar com o sogro é muito mais saborosa do que aquela puta e gasta pura a casta que você esbarrou numa noitada e minutos depois estava no seu abatedouro borboleteando (me nego a explicar). Como o Janio é um dicionário pra mim, inspiro-me nele: tergiverso…

Eis que hoje abro minha caixa postal e lá está:

Dear becher,
Congratulations, your website danielbecher.com has been approved to try Woopra Beta.

Fore more details, please follow the installation instructions on http://www.woopra.com/installation-guide
We are sorry for not inserting Viamão Lotado to test the service. For this website, we’re getting into contact with you to a sponsored review.

Woopra Team.

Levei o Woopra pra cama, digo fui aceito no serviço e já inseri-o no meu blog pessoal para testes. É claro que isso vai render um futuro post, como é claro que o último período daquele e-mail foi inventado por mim. Usem um tradutor online e você vai perceber que, supostamente, eles me convidaram para uma futura resenha aqui no Viamão. O que não é verdade, porque o Janio é o cara do marketing e este e-mail já deve estar na caixa postal dele há um tempo ;)

Daniel Becher Ferramentas , , ,

Vai dar divórcio: Shared Items no Google Reader

13, maio, 2008

Eu não consigo usar o Bloglines, Netvibes ou mesmo um leitor off-line. Há tempos eu estou de caso com o Google Reader, numa linda relação tecno-amorosa daquelas de fazer por trás sem insistir nem ter que trazer bouquets de rosas vermelhas, uma relação sólida, íntima, fecunda e produtiva.

Mas o Reader, como não poderia deixar de acontecer num relacionamento amoroso, tem seus defeitos: o Shared Items. Aquilo ali é uma invasão de privacidade das mais brabas. É o futebol de sexta-feira que você não vai porque tem que curtir De Volta à Lagoa Azul em DVD promocional do BIG, é a cerevjinha após o trabalho que você se priva em razão da nega-velha, enfim, é um despautério imenso.

Já assinou nosso fide?
Crédito: FastIcon

– “Ah, mas é uma ferramenta útil”, você vai me dizer. Claro que é. Mas tem gente que abusa e três ou quator vezes por dia compartilha uns 10 ou 15 posts naquela coisa.

E o pior de tudo, ainda, é quando te compartilham essa quantidade de fides em inglês. O cara entende fez curso, estudou o idioma ou mesmo autodidaticamente aprendeu o idioma saxão e te empurra goela abaixo textos e mais textos em um idioma que você conhece apenas para sobreviver na Internet.

A solução então é bloquear? Nem sempre. Existe gente que compartilha coisa boa, mesmo em inglês. Mas bloquear não resolvia o problema de uma outra classe, a que não se contenta em compartilhar vinte mil e oitossentos posts diários e vai no MSN perguntar: “você viu aquele post que eu compartilhei? Legal, né?”

Eu quero o divórcio do Google Reader, vou voltar aos leitores de fides carregados num .exe dentro de uma pendrive. E solicito divisão de bens: as assinaturas ficam comigo, e os compartilhados ficam com ele. Simples assim.

Daniel Becher Críticas , , ,