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Série Performance em blogs: você pode melhorá-la

22, abril, 2008

De nada adianta você ter um conteúdo estupendo, ser extremamente hábil em comunicar-se com seus leitores e oferecer a eles mundos e fundos se o seu blog parece mais um beco de subúrbio. Assim como nossa aparência é nosso principal cartão de visitas em qualquer situação da nossa vida, a aparência de nosso blog é fator preponderante na hora de fidelizar um leitor, em convencê-lo a voltar sempre ou assinar os seus fides. Por mais que ele se alimente de nossos textos via RSS onde geralmente os ditos readers têm o fundo branco e fontes padrão, o leitor sempre fica com uma péssima impressão se encontra nosso blog mais feio que briga de foice no escuro, extremamente lento para carregar ou com ferramentas (in)úteis demais fazendo sombra para o carro-chefe: o conteúdo.

Muito embora, também acredito que perder tempo demais com o visual do blog é contraproducente. De nada nos adianta apresentar um visual ma-ra-vi-lho-so sem oferecer aquilo que o dito cujo procurar. A não ser que você tenha um blog sobre artesanato artes plásticas e você o utilize como galeria, acredito que um tema deva ser o mais sóbrio possível contendo, sim, uma temática condizente com o contexto, porém leve e sem ofuscar o restante.


O fato é que é que de uma forma ou de outra, seu blog precisa estar muito bem azeitado. Querer fazer temas mirabolantes, com botões coloridinhos piscando e reluzentes, com ferramentas de grande utilidade como traduzir seu texto para o Chinês Tradicional e Javanês para encher linguiça e completar os espaços vagos e acaba repelindo visitante igual mosca.

Nesta série que começa, não trato sobre design, mas da performance de um todo. Quero deixar algumas dicas do que você pode fazer não para deixar seu blog mais limpo somente no âmbito visual, mas quero pegar pesado em cima de fatores que fazem a diferença como por exemlo o tempo que ele leva pra carregar — ou quantos cafés seu leitor toma desde o momento em que ele manda abrí-lo — e do que o torna, de fato, produtivo ou inútil.

E se você acha que eu estou querendo pegar um Viamão Lotado, você acertou em cheio. Parabéns!

Créditos da imagem

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , ,

Usando AdSense no WordPress: Compartilhando ganhos, otimizando espaços e ganhando tempo

20, abril, 2008

O leitor Jack postou uma dúvida no comentário de um post recente e, como é sabido, este blogue tem uma sessão onde respondemos algumas das dúvidas dos leitores. Não que sejamos sensacionalistas e gostamos de fazer marketing em tudo ou, ainda, detestamos responder comentários. Pelo contrário, é que criando um post pra respondê-las nós compartilhamos essa dúvida com mais gente e mais pessoas podem usufruir das soluções propostas.

Daniel: estou procurando um bom plugin para poder inserir anúncios do adsense em um novo blog que estou escrevendo com o wordpress 2.5.
Estou pensando em usar o http://wordpress.org/extend/plugins/adsense-manager/, você recomenda este mesmo ? Ou indica um melhor ?

Jack, te dizer qual O melhor plugin para suprir uma necessidade tua é muito ousado da minha parte. Até mesmo porque, só uso plugins para gerenciar anúncios em blogues que eu necessito compartilhamento de exibições, ou seja, em situações que eu preciso compartilhar os ganhos com outros escritores (como é o caso do Viamão Lotado). Mas te indico 7 plugins que você pode testar e faço algumas considerações acerca deles. Começo por este em questão:

AdSense Manager

Ele é bem completo em todos os sentidos. Primeiro porque, apesar do nome, serve para o AdSense e mais uma gama diversa de programas de afiliados (AdSense, AdBrite, AdGridWork, Adpinion, Adroll, Commission Junction, CrispAds, ShoppingAds, Yahoo!PN e WidgetBucks). Segundo porque ele te não te prende na forma antiga de usar o AdSense, que era criando slots e critérios na mão. Aliás, na nova versão do AdSense Manager você pode escolher qual modelo quer seguir. Diferentemente do…

AdSense Author

Foi o primeiro plugin a se tornar popular que compartilha as exibições de anúncios, ou seja, que compartilha os ganhos do AdSense com os demais escritores do blog. O único problema dele é que SÓ trabalha com o modo antigo de critérios e slots; ele não te permite APENAS e tão-somente apenas colocar o código do Adsense para cada autor, ele precisa do código antigo já setado com cor, critério e formato. Por isso, para estes casos, eu te comendo o…

WP-Ads

O ponto forte deste modelo é exatamente o ponto fraco do AdSense Author. Com ele, você cria uma zona para o anúncio para cada membro do blog. Se alguém adicionar mais anúncios na mesma zona, ele equilibra a porcentagem de possibilidades de exibição de anúncios a cada vez que a página for acessada. Exemplo: se eu acesso o blog agora, pego um anúncio do José, se outro entrar aparece o AdSense da Maria, e assim por diante – 50% pra cada um. Quando um blog com ganhos compartilhados tem membros com o mesmo objetivo e os esforços são parecidos, vale a pena utilizar o modelo onde o coletivo se beneficia com o trabalho do indivíduo.

Apesar de estes três plugins propostos possibilitarem o compartilhamento, eles também trabalham para blogues-de-um-homem-só. É só você setar nas configurações que quer ganhar 100% das exibições e não dar a gorjeta pro admin (sim, alguns deles permitem, ainda, fixar uma porcentagem exata para o Administrador do blog).

Outras sugestões para usar Google AdSense no Wordpress:

  • AdSense Inline: Plugin que permite inserir anúncios dentro dos posts.
  • AdRotator: Concorrente para o WP-Ads, também muito usado para fins de compartilhamento.
  • AdSense Deluxe: Talvez um dos mais usados plugins deste ramo. Com ele, você pode adicionar os anúncios, alterar as cores, fazer testes de rendimento (CTR, CPM) e etc.
  • MightyAdSense: Faz o mesmo, adiciona anúncios sem necessidade de mexer no tema.

Se você também tem alguma sugestão de pauta ou dúvida, mande pra gente. É possível que ela seja respondida em um post com o seu nome e link para seu blog.

Daniel Becher Dúvida do leitor , , ,

Repositório oficial chega aos 2000 plugins

20, abril, 2008

No início da tarde deste domingo, o repositório oficial de plugins do WordPress chegou a marca de 2000 plugins cadastrados, testados e aprovados. Este repositório é local mais seguro para se achar e usar uma extensão por vários motivos; entre eles, está a segurança de se usar um plugin que foi testado e aprovado, sem perigo de estar usando uma possível “bomba” no seu WordPress. Não que você deva evitar todo e qualquer plugin lançado fora dele, mas estando listado por lá, é uma segurança a mais que você tem para não correr o risco de ter uma brecha no seu blog ou um próprio código malicioso instalado por você.

Outro excelente recurso é que com o advento do WordPress 2.5, versão atual e recém lançada do CMS, usando um plugin do repositório oficial você fica livre do trabalho de procurar atualizações pra ele. Todo e qualquer programador que quiser disponibilizar um plugin no Extended DEVE utilizar o SVN (ou Subversion), que faz o controle automático das versões lançadas e o WordPress instalado no seu servidor identifica-as dessa forma, solicitando o upgrade.

Se você fez um plugin e quer colocá-lo nessa lista, o WordPress faz apenas uma exigência: que ele esteja de acordo com as licenças GPL.

Curiosidade: o primeiro plugin brasileiro a ser aprovado pela equipe do WordPress foi o WP-HotWords, do Bernabauer.

Daniel Becher Plugins ,

Like-Digg Adaptado – Divulgue seu blog

16, abril, 2008

O Celso Júnior há algum tempo atrás criou o plugin Like-Digg, que insere links para adição dos posts do blog em alguns serviços brasileiro de agregadores de conteúdo em redes sociais. Entretanto, senti a necessidade de alterá-lo, removendo alguns serviços que não uso e adicionando alguns serviços que apareceram e são muito úteis na difícil tarefa de divulgar um blog, criando referências para conteúdo relacionado. Chamei-o de Like-Digg Adaptado.

A função dele é basicamente inserir no rodapé de cada post (ou onde você achar melhor, dentro do looping do the_content() no single.php) os ícones do REC6, Linkk, Gafanhoto, Ueba, Delicious e do recém lançado BlogBlogs BookMarks com o link para a inserção automática do referido post na rede social correspondente. Compartilho com vocês:

Download
Download Like-Digg Adaptado Version 0.1

Instalação

Suba o arquivo like-digg-br.php dentro da pasta wp-content/plugins

Vá ao menu Plugins/Extensões e ative-o

Insira os códigos correspondentes as redes que você quer adicionar no arquivo single.php do seu tema, exemplos:

  • Para usar apenas o BlogBlogs: <?php blogblogs();?>
  • Para usar BlogBlogs e Gafanhoto: <?php blogblogs();?> <?php gafanhoto();?>
  • Para usar todos os disponíveis: <?php rec6();?> <?php linkk();?> <?php ueba();?> <?php delicious();?> <?php gafanhoto();?> <?php blogblogs();?>

Salve o arquivo single.php e substitua no servidor. Feito!

Daniel Becher Geral

Como comprar domínios .com.br sem CNPJ? Agora é possível!

16, abril, 2008

Quem já tem domínio registrado na NIC.BR com extensão .br já deve estar sabendo, mas hoje o Registro.br informou a todos os proprietários de domínios brasileiros uma mudança nas regras que vai agradar muita gente: agora é possível registrar domínios .com.br SEM CNPJ, ou seja, apenas com o CPF do titular.

Entretanto, avisam: as pessoas que fizerem registro de domínios com CPF estarão sujeitas as mesmas regras que valem para as pessoas jurídicas.

O registro de .com.br sem CNPJ poderá ser feito a partir do dia 1º de Maio, quando entra em vigor essa nova regra.

Daniel Becher Geral

5 bons motivos para você NÃO blogar em serviços gratuitos

10, abril, 2008

Você vê uma notícia no Jornal Nacional sobre a gripe do frango e estranhamente passa a comer menos coxas de galinha no almoço de domingo, dando preferência a um excelente churrasco de costela. Mal surgem rumores de que o leite de vaca está batizado com alguma porcaria e logo você começa a ignorar o milk shake de ovomaltine do Bobs, não come mais iogurte e acaba tomando Coca-Cola no café da manhã. Se o jornal sensacionalista da Rede Record faz uma matéria sobre o mel-de-abelha adulterado você evita até xarope pra tosse, preferindo pulverizar seus perdigotos por semanas a fio na cara das pessoas. Isso sem contar que você desce a lenha nos fabricantes dos referidos produtos de qualidade duvidosa sob forma de post.

Por quê diabos, então, que quando alguém fala que você precisa deixar de ser amador e comprar um domínio e hospedagem — que é mais barato que aquela bosta de telefone de última geração que você comprou que só falta servir cafezinho mas como foi muito caro você fica dando toquinho coisa de pobre nos amigos — você fica cheio de nove-horas, dizendo que isso é papo de vendedor de hospedagem, coisa e tal? Não é cagar regra, gente, não é querer ganhar cinco pratas por mês de hospedagem (não pensem vocês que quem vende ganha muito).

Eu, por exemplo, tenho uma conta de revenda de hospedagem (a única que se adequou às minhas necessidades). Mas acabo não vendendo todo o espaço disponível lá, porque simplesmente 5 reais de lucro por mês não paga NEM o meu café da manhã. Contando que eu devo gastar uns 10 incluindo o cigarro, eu precisaria NO MÍNIMO ter 60 clientes me perguntando como criar uma conta de e-mail no “súper-díficil-complicado” CPane1 pra não sair no prejuízo.

Não, eu não vou dizer que o WordPress (disclaimer: este link pode não funcionar nas próximas semanas) é podre ou que o BlogSpot é feio, bobo e mau. Pelo contrário, são serviços funcionais. Mas menos que um leite de vaca contaminado, ele pode te trazer alguns atrasos de vida. Simplesmente porque…

  • Você NÃO tem controle total sobre os dados que você publica neles. Se por acaso eles decidirem fechar, uma cláusula daquele contrato que você NÃO leu os protege de um processo qualquer na justiça.
  • Você NÃO tem personalidade ou identidade. Você não pode investir muito na criação de uma marca, mesmo para uma blogagem arte, moleque e de várzea, porque aquele domínio lá não é seu. Só não é pior que você colocar no seu Curriculum vitae pra um emprego de tecnologia uma conta de e-mail do Hotmail como contato.
  • Você NÃO tem possibilidade de instalar ferramentas personalizadas para atenderem necessidades corriqueiras que aparecem na vida blogueira, como um bom plugin de contato, administração de publicidade ou até mesmo um hack para melhorar o seu relacionamento com o seu leitor.
  • Você NÃO pode monetizá-lo de forma completa, podendo escolher um bom parceiro de negócios no mar de programas de afiliados que aparece.
  • Você NÃO vai poder fazer nada se realmente o WordPress for bloqueado no Brasil, a menos que seu blog fale sobre a política econômica da África setentrional e tenha um público distinto, acessando-o fora daqui, numa galáxia muito, muito distante.

E agora, José? Vai fazer o que? Fechar seu bloguxinho? Vende esse teu celular cheio de funções que você não pode usar porque está sem dez pilas pra comprar crédito e compre um domínio.

Daniel Becher Geral

Como recuperar usuário e senha do WordPress (self-hosted)

7, abril, 2008

Este último fim-de-semana foi conturbado para meus blogs. Na sexta-feira, resolvi aproveitar o banco de dados de um blog que eu tinha e quis o destino que ele acabasse, num domínio já existente em fase de maturação, digamos assim. Traduzindo para miúdos: eu peguei um banco de dados com uns 90 posts e migrei os textos para um já existente, com uns 10, mais ou menos. Até aí tudo bem, os posts foram importados através de uma gambiarra que fiz entre WordPress.com e o domínio em questão.

No domingo acordei relativamente cedo para acertar as últimas arestas pendentes desta migração, ajeitar o tema, etc., e, após uma lentidão de navegar no dashboard do danielbecher.com, eis que o servidor desaba. Mortinho da Silva, parado, não andava e sempre levava um timeout como resposta mal-criada dele.

Solução? Entrar em contato com o suporte, aguardar solução e engatilhar uma nova hospedagem (falo dela mais tarde). Migração feita, domínio propagado, vamos ajustar os últimos detalhes. Ao tentar logar no wp-admin, nenhuma das senhas funcionou. Nem a do banco de dados antigo, nem a do novo, nem nada. Foi então que descobri um script em php bacanudo que, instalado no seu servidor, permite alterar login e senha de usuário. Isso também serve no caso de você agir como a Dori do Procurando Nemo e precisar lembrar de uma senha perdida.

Quem me salvou foi o Sr. Anderssauro, com um excelente tutorial de como usar o Emergency.php.

O script funcionou perfeitamente, aconselho o uso em caso de EXTREMA NECESSIDADE e NUNCA, NUNCA esqueça de deletá-lo do servidor caso precise recuperar a password do seu blog. Os estragos podem ser grandes no caso de um engraçadinho encontrá-lo lá, perdido, a esmo.

Daniel Becher Geral