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Arquivo da Categoria ‘Monetização’

Nem tudo é festa com a alta do dólar

7, outubro, 2008

Acompanhei a festa que alguns blogueiros fizeram quando o dólar começou a subir com os primeiros sinais da crise econômica que acontece neste momento nos Estados Unidos e, por consequência, no mundo inteiro. Bolsas de todos os países caindo pelas tabelas. A Bovespa, que tem mais de 70% do seu capital aplicado em dinheiro estrangeiro, também sente de forma rápida os reflexos dessa crise.

Pra quem monetiza o seu blog, vive disso ou depende de alguma forma do montante vindo de programas como o Google AdSense, por exemplo, o aumento do dólar significaria, na cabeça de muitos, um iminente aumento nos ganhos, uma supervalorização do seu blog a cada clique com a nova cotação do dólar, sempre em alta nos últimos dias.

Em 29, a bolsa quebrou em Outubro. Será?

Mas – muita gente ainda não se flagrou disso – existem reflexos sérios também na blogosfera monetizada e que podem acelerar o que muitos chamam da explosão da bolha (desenterrei!):

  1. O CPM do AdSense tem caído com índices inversamente proporcionais ao inchaço do dólar; o AdWords, o outro lado do balcão, onde os anunciantes criam suas campanhas, é pago, adivinhem? Em dólar. Com isso, menos gente anuncia ou gera menos anúncio, diminuindo automaticamente o valor pago por clique.
  2. Com a diminuição acentuada dos grandes patrocinadores ou da quantidade de anúncios, aqueles que arrebanham bastantes clientes e proporcionam um bom CTR, esta taxa de cliques também tende a diminuir. CTR e CPM baixos, no AdSense, resultam em desastre!
  3. Quem, de fato, monetiza e encara o seu blogue como um negócio sério, costuma contratar serviços que, mais das vezes, também são pagos em dólar – sistema de tracking, hospedagem, licença de softwares e etc.
  4. Insumos indiretos para o blogueiro, como peças e acessórios de informática (!), tendem a encarecer vertiginosamente assim que os estoques importados se esgotarem (ou antes mesmo disso acontecer).

A Porto Fácil, por exemplo, empresa de hospedagem do Janio, já reajustou o preço dos servidores dedicados. Segundo me confidenciou o Janio, ele segurou até onde pode, e arcou com os prejuízos até acontecer um arroxo insustentável tendo que dividir essa intempérie econômica com seus clientes.

A minha conta Professional do GetClicky, sistema de contador de visitas e tracking de acessos, que custa 9,99 dinheiros americanos, passará a me empenhar 23 reais ao invés dos habituais 15 que eu costumava pagar. Os domínios internacionais (.com, .net e .org, por exemplo), também custarão isso a partir de agora.

O sistema de gerenciamento de clientes da Via Hospedagem, que me custa quase 16 dinheiros americanos, passará de 26 pra 37 mangos mensais.

E tantos e tantos outros custos diretos e indiretos que tenho me farão repensar na necessidade de mantê-los, porque por mais que suba o dólar, o Rendimento não me comprará o montante do AdSense no mesmo valor e o déficit tende a ser maior proporcionalmente.

Por mais que o total do AdSense engorde com essa alta súbita do dólar, é necessário repensar a dieta, senão o tombo pode ser grande…

Daniel Becher Monetização , , , , , , , ,

Todo mundo vê a cachaça que eu bebo, mas ninguém vê os tombos que eu levo

16, setembro, 2008

Meu pai me ensinou tudo o que um homem deve saber da vida. Algumas de suas parábolas, a despeito da sabedoria que encerram, têm uma forma um tanto quanto chocante, e já que sei que temos senhoras e moças que acompanham este humilde metablog, creio ser melhor abster-me de citações.

Entretanto, uma de suas máximas diz que “olho grande é só pra criar remela”. Essa é light, e de domínio público, mas tampouco eu preciso de mais do que isso para ilutrar o comentário que segue.

Sem mais delongas, esta é uma resposta pública ao texto Afiliados por clique, eles ganham, você perde!, publicado no blog Professional Blogger.

Comecemos pelo princípio.

Acho muito ruim ler um post cujo nome do autor não seja um nome próprio. Creio que o anonimato na rede só funciona quando a personagem que se cria consegue emprestar personalidade daquele que a encarna, como no caso da Nospheratt. Ainda assim, embora pseudônimo, ela usa um nome próprio para assinar seus posts, e não substantivos, como o Diego (que assina “Professional Blogger”). Já que meu objetivo ao criar o Viamão Lotado era de botar o dedo na moleira e criticar abertamente outros blogs, o que me rendeu até ameaças de surras — até hoje tenho medo de visitar Pelotas —, creio que seja muito válido externar este ponto de vista. Até porque o Diego assina os comentários (e ele responde todos, numa demonstração de paciência e consideração ao leitor que eu próprio não tenho — refiro-me à paciência), e não parece ter nada o que esconder, ou de que se envergonhar.

No post em questão ele diz que não vai mais usar o programa de afiliados de nenhum comparador de preços porque enquanto o afiliado destes ganha 25 centavos num clique, o site de comparação de preços chega a ganhar 130 vezes este valor com o mesmo usuário.

Ora, isto é uma falácia, e ou o Diego está realmente tentando promover os seus links do MercadoSócios (leia mais sobre o assunto em Como faturar mais com a Superloja), ou não entendeu absolutamente nada de como funcionam os sites de comparação de preços.

cce-w93.jpgQuando ele dá o exemplo de um Notebook W93, cujo clique para o afiliado rendeu centavos, e rendeu vários Reais para o site de comparação de preços, a matemática não está errada.

Entretanto, presumir que todo e qualquer clique resulte numa venda é de uma ingenuidade — prefiro pensar assim — inominável. Só demonstra que o Diego, a despeito de toda sua boa vontade, não sabe do que está falando.

cifrao.jpgAssim como a taxa de cliques nos anúncios em qualquer site é extremamente baixa (em termos absolutos), em alguns sites não passa de 1%, para os comparadores de preço vale a mesma regra. Ou seja, quem, além dos próprios comparadores de preços, pode saber o quanto os visitantes dos seus sites resultam em dinheiro?

E tem mais: o Diego ignora o fato de que os contratos que os anunciantes têm com os comparadores de preço não são necessariamente nos mesmos termos que os contratos com os blogs afiliados. Se fosse assim, por que é que eles ofereceriam remuneração de tantos por cento sobre o valor pago por clique pelo anunciante?

Por fim, não importa o que os meus patrocinadores estejam ganhando, o que importa é o que eu ganho em minha relação comercial com eles. Não importa o que um clique que eu propicie a eles vai render. Aliás, importa: eu quero que renda muito lucro, para eles sempre quererem negociar comigo.

Tendo em vista uma tentativa de ser mais suscinto no presente texto, vou abster-me de comentar a justificativa que ele deu para não excluir o AdSense da sua lista de programas afiliados. Deixo ao leitor a tarefa de pensar sobre o assunto.

Os tempos mudaram, Diego, e hoje em dia um negócio só é bom se todo mundo ganha. E eu não acho que fazer concorrência com os patrocinadores seja uma maneira de propiciar meios para que todos sejam ganhadores.

Janio Sarmento Monetização , , , , ,

O que podemos aprender com os spammers

16, setembro, 2008

Estava lendo o blog DoshDosh (que nunca sei se é escrito por um cara ou por uma mulher) e deparei-me com o excelente texto What We Can Learn from E-mail Spammers, que veio bem ao encontro de algo que eu já tencionava escrever por aqui. Por isso resolvi adaptar o que li por lá para o que você vai ler a seguir. Que fique bem claro que aquele texto serviu como inspiração para este, e dele aproveito algumas idéias; tire um tempo e leia o texto original (em Inglês) para saber mais sobre o assunto.

Este é um gafanhoto

O negócio dos spammers tem que dar resultado, ou eles já teriam parado de fazer suas necessidades digitais em nossas caixas de entrada. Não me refiro ao Spam do Gafanhoto, mas sim daqueles que ficam tentando nos convencer a comprar remédio para impotência, calmantes, ou então nos fazer acreditar que realmente ganhamos sem jogar na loteria de algum país da Europa, ou de qualquer outro continente.

Os spammers sabem que estão enganando as pessoas com sua propaganda (mesmo que não se trate de tentativas de golpe ou roubo de senha, mas sim de algum produto legítimo), sabem que são mal vistos, que são completos anônimos para as milhares e milhares de pessoas que receberão seu esterco eletrônico em suas caixas postais, que tampouco sabem quem são os destinatários pra quem enviam, mas ainda assim continuam despachando suas mensagens não solicitadas, e com um nível de “acerto” (seja ele qual for) muito mais alto do que minha mente possa conceber.

Como, então, fazer com que as pessoas leiam essa porcaria toda, acredite no lixo, e clique nos links para comprar os produtos sendo oferecidos (tratemos aqui apenas dos spams “do bem”)?

Simples: criando um vínculo emocional com o target, o que pode ser feito desde ao mexer com sua vaidade ou autoimagem, até gerar empatia por usar nomes conhecidos no texto: segundo o blog DoshDosh, o povo pode não saber quem raios é Janio Sarmento, mas com certeza sabe quem são Mulher Melancia ou Angelina Jolie (ok, o exemplo da Mulher Melancia foi idéia minha). Segundo este mesmo blog, 2,28% dps e-mails enviados em julho de 2008 continham o nome da Sra Brad Pitt no campo assunto (não sei de onde vem essa estatística).

Estarão estas celebridades sem calcinha?

Claro que estas técnicas são tão mais eficientes quanto mais néscias forem as pessoas que receberem a mensagem: o senso de “familiaridade” causado pelos nomes de celebridades é poderoso. É a mesma razão pela qual os spammers costumam inventar nomes de instituições muito parecidos com os nomes de bancos verdadeiros (isso quando não tentam reproduzir o nome, mas no máximo mimetizam, graças à indisfarçável ignorância que parece ser marca registrada de spammers golpistas).

Da mesma forma, spammers adoram usar efemérides recentes como iscas. Eventos como eleições, olimpíadas, conflitos entre nações, o final da novela, o começo da novela, a cena “importante” da novela, a sem-calcinha da semana, enfim…

burros.jpg

Não se sabe de onde tiram, mas o fato é que os spammers têm alguma sorte de conhecimento sobre o funcionamento da psicologia humana (porque — ao menos por enquanto — jumentos, mulas, salsinhas e amebas não lêem no computador, não literalmente). Eles sabem que precisam atiçar o interesse do seu target com um senso de familiaridade forçado, comparações, ou oferta de vantagens exclusivas — como “seja o primeiro a ver o vídeo da celebridade tal dando para o fulano do Big Brother”.

Esta análise toda, que ficou bastante maior do que eu esperava, me faz pensar na enxurrada dos blogs que se dizem de “entretenimento”, que outros blogueiros chamam de “caça-paraquedistas”, e que na verdade são um ninho de conteúdo inútil acerca de escândalos envolvendo celebridades.

Embora qualquer um, inclusive eu, embora eu não seja qualquer um, possa criticar este tipo de blog, ninguém tem o direito de julgar o que eles fazem e dizer que é errado ou prejudicial a quem quer que seja. Faz parte da seleção natural do meio que os mais fortes sobrevivam, e quem não tiver capacidade para estabelecer-se sem temer a “concorrência” deste tipo de empreendimento deveria repensar seriamente sua decisão.

Três neurônios ou mais, por favor

Contudo, é dever de qualquer um que honre o que a Natureza enfiou dentro de seu crânio analisar o que consome e, em se tratando de blogs, o que lê.

E é dever de quem tenha mais de dois neurônios analisar as técnicas e o conteúdo de muitos blogs que se vêem por aí, comparando ao que fazem os spammers convencionais, de e-mail. Certamente esta pessoa (a de três ou mais neurônios) não tardará a ver que a índole de quem faz spam por e-mail não tem que necessariamente ser pior do que a de quem escreve blogs sobre a celebridade tal nua ou na capa da revista masculina.

Mas é claro: esta é apenas a minha opinião.

(Crédito das imagens: http://www.sxc.hu/)

Janio Sarmento Críticas, Internet, Monetização , , , , ,

O jeito MercadoLivre de pagar os afiliados

20, junho, 2008

Eu já lidei com diversos programas de afiliados. Hoje, recebo mensalmente do Google AdSense, do HotWords, do UOL Afiliados, do MercadoLivre e do Submarino. Mas já trabalhei também com o Buscapé e o JaCotei e Zura. Dentre eles, o que me dá menos dor de cabeça e me faz chegar numa sexta-feira de inverno sabendo que a noite poderei comprar dois ou três potes de caviar e comê-los de colherzinha na frente da minha TV LCD de 42” Full HD, é o MercadoLivre.

Não foi sempre assim. E nem sempre é assim, na verdade. O que hoje achamos que é a panacéia, o remédio para todos os males, amanhã pode nos causar uma úlcera incurável no estômago de tanto nervosismo. O fato é que não podemos confiar plenamente nos caras que patrocinam nossos blogs, ou melhor, não podemos empenhar a conta da água, da luz, do telefone, gás e qualquer outra despesa fixa neles. São instáveis demais, assim como os rendimentos o são.

Mas quero parabenizar o jeito MercadoLivre de pagar o afiliado. Confesso que quando comecei a trabalhar com eles tive um receio muito grande com o tal do MercadoPago. Ter uma conta lá, pra então receber o pagamento em créditos e só depois escolher se eu quero aquele montante na minha conta bancária ou usar para compras no próprio site era burocrático demais. Pelo contrário, é mais simples e eficiente que a gente pensa.

Principalmente depois que anunciaram que partir de maio trabalhariam com RPA eletrônica, ou seja, não era mais necessária aquela correria toda para que pessoas física emitissem nota, documentação, corressem numa agência dos correios e fosse pra esquina fazer despacho e torcer pra nossa instituição postal não entrar em greve. Mandava um e-mail com os dados e pronto.

No início de Junho eles mandaram um e-mail falando que eu tinha faturado R$XXX,32. Fui na minha conta do MercadoPago e optei para recebê-lo em dinheiro no Banco do Brasil. Pois hoje, dia 20, antes mesmo de todo mundo receber AdSense, JaCotei, HotWords, UOL e demais programas referentes ao mesmo mês/competência, chega um e-mail dizendo que a retirada da grana foi processada e que em até 24h o dimdim tava na conta. Já tava comemorando que segunda-feira teria um dinheiro extra quando entrei no meu home banking pra vender uma meia-dúzia de milhar de ações da Vale, quando estava lá o crédito.

Tirando o AdSense, que “meio” que dá pra confiar no banco Rendimento e seus lotes “capengamente” recebidos pelo Google, nenhum dos outros tem uma forma de acompanhar e registrar de forma empírica todo esse processo. Quem complementa sua renda com o dinheiro vindo dos patrocinadores dos blogues, aplaude atitudes como essas do MercadoLivre que, ao menos, dá uma segurança a mais pro parceiro. E isso só nos faz trabalhar motivados e retorna, por consequência, em melhores rendimentos para a própria empresa que paga. E a isso, de fato, damos o nome de PARCERIA.

PS: Desculpem-me, o extrato tá meio borrado. Não é que eu não queira mostrar, pelo contrário. Mas é que tem uns sujeitos por aí que dizem que se incomodam com uns bannerzinhos do AdSense espalhados por aí, que de tanto chorar, tanto chorar, acabou manchando a folha de papel. ;)

Daniel Becher Monetização , , ,

Nós, blogueiros camaleões

27, maio, 2008

Quando comecei a blogar mal sabia que podia tirar uma graninha com o que eu escrevia. Aliás, essa frase é clichê. Todo mundo que mal completa cem dólares no AdSense diz isso, que nunca esperava, que não merecia, que aconteceu por acaso, enfim, papo modesto pra dizer que está feliz com qualquer esmola que recebe por aí, tal qual um ator ganhador de Oscar fazendo carinha de surpresa.

Mas não é disso que queria falar, quero voltar à primeira frase: mal sabia que dava pra tirar uma graninha blá-blá-blá. Mas como todo bom brasileiro, quando temos um aumento salarial ou mesmo uma renda extra, como é o caso de quem trabalha por conta ou como empregado como eu, contamos com aquela grana, empenhamos os trocados a mais em alguma nova conta, prestações das Casas Bahia ou mesmo melhoramos nosso padrão de vida.

Eu mesmo, antes de começar a blogar, estava endividado até a cepa. Devia as calças e só não os fundilhos porque ainda me restou amor-próprio. Aprendi a monetizar meu blogue, investi em sua infra-estrutura, em uma conexão melhor com a Internet e otimizei meu tempo. Aos poucos, estou quitando meus compromissos e a medida que o tempo passa sobra mais dinheiro pra outras atividades.

O problema disso tudo é que ganhar dinheiro na Internet não é tão simples. Diferentemente do meu emprego em uma empresa de engenharia consultiva que me garante o pagamento das despesas fixas como alimentação, vestuário, moradia e lazer, o dinheiro que é ganho no blogue não pode ser comprometido mais que 30%. Investidores de todo o mundo e demais pessoas ligadas à área financeira dizem que comprometer mais que 70% da sua receita líquida total é burrice, entretanto a proporção percentual para ganhos não-fixos, deve ser melhor estudada uma vez que os programas de monetização mudam, as tendências são bastante sazonais e contar com o fator sorte é, mais das vezes, preponderante neste tipo de “trabalho”.

Primeiro porque é matematicamente impossível você comprometer uma parte daquilo que você não sabe nem pode mensurar. Se no mês passado, por exemplo, você faturou 300 reais com programas de monetização ou posts pagos (e nesta segunda modalidade não exista um contrato fixo para tal), o mês corrente pode não ser tão proveitoso por N motivos e você acaba se dando mal, seja porque a fonte do programa de afiliados secou, seja por um post que simplesmente não fez mais sucesso.

Segundo porque as formas de converter visitas em cliques ou ações são muito inconstantes. Você pode ter indexado um link do JaCotei no Google com seu código de afiliados e o mesmo ser alvo de milhares de paraquedistas procurando por um produto específico, ou você pode ter feito sucesso com um post cujas palavras indexadas foram, por força da contextualização, bem posicionadas ou até mesmo uma campanha de alguma empresa querendo expor seu produto por meio de artigos patrocinados naquela época.

Os motivos são diversos, mas esse floreio todo foi necessário pra dizer que ganhar dinheiro com blogs é algo inconstante. Você pode consultar qualquer blogueiro, e por mais conhecido e famoso por tirar uns trocados com o seu blogue que seja, ele vai te contar, caso tenhas essa abertura, das épocas de vacas magras.

É necessário ser camaleão pra sobreviver com isso, é preciso não se acomodar nunca e desconfiar mesmo das vacas gordas pois um dia pode acontecer um revés. Passei por isso há pouco tempo quando o HotWords começou a me podar num dos meus blogues. Por um motivo desconhecido, uma forma que eu achei de chamar atenção — diga-se de passagem, honesta — passou a ser anulada por algum filtro do programa e eu fiquei chupando o dedo. Os 500 reais mensais se transformaram em custosos e incompletos 100 dinheiros e o déficit foi imenso. Me vi obrigado a repensar em programas de PPA — os que pagam por ações (compras, assinatuas etc.) ao invés de cliques. E o Submarino nunca rendeu tão bem, obrigado. Mas continuo na certeza de que toda ventania cessa e o barco pode parar. E no menor sinal de tempestade, é necessário ajustar a posição das velas.

Daniel Becher Monetização , , ,

Limites para a Propaganda Online?

20, maio, 2008
Carne na AboboraCarne na abóbora: pode ser
chiquérrimo, mas eu dispenso.
Imagem via Wikipedia

O Dudu Tomaselli, blogueiro que eu admiro e respeito muito, escreveu um artigo inspirado nas propagandas que o fide de meu blog pessoal apresenta, entitulado “Existe limite para a propaganda online?“, no qual ele critica meus anúncios do JáCotei que aparecem na lateral dos artigos no agregador, e em que ele também reclama dos anúncios do JáCotei que o Marcus acrescenta em cada comentário de seu A Grande Abobora.

A despeito de opiniões irrelevantes e despeitadas que dizem que ambos estamos mendigando centavos (o Marcus e eu sabemos o quanto ganhamos, e sabemos muito bem fazer testes de comparação, para saber se uma iniciativa vale ou não a pena), o texto faz suscitar alguma reflexão importante sobre o que se faz para ganhar dinheiro na Internet.

Em primeiro lugar, quem quer ganhar dinheiro não pode ter vergonha disso. Eu não estou nem aí para o fato de alguns chatos acharem que a publicidade polui o meu blog. Danem-se. Eu escrevo pelo prazer de escrever, claro, mas se fosse só por isso eu manteria minha produção textual limitada ao meu computador, ou à minha agenda de papel, pois gosto muito mais de escrever à mão livre do que de digitar. Eu ofereço meu conteúdo de graça para quem quiser ler, e o pagamento que tenho é o eventual clique numa propaganda que paga por cliques, ou uma comissão por algum produto vendido.

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Janio Sarmento Blogs, Críticas, Monetização

MercadoSócios: vem aí mais uma loja superfacilitada

13, maio, 2008

Hoje estou me sentindo meio “a quarta velhinha”. Explico.

Um dia quatro velhinhas, amigas havia mais de cinqüenta anos, estavam jogando cartas quando uma delas olhou pras demais, e inflando-se de coragem falou:

— Ah, minhas amigas… Somos amigas há mais de cinqüenta anos, então vou confessar uma coisa pra vocês: eu sou cleptomaníaca.

As outras se olharam, atônitas, mas ela emendou:

— Mas não se preocupem, com vocês eu sempre me controlei, nunca roubei nem nunca vou roubar nada.

— Então também vou confessar — animou-se a segunda velhinha — que eu sou ninfomaníaca. Mas não se preocupem, eu nunca dei em cima do marido de vocês, e não vai ser agora que eles estão um caco que vou fazer isso.

— Já eu — disse a terceira velhinha — sou lésbica. Mas não se preocupem, nenhuma de vocês faz o meu tipo.

Então as três olharam pra quarta velhinha, que já estava na porta, e perguntaram se ela não tinha nenhuma confissão a fazer.

— Tenho — disse ela —, eu sou fofoqueira, e preciso correr porque tenho muitos telefonemas a fazer!

Estou me sentindo meio a quarta velhinha, porque estou sabendo de uma novidade super bacana, mas ainda não tenho autorização para divulgar, pelo menos não por completo (por mim já rolariam até uns downloads por aqui).

Depois que divulguei por aqui, no artigo Vitrines por toda parte, o Jobson viu aumentar assustadoramente o volume de vitrines do Mercado Livre servidas pelo sistema dele. Só as vitrines JavaScript (das quais eu tenho controle estatístico) estão na casa de 200.000 vitrines por dia!

Mas o quente mesmo sempre foi ter uma “lojinha” XML do Mercado Livre, o que exige conhecimentos de programação, burocracia do Mercado Livre, dá uma mão de obra do cacete, e ainda por cima consome uma CPU federal no servidor.

Sabendo disso, o Jobson resolveu estender o benefício das vitrines para uma loja XML otimizada para qualquer site, que não exige grandes conhecimentos para configurar (apenas habilidade para editar um arquivo de texto) e pode aliviar tremendamente a carga do servidor de hospedagem.

Adoraria dar mais detalhes, mas ainda não posso… Eu perderia o amigo se o fizesse…

Mas fiquem certos, caros leitores, de que a novidade será boa, muito boa!

Janio Sarmento Ferramentas, Monetização , ,