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Arquivo da Categoria ‘Séries/Tutoriais’

Diferencie seu blog usando recursos do próprio WordPress

3, dezembro, 2009

Que o WordPress é um excelente gerenciador de conteúdo, todo mundo já sabe. Que é possível expandir as funcionalidades do WordPress utilizando plugins — e existem milhares deles por aí — todo mundo já cansou de saber.

Entretanto, nem sempre existe um plugin pronto para o que precisamos fazer, principalmente quando se trata de algo aparentemente simples, e quando existe a complicação envolvida é muito grande.

Nestes momentos, saber um mínimo de programação e do funcionamento do WordPress ajuda muito.

Leia mais…

Janio Sarmento Séries/Tutoriais, WordPress , , , , , , , ,

1st Blog Cacher: Instalando, configurando e usando

3, julho, 2008

Agora que já entendemos pra que serve e porque vamos utilizar o plugin 1st Blog Cacher, está na hora de colocarmos a mão na massa. Você pode baixar o plugin clicando aqui. No pacote do plugin virão dois arquivos. Ao contrário dos plugins normais, estes dois arquivos não ficarão juntos na pasta de plugins do seu WordPress.

Instalando e configurando

  1. Acesse a sua conta de hospedagem através do FTP. Na raíz do seu WordPress, você precisa criar um diretório (aquele diretório publicável, lembram?) que servirá para armazenar os arquivos em cache. O nome dele necessariamente precisa ser wp-cache. Além disso, você precisa setar as permissões desse diretório para 777.
  2. Descompacte os dois arquivos que vieram no arquivo.zip do plugin. Dentro da pasta wp-content/plugins, você vai subir o arquivo 1blogcacher2.0.php. Já o advanced-cache.php ficará um nível de diretório acima, na raíz do wp-content.
  3. Agora vamos editar o arquivo config.php, localizado na raíz do WordPress. É necessário acrescentar a linha define(‘WP_CACHE’, true);
  4. Agora você vai acessar o WP-Admin do seu blog (área de administração do WordPress), ir na sessão Plugins (extensões) e ativar o recém instalado 1st Blog Cacher. Feito!

Doeu alguma coisa?

Exibindo alterações imediatamente (ou limpando o cache)

No menu Settings do wp-admin, encontraremos uma opção para o plugin que acabamos de instalar. Lá você vai encontrar um resumo das configurações do arquivo advanced-cache.php, que é o arquivo de configuração do plugin. Logo abaixo, os seguintes botões:

Estes dois botões serão muito importantes no caso de você fazer alguma alteração no tema ou num post. Caso não queira experar os 3600 segundos (1h), estipulados por padrão de “fábrica” no arquivo advanced-cache.php e exibidos acima, você clica em “Remove all files” que quando recarregar a página em questão ela estará alterada. Afinal, o cache consiste nisso, em criar uma versão estática daquilo que é dinâmico, como já disse na sequência da série. Então se houver alguma alteração, até que você limpe o cache do seu WordPress, ou aguarde o tempo de expiração dos arquivos, as alterações não serão exibidas.

Exceções

Nem tudo pode entrar no cache. Por isso, também no arquivo advanced-cache.php você poderá setar quais arquivos que você não quer que fiquem “estáticos”. Por exemplo, os arquivos que fazem o feed funcionar, os comentários etc. Por padrão, temos: wp-atom.php, wp-comments-popup.php, wp-commentsrss2.php, wp-links-opml.php, wp-locations.php, wp-rdf.php, wp-rss.php, wp-rss2.php. Se houver necessidade de acrescentar mais algum, o faça com cuidado, pra não colocar algum arquivo errado e o seu cache ficar subutilizado.

E os robôs de busca, verão meu cache?

Outra preocupação dos usuários é se os motores de busca serão insensíveis às atualizações do blog. Não. Assim como há exceções para arquivos do WordPress, o 1st Blog Cache identifica os spiders e os faz ver a versão dinâmica do seu blog. No arquivo de configuração também é possível remover e adicionar strings para rejeitar as aranhas, na opção OBC_REJECTED_USER_AGENTS.

Usando

Como dizem os gaúchos, “feito o carreto!”. Agora é usar e ser feliz com seu blog muito mais rápido e versátil.

Daniel Becher Plugins, Séries/Tutoriais, WordPress , , , , ,

Como deixar seu blog mais rápido com Cache

2, julho, 2008

Muita gente tem medo de colocar no seu blog um sistema de cache. Alguns justificam que não há necessidade, que o blog está respondendo num tempo satisfatório, ou que a hospedagem é boa, ou ainda que é muito complicado tecnicamente fazê-lo funcionar. Eu venho nesta pequena série de posts tentar desmistificar essa história toda que é fazer cache em blog.

O que é cache? Qual sua função?

Diz a Wikipedia: “Uma definição mais simples de cache poderia ser: uma área de armazenamento temporária onde os dados freqüentemente acedidos são armazenados para acesso rápido.” Simples assim, oras. Não vamos complicar o que é simples. Mas vamos procurar entender…

Por quê deixa o blog mais rápido?

Quando você acessa um site estático, ou seja, aquelas páginas desenvolvidas em HTML puro e com algumas imagens adicionadas, ele logo é disponibilizado na sua tela. São arquivos que já estão prontos, não demandam tanto processamento, não precisa ser gerado. Entretanto, quando você acessa um site dinâmico, desenvolvido com tecnologias como PHP, ASP ou JSP, por exemplo, ele precisa consultar um banco de dados que armazena e gerencia as informações que devem ser exibidas naquele instante. É o caso do seu blog: toda vez que alguém entra nele, ele faz várias consultas na sua base de dados para saber quais os posts mais novos, ou quando entrar num post específico, quais os comentários para aqueles posts, tags, categoria, imagens etc.. Estas operações, apesar de invisíveis, consomem recursos da máquina onde seu blog está hospedado, ela precisa processar todas as informações de acordo com aquilo que você solicitou. Isso pode demorar.

Pra isso existe o cache: ele torna estático o que é dinâmico, grosso modo. Quando alguém entra no seu blog e procura aquele seu post famoso por conter fotos da Mulher Melancia, por exemplo, ele processa todas as informações, diz onde estão as imagens, quais são as tags adicionadas, qual categoria ele pertence e gera um arquivo HTML desse resultado e armazena em um diretório específico. Junto com ele, um outro arquivo que funciona como uma chave também é criado. Quando o próximo leitor entrar no seu blog e procurar pelo mesmo post, o sistema de cache verifica se o que ele procura já está gravado e exibe o HTML, texto puro, mais rápido. Poupa tempo do leitor, poupa tempo de processamento do servidor, libera memória para operações mais importantes. O seu visitante fica feliz, você fica feliz, seu administrador fica feliz.

Certo, mas quais são os plugins indicados para fazer cache e como eu faço?

Isso nós vamos ver na sequência dessa pequena série que inicia agora. Assine o fide do Viamão Lotado e acompanhe de camarote!

Daniel Becher Séries/Tutoriais, WordPress , ,

Temas para WordPress: Qual usar?

24, abril, 2008

Temas para WordPress existem aos montes. Desde os mais sofisticados, passando pelos mais “miguxos” chegando até os minimalistas. Escolher um tema para um blog é, pelo menos pra mim, sempre uma tarefa muito difícil. Sou muito indeciso. Nos primórdios da vida blogueira, quando eu não levava um blog pessoal a sério, e deixava-o ao sabor do vento hospedado no Blogger, tinha lá uma meia dúzia de layouts para escolher. A tarefa era fácil, achar a cor e tão-somente apenas a cor que me agradava.

Já com o WordPress isso não é possível. A gama é infinina: 1, 2, 3 colunas, com ou sem widgets, já otimizados para SEO, com espaços criados pensando em programas de monetização como AdSense, enfim, temas para as mais diversas utilidades.

Entretanto, nem sempre o mais “bonitinho” ou o mais elegante é o que você deva usar. Existem por aí muitos temas que são verdadeiras bombas, e tomar alguns cuidados pode fazer a diferença entre você gastar 10 ou 100gb de transferência mensal, sem contar o fato de ter um blog com difícil carregamento, pesado e pouco prático e usável para o leitor. Personalização é importante, mas muito mais que isso, respeito pelo seu visitante na hora de ele conseguir o conteúdo que precisa é primordial.

Algumas sugestões para escolher um tema:

  • Temas com mais de 300kb compactados deveriam carregar uma placa de “fuja enquanto pode”. Um bom tema livre, leve, solto e elegante não deve passar desse tamanho em disco. Do contrário, ele provavelmente traz consigo imagens pesadíssimas que tornarão seu blog muito lento. Nem todo mundo tem banda larga, nem todo mundo tem saco de esperar 1 minuto e meio para seu blog carregar pela primeira vez (verifique o diretório images dele).
  • Outros temas, ainda, já trazem alguns plugins pré-instalados, ou seja, para que ele funcione são necessários alguns adicionais de fábrica. A não ser que você esteja instalando um tema estilo revista, tente evitá-los. Não que sejam ruins, mas um BOM tema te permite a personalização de suas funções e os widgets DEVEM ser opção SUA (mais pra frente trataremos deles). Pinduricalhos demais prejudicam o desempenho do blog.
  • JavaScript também deve ser evitado. A não ser que seu tema traga alguma função extraordinária que foi justamente o ponto que te fez optar por ele, pense duas vezes antes de instalá-lo. Primeiro porque se você está lendo estas minhas recomendações, provavelmente você não entende de JavaScript. Que diabos está escrito lá? Segundo porque o excesso dessa tecnologia dentro de um tema só também vai te trazer transtornos de performance.

Outra dica muito importante é verificar se o tema está inserido no repositório oficial de temas do WordPress. Assim como acontecem com os plugins, escolhendo um tema revistado a chance de você se incomodar com um deles diminui geometricamente.

Se você precisar de uma sugestão, veja nossa lista de Temas de WordPress para Download.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,

Série Performance em blogs: você pode melhorá-la

22, abril, 2008

De nada adianta você ter um conteúdo estupendo, ser extremamente hábil em comunicar-se com seus leitores e oferecer a eles mundos e fundos se o seu blog parece mais um beco de subúrbio. Assim como nossa aparência é nosso principal cartão de visitas em qualquer situação da nossa vida, a aparência de nosso blog é fator preponderante na hora de fidelizar um leitor, em convencê-lo a voltar sempre ou assinar os seus fides. Por mais que ele se alimente de nossos textos via RSS onde geralmente os ditos readers têm o fundo branco e fontes padrão, o leitor sempre fica com uma péssima impressão se encontra nosso blog mais feio que briga de foice no escuro, extremamente lento para carregar ou com ferramentas (in)úteis demais fazendo sombra para o carro-chefe: o conteúdo.

Muito embora, também acredito que perder tempo demais com o visual do blog é contraproducente. De nada nos adianta apresentar um visual ma-ra-vi-lho-so sem oferecer aquilo que o dito cujo procurar. A não ser que você tenha um blog sobre artesanato artes plásticas e você o utilize como galeria, acredito que um tema deva ser o mais sóbrio possível contendo, sim, uma temática condizente com o contexto, porém leve e sem ofuscar o restante.


O fato é que é que de uma forma ou de outra, seu blog precisa estar muito bem azeitado. Querer fazer temas mirabolantes, com botões coloridinhos piscando e reluzentes, com ferramentas de grande utilidade como traduzir seu texto para o Chinês Tradicional e Javanês para encher linguiça e completar os espaços vagos e acaba repelindo visitante igual mosca.

Nesta série que começa, não trato sobre design, mas da performance de um todo. Quero deixar algumas dicas do que você pode fazer não para deixar seu blog mais limpo somente no âmbito visual, mas quero pegar pesado em cima de fatores que fazem a diferença como por exemlo o tempo que ele leva pra carregar — ou quantos cafés seu leitor toma desde o momento em que ele manda abrí-lo — e do que o torna, de fato, produtivo ou inútil.

E se você acha que eu estou querendo pegar um Viamão Lotado, você acertou em cheio. Parabéns!

Créditos da imagem

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , ,

A new version of WordPress is available! Please update now.

6, fevereiro, 2008

Ontem saiu a atualização do WordPress para versão 2.3.3 que corrigiu algumas vulnerabilidades de segurança do sistema mais precisamente o arquivo xmlrpc.php. Quando sai uma atualização, o WordPress oferece dois pacotes para download. O primeiro, com apenas o(s) arquivo(s) alterado(s) e outra com todo o sistema, já com o que foi corrigido junto. No caso de ontem, como foi só um arquivo “urgente”, preferi fazer o update parcial. Segundo o próprio blog do WordPress sugeria, era necessário apenas sobrescrever o arquivo xmlrpc.php dentro da raiz da instalação do WP e pronto.

Entretanto, continuava a mensagem de que uma nova versão do WordPress estava disponível pedindo para baixá-la com o link para a mesma. Como tirar essa mensagem chata? Simples:

Procure a pasta wp-includes dentro do seu host e nela o arquivo version.php. A função que faz o painél de administração do blog exibir esse aviso chama este arquivo e nele está o uma chamada para a versão atual do seu WordPress. Como você não atualizou os demais arquivos, incluindo o version.php, é como se o WordPress ainda não estivesse atualizado. Então, basta você alterar a linha 5, onde está:

$wp_version = ‘2.3.2′;

altere para:

$wp_version = ‘2.3.3′;

Simples assim.

NOTA IMPORTANTE: Não precisaria dizer isso aqui, mas o seguro morreu de velho. Esta função APENAS e tão SOMENTE APENAS retira a mensagem de que necessita uma atualização. Se você não atualizou o seu WordPress, o faça, como toda e qualquer atualização de segurança nova que é disponibilizada.

NOTA IMPORTANTE 2: Não somente neste caso, mas sempre que for alterar um arquivo dentro do seu host, conte sempre com uma cópia de segurança que deve ser feita antes mesmo de qualquer alteração.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,

Otimizando imagens: como reduzir o tamanho das imagens

5, fevereiro, 2008

Você fez uma escolha importante e, na minha opinião, mais lúcida: vai hospedar no seu próprio host as imagens que você vai usar nos seus posts. Ótimo. Mas em contra-partida quer otimizar ao máximo esse trabalho para que ele não consuma um recurso que pode sair caro, que é a banda. Vou dar algumas dicas para que isso não aconteça e você não tenha sustos como vez por outra encontrar seu blog fora do ar com o erro 509 (Bandwidht Limit Exceeded).

Saiba escolher o formato da imagem

PNG, GIF e, céus, TIFF são excelentes formatos que permitem oferecer poderio gráfico para algum trabalho mais específico. Aqui estamos falando de banda escassa ou racionalizada e de imagens que vão apenas ilustrar e ajudar a transmitir uma idéia. Você não vai ganhar nenhum concurso de photoshopeiro funboy com seu blog, a menos que ele se proponha a isso. Use imagens em formato JPEG que te permite uma compactação maior sem perder tanta qualidade. Uma boa imagem otimizada pode passar de seus absurdos 150kb para otimizados e ecologicamente corretos 20, 25 kilobytes.

O tamanho em pixels da sua imagem precisa condizer com o tamanho do seu blog

Nada de pegar imagens em 1024×728 e sair postando no seu blog. Não preciso lembrar você que nos propusemos a usar imagens somente (e tão somente) para ilustrar e completar idéias para o seu texto. Se não há necessidade de explicar o que você está escrevendo com uma imagem grande em resolução, então elimine aquele link maravilhoso de “clique aqui para ampliar“. Se você economizar no tamanho, economize. O mais importante é o texto, não esqueça disso.

Tenha um bom editor de imagens instalados no seu PC

Um editor de imagens prático e ágil instalado no computador é pré-requisito para qualquer blogueiro que se preze. Você pode se virar com softwares como o Picasa, por exemplo. Mas se tiver a oportunidade, instale um Photoshop, um Fireworks ou até mesmo o simplório Paint Shop Pro.

Ferramentas ONLINE para otimização de imagens

Se você não quiser instalar um software freeware ou quiser economizar numa licença de softwares como Photoshop ou Fireworks, pode usar duas ferramentas online que fazem o serviço parecido:

Online Image Optimizer – Limite de 300kb para “subir” a imagem a ser otimizada e só mexe na “qualidade” da imagem e não nas dimensões dela (o que, vendo abaixo, vai ajudar na otimização).

Image Optimizer .Net – Sem limites de upload e permite fazer o redimensionamento.

Um exemplo prático

Para dar um exemplo prático, achei um blogueiro que reclamou em um post que sua banda no PhotoBucket chegou ao limite. Ele provavelmente não sabe, mas aqui no metablog ele vai ganhar uma consultoria na faixa. Vamos aos fatos.

Como ia dizendo, ele reclamou que sua banda chegou ao limite. Não importa se é no PhotoBucket ou no seu próprio blog que as imagens são hospedadas, se há um limite ele deve otimizar. Mas vendo as suas imagens postadas, notei que quase nenhuma está abaixo dos 100kb. Como já disse na série, o ideal é que uma imagem nunca ultrapasse os 20kb. Uma delas, com 150kb:

Imagem não otimizada

Nota: outro erro muito grave que um blogueiro comete ao postar uma foto é não alterar a resolução dela em pixels. Não somente a resolução de pontos por pixels (DPI), mas o tamanho dela, horizontal e vertical. Vemos que a foto original do post dele estava redimensionada para 490px x 328px. Salvando a foto no PC, notei que ela tinha 748px x 500px. Ou seja, ela foi redimensionada para exibição, mas ela carregava o tamanho original.

Salvei a imagem no meu computador, editei no Macromedia Fireworks 8 e exportei em JPG, diminui a qualidade dela e um pouco da resolução para “caber” no post sem sobrar para os lados. Vejam o resultado:

Imagem otimizada

Agora a imagem tem 450px x 301px, com a “qualidade” menor e 10x mais “leve”. O resultado é uma imagem de 16kb.

Fazendo uma pequena continha de matemática básica, na foto original do blog dele, 500 pessoas por dia visualizando aquela foto consumiriam mensalmente um total de banda de 2,15gb. A MINHA imagem otimizada consumiria 0,22gb no mesmo período. Uma economia de mais de 85%.

Exemplo prático usando os serviços online de otimização de imagens

Image Optimizer

O mesmo resultado de otimização, porém mais rápido, gratuito e online.

Conclusão da série

Usem essas dicas e não terão dores de cabeça com banda no blog. Ou pelo menos não por causa de falta de planejamento.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,