Há vida inteligente no planeta Uêba?
Este é mais um post sobre o interminável, incandescente, incompreendido, polêmico e apaixonante tema das redes sociais.
Para começo de conversa, eu mato a cobra e mostro o pau. Pois vejamos, o meu post anterior “Por que um blog não deve cair no lado negro da força?” suscitou uma bela discussão sobre Site colaborativo Uêba, uma versão tupiniquim do Fark.com.
Os comentários do Lado Negro da Força seguiam um andorzinho normal até que entra a audaciosa usuária Iara Alencar fazendo interessantes contraposições às idéias esposadas por mim em relação ao Uêba. Suas obtemperações foram de natureza bidimensionalmente qualitativas e sociais.
Quanto à dimensão qualitativa.
Então, no intuito de esclarecer os milhares de blogueiros que se iniciam todos os dias na blogagem, vamos à questão qualitativa. A um primeiro olhar, alguém pode concluir que o Uêba só linka o tombo da Madonna, o vídeo engraçado, a cirurgia para aumentar o prazer, os brasileiros fazendo macumba no Japão, etc., como foi referido pela Iara. Só que há um porém, o “digníssimo senhor sabe-tudo Knuttz” também solta suas pérolas do conhecimento. Vejamos algumas delas em áreas díspares, tais como ciências, cinema, política, finanças, artes, filosofia:
Os 10 experimentos psicológicos mais antiéticos.
Será que os blogueiros “sérios” devem desistir de mandar seus links ao Uêba, porque qualquer link autoral é sistematicamente rejeitado? Para quem, que como a Iara, não teve tempo para explorar a “Knuttzfera”, onde se localizam as diretrizes de postagem do Uêba, vou citar um pequeno trecho dos papiros egípcios que dão esperanças para quem acha que o Knuttz somente linka bobagens e deleta terminantemente o resto, vamos ler o que ele próprio diz sobre o problema dos “excelentes conteúdos”:
“Eu tenho um problema grande quando o conteúdo envolve opinião ou visão pessoal (crônicas, contos, críticas, resenhas, etc.) geralmente são textos um pouco mais longos, e merecem uma leitura crítica. Mas infelizmente eu não tenho tempo para fazer a leitura crítica, e apesar de saber que eventualmente eu estou deixando de publicar excelente conteúdo, a maioria destes textos são descartados. Mas animem-se, eu acredito em exceções
” Clique aqui para ler os papiros egípcios na íntegra!
Animem-se, além do meu blog, o Knuttz tem contemplado inúmeras outras exceções.
Ora, quando a Iara declara solenemente que nunca submeteu nada ao Uêba, logicamente as suas chances de linkagem são automaticamente reduzidas a zero. Cá para nós, não acredito que um blogueiro só escreva para o seu umbigo. Qualquer criatura que escreva em bom português pode se defender com múltiplos conteúdos, que eventualmente caiam no beneplácito do Sr. “Sabe-Tudo”.
Sobre a dimensão social e democrática.
Por dimensão social, entendo a crítica feita ao Knuttz, de que é ele e somente ele o deus super-poderoso elegendo e deletando links. Parcialmente ela é verdadeira, ele é o dono, owner , e faz o que lhe der na telha. Por outro lado, ele existe para uma comunidade e, de certo modo, não pode exercer um livre arbítrio absoluto por imposições da comunidade a quem ele serve e de quem o seu sucesso depende. No frigir dos ovos, o Uêba é rede tão social e democrática quanto qualquer outra, porque o seu editor não pode fugir do que os seus leitores querem – é onde entra o espírito da comunidade, é quando se pode pensar que é ELA quem manda no final das contas.
Confesso que graças ao Knuttz estou desenvolvendo o espírito colaborativo. Nas minhas andanças na Internet, sempre que vejo um pitelzinho digno de ser linkado, mando na mesma hora para ele e… pimba, todos os links colaborativos de terceiros que mandei foram publicados. Eu acredito no nosso Fark versão-macumba e penso que é uma rede social. Tanto isto acontece que ocasionalmente um link colaborativo mandado por mim tem mais visitação do que um link meu. É assim que a coisa funciona, pois sei que estarei sendo indiretamente beneficiado pelo aumento da visitação.
Suspeito que a resposta à pergunta do post esteja implícita no conteúdo deste artigo e acredito que a Iara presta um grande serviço ao manifestar livremente as suas opiniões, apesar de algumas delas carecerem de base argumentativa mais sólida. A discussão iniciada no artigo sobre o Lado Negro da Força tem o grande condão de esclarecer a comunidade blogueira sobre um assunto palpitante para este ônibus MetaBlog, que passa lotado sobre as cabeças, ora solucionando dúvidas, ora criando outras, ora suscitando incandescências.

Este último link do Uêba que você colocou é do meu site. Escrevi este post com intuito de sair no Uêba. Foi direcionado para ser indexado lá… na cara dura mesmo! Estudei o ueba por um tempo para saber o que entrava lá e o que não era visto. E deu certo!
Sou da opinião de que o Uêba já possui um público mais direcionado e, por melhor que seja o post, ele pode não parar lá!
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Daniel Becher respondeu em setembro 25th, 2008 7:21 pm:
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Zeca respondeu em setembro 26th, 2008 4:45 pm:
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Eu não quero ser advogado do uêba mas pelo menos ele deixa as regras bem explicitas. Eu concordo que deveria ter uma parte com links que promovessem assuntos mais com mais importância porém não acredito que esse seja o público alvo do uêba, os links são mais voltados para entretenimento.
Porém vale ressaltar que o meu blog que é sobre dietas, exercícios, nutrição e comportamento já teve alguns links publicados lá, então não é verdade que os links do uêba são só de vídeos engraçados, piadas e curiosidades.
O estilo que eu adotei para o meu blog é assim: Eu escolho uma notícia que eu acho interessante e no final ponho a minha opinião sobre o fato, é claro que sempre ponho as fontes de onde eu pego a notícia, inclusive com menos de 1 mês de vida eu já fui plagiado por outro blog que utilizou 7 posts meu, mas felizmente o wordpress deletou o maldito.
É verdade que a maioria das pessoas que visitam o meu blog pelo uêba não procuram conhecer o meu blog, eles só estão lá por aquela notícia em particular e geralmente como os meus links são sobre saúde eles são os que recebem menos cliques, mas com certeza a minha média de visitas diárias é maior do que quando eu comecei por isso eu acho que é ainda válido tentar colocar o seu link lá.
Um abraço a todos.
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Meu palpite é que se o Knutzz ler um dos seus textos e ele for bom, o próximo terá mais chance de ser lido. Mas para isso, é preciso ser notado.
E acho que a seleção a dedo que ele faz é o que diferencia o serviço acima de todos os outros.
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Daniel, a coisa ficou confusa, porque o negocio é confuso. Explico: que tipo de democracia pode ter um site com um único editor que tem o poder absoluto de escolher apriorísticamente os links que desejar?
Contrapondo-se a isto, existem os Diggs onde imperaria a democracia absoluta em que os links emplacam na 1ª página por força das votações.
À primeira vista, o Uêba é a ditadura e os Diggs são o paraíso da democracia.
Isto justifica a complexidade da minha posição: na prática os Diggs nacionais não são tão democráticos como poderiam ser à primeira vista e o Ueba não é tão ditatorial quanto se poderia supor numa análise superficial.
A absoluta liberdade concedida pelos Diggs favorece o aparecimento de legiões de Fakes, votantes sistemáticos dos seu próprios links, o que reduz o interesse e a confiabilidade nos resultados das suas primeiras páginas.
Já o Knuttz, que não tem nenhuma obrigação de ser democrático, tem servido à risca as suas diretrizes. Ao fazer isto, ele termina sendo democrático por vias transversas, ou seja, para manter uma reputação, uma coerência e a qualidade dos seus links, ele é obrigado a se ater a estritos critérios de variabilidade, qualidade, interesse e atendimento às demandas dos seus leitores.
Viu como é difícil expor as entranhas da minha posição?
À parte das inferências entre democracia e caos (confirme referido pelo Bender) e ditadura e coerência, o resultado prático das linkagens no Uêba, é que o meu blog, desde que passou a ser linkado, teve um grande aumento de comentários anônimos. Interpreto isto da seguinte maneira: são internautas não blogueiros que estão lendo os meus posts e dando a sua contribuição.
Então, acredito que o Uêba é o site de linkagem com mais penetração no público não-nerd, não-informata, não-portador-de-mal-de-asperger,etc. Falar para este público me interessa muito e isto é uma questão que cada blogueiro tem que definir consigo mesmo.
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A questão da democracia no blog ou nos diretórios de links é história de papai noel e, exagerando um pouco, imagine se você tem um blog que fala de receitas culinárias e o seu público comece a pedir que você escreva sobre tecnologia, o que aconteceria? Na verdade quem manda no blog é o blogueiro, quem manda no diretório é o ownner, que ajusta o seu conteúdo para as suas possibilidades e objetivos, focando no público que deseja atingir, o que não implica dizer que irá atender a todos.
Eu vejo essa democracia de uma forma muito prática, se eu não sou aceito, pulo fora e vou em frente. Não adianta ficar criticando algo que é nítido que tem um tremendo valor, senão não estaria fazendo o sucesso que faz. Existe público para tudo, para os artigos autorais, filosóficos, traduzidos, polêmicos como este que está fazendo eu ir dormir um pouco mais tarde!
Abraços,
Marcus Aragão
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É o que gosto de ler, eu detesto videos, piadinhas, humor, fotos, narrativas tipo national geografic…
Agora sejamos sinceros:
1- O que o blogueiro espera quando submete algo pro ueba? – tráfego e visitas, certo?? claro que sim, amizades ele encontra no orkut..
2- Agora vem cá, o que receberá visitas em grande quantidade, aquilo que vai chamar a atenção, aquele texto que vai conseguir os 1000 cliques?? a) Uma crítica ao modelo atual de gestão do Bush? ou as fotos da sandy transando no hotel na sua lua de mel??
Viu, nao precisa ser mestre em nada, só precisa colocar um titulo que vai chamar atenção.
3- Então, eu escrevo sobre as coisas ligadas ao meu cotidiano, gosto de opinar e argumentar sobre qualquer coisa que eu goste e que eu veja na rua por ex., e sei que textos assim dificilmente mas muito dificilmente entraria no ueba, pra que insistir?
Claro que o sr knuts tem todo o direito do mundo de usar as regras que bem entende, ele esta certo, é o pão dele de cada dia, quem nao curte como eu, simplesmente procura a sua freguesia, simples assim.
4- Isso nao tem nada a ver com conteudo de qualidade, bons textos e lado negro da força meu caro, ou ainda com midias sociais, claro que ele pode emplacar alguns textos como esses citados por tí, mas são as excessões; são aqueles tipos de textos que é colocado para dizer assim: “olha eu também coloco textos autorais” olha aí, vai tentando todo dia uma hora voce consegue, seja esparonçoso, ou então, pra satisfazer os “coleguinhas” da umbigosfera.
5- respondendo a pergunta de alguem no texto anterior: Eu nao estou satisfeita com os resultados nas buscas no google, por conta disso eu vou criar um site de buscas??
Argumentos é quase tudo.
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primeiro gostaria de dizer que alguém de fora nunca tentou entender o Uêba como o Isaias, já trocamos uma pá de emails, ele me fez várias perguntas pertinentes e possivelmente seja a pessoa, fora eu e um par de outros, que mais entende como o site funciona.
Vou fazer o comentário em tópicos para facilitar a compreensão.
Primeiro sobre o Sr. “Sabe-Tudo”, sei que vem de outro post, mas vai aqui o comentário…
A besta da que me vendeu a verdade, me enganou! O resultado disso é que me falta muito conhecimento, mas eu tenho a vantagem de reconhecer quando sou ou estou ignorante, e gosto de perguntar, pergunto muito. Venho de um tempo, fui adolescente na década de 1980, em que o principal meio de transmissão de conhecimento era papel, aos 14 anos eu já assinava uma penca de revistas, algumas inclusive em inglês (PopSci foi minha leitura favorita por anos), para alimentar minha curiosidade. E como disse, sei reconhecer minha ignorância, acho que todo dia é dia de aprender, mas uma coisa que eu tenho consciência de que sei fazer, e faço bem, é analisar conteúdo. Entretanto, o conteúdo tem que se adequar à audiência, e não o contrário!
Sobre quem eu sirvo.
, simples assim. E é justamente por servir a ela, minha audiência, que eu não tenho o menor pudor em deletar um link enviado.
Essa é uma percepção que eu considerei equivocada no post do Isaias, e coloquei isto para ele por email. Eu sirvo unicamente à minha audiência, e a comunidade é bem vinda a servi-la também. E é justamente quando a comunidade serve à serve, consciente ou inconscientemente, que ela compartilha os frutos do Uêba, no caso, o tráfego
Eu não publico link “por favor”, perguntem a qualquer pessoa que já tentou me agradecer por ter publicado um link, a resposta é sempre a mesma: “se foi publicado é porque merece”.
Sobre o tipo de conteúdo
Não adianta eu querer fazer um site de conteúdo muito denso que deixe até os action figures do meu filho entediados. Isso afastaria minha audiência, que chega em busca de diversão, curiosidades, alguma informação, lançamentos tecnológicos, coisas que tornem a vida mais fácil, etc… entretanto, se eu misturo um pouco de conteúdo mais denso, com muita moderação, ele tem a chance de ser absorvido.
Alguns eu já consegui inserir alguma coisa no dia a dia do site, como as dicas econômicas do Dinheirama e as análises políticas do Visão Panorâmica (e este último só entra no site porque bate na direita e na esquerda). Eventualmente um assunto mais denso me chama a atenção, e eu paro para analisar. É mais fácil, nestes casos, eu fazer isso com pessoas cujo trabalho já conheça, como é o caso do Noronha, que citou já ter tido textos longos aprovados. Mas recai nas exceções.
Democracia no Digg, Digg-likes, e Uêba.
Não resta dúvida, o Digg é um dos sites mais democráticos do mundo. Mas mesmo assim, quando vazou no stream de votação quem estava enterrando, MUITO rapidamente se identificou um exército de burriers que enterravam histórias de maneira ativa, logo, mesmo no Digg, a democracia não é perfeita.
Nos Digg-like nacional, me perdoem, só há pseudo-democracia, eu escrevi sobre isto longamente no meu blog, quando defendi o formato do Yahoo!Posts, quem quiser pode ler por lá, senão alongaria ainda mais este já longo comentário http://cybervida.com.br/ueba-digg-likes-yahoo-posts-e-experts
No Uêba , impera Occam, é simples e claro. Eu não ligo para ‘grife’ de blog, e não publico nada por favor, não peço nada para publicar nenhum conteúdo não-promocional. As regras estão postas, são chatas eu sei, mas são claras e necessárias para guiar o colaborador (ganha quem as lê). E não esqueçam, o mundo é cinza e eu acredito em exceções.
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Por falar em cutucar a onça com vara curta, é extremamente esclarecedor o comparecimento aqui do próprio Knuttz, nos dando a uma aula. Gilberto, sei das suas diversas correrias e o tempo gasto em comentar em blogs certamente é um ônus a mais na sua atribulada rotina.
Mas considere isto como uma doação que você faz a um quebra-cabeças que estou montando no caminho do entendimento do maior fenômeno da Web 2.0 em língua lusitana, o Uêba. Sera que eu exagero? Não, quando a Web 2.0 é entendida como um movimento educacional com o poder de inserir digitalmente.
A minha esposa, Gladis Franck, que é Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, se apaixonou pelo projeto Uêba, tão logo o apresentei para ela, tanto que passou a visitá-lo diariamente.
É dela que ouvi o maior elogio que o Knuttz podia merecer: “o cara é um divulgador de ciência teen”. Para mim isto tem um alcance muito além da árida discussão sobre Diggs x Fark, pois significa que o trabalho de formiga do Gilberto tem alcançado a clientela que a escola destrambelha: os jovens que nela perdem a vontade de aprender.
O Case Uêba é uma realização educacional e se os pós-graduandos em educação não estivessem tão descolados do espírito Web 2.0, já estariam correndo para pautar seus trabalhos de pesquisa em cima da penetração do Uêba no universo Teen. Entendo que eles ignoram este novíssimo fenômeno em virtude da sua resistência inercial à emergência de novas mídias interativas, acautelando-se contra o provável horizonte de obsolescência da figura do professor ao estilo escolástico medieval dono da verdade.
Infelizmente a minha compreensão do mecanismo de ação do Uêba é limitada e pontual, mas cada vez que vislumbro o volume da repercussão dos links publicados ecoando no universo adolescente, em listas, foruns, orkut, etc., cresce em mim a certeza de que o Uêba divulga mais conhecimento do que a escola falida ousaria sonhar.
Atualmente, se eu tivesse que organizar uma palestra sobre as perspectivas da educação num mundo “Internetizado”, não convidaria nenhuma figurinha carimbada do meio acadêmico e sem medo de errar, convidaria o Gilberto Knuttz, pois acredito que ele está fazendo muito mais pela educação deste país, do que o desgoverno das políticas educacionais burras.
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Gilberto \"Knuttz\" Soares Filho respondeu em setembro 26th, 2008 8:19 pm:
Quanto a você saber sobre o Uêba eu falei sério, acho que pouca gente me procurou em busca de tanta informação quanto você e conseguiu ver a coisa de forma tão ampla, até mesmo mais ampla que eu, já que eu não nunca tinha parado para pensar com calma neste lado educacional, foi algo que aconteceu mais por minha curiosidade.
No demais fico muito lisonjeado pela forma como você vê o Uêba, e pela forma como sua esposa o vê. Tão lisonjeado que fico literalmente sem palavras
[]s
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No meu caso, de todos o sposts que submeti, ou leitores submeteram, só passaram os textos mais longos e que abordam temas menos, digamos, pop. O meu texto sobre a possibilidade de uma olimpíada no brasil em 2016, que é um dos textos em que eu sou mais chato, passou na análise do Gilberto. Esse é apenas um dos meus textos que passou no Uêba, mas os outros 3 são igualmente longos e pessoais.
Não querendo assumir a posição de sacerdote da sabedoria nem nada, se um texto meu, essencialmente opinativo e normalmente longo é aprovado no Uêba e gera comentários relevantes (o que é muito mais importante que a publicação do link em si), a pergunta do título do post está respondida com um sim.
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