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No fim da Várzea, os 50 piores Blogs ensinam a blogar.

Em 2007, num mix de atrevimento e loucura, o Noronha lançou a sua lista dos 50 piores Blogs do Brasil. Como a língua portuguesa é ensurdecedoramente falada à brasileira, uma titica em Portugal e outra neca de pitibiribas no além mar, o cara acabou escolhendo os piores Blogs lusófonos do mundo. Ao restringir o seu universo de amostragem aos top 500 do BlogBlogs, o esforçado Noronha escapou da desintegração na poeira dos milhões de blogs deste mundão afora.

Este ano, além do Noronha querer fazer um update na sua lista, ladinamente quer a nossa cumplicidade, ou melhor, daqueles de nós que se julgam acima de qualquer suspeita. Fui um dos que cutucou a onça com vara curta, até que o rapaz saiu da toca e abriu a temporada. Dias atrás, vi no blogroll do meu blog o tiro inicial desencadeador da nova temporada de caça aos 50 piores.

Na apresentação do elefante cagando, ou seja, o logo da campanha estranhamente alguns dos nossos melhores blogs estão recebendo indicações, tais como Enloucrescendo, Pensar Enlouquece, Interney, SubstantiVolátil, Papo de Homem, etc. Isto prova que os leitores se mostram confusos e divididos entre suas antipatias e os seus critérios de ruindade. Ainda bem que o Noronha não gosta de democracia, pois aparentemente a voz do povo está se identificando com a voz de Deus.

À parte o rancor de alguns leitores dispostos a entornar o cocho e longe de querer ver o circo pegar fogo, vamos ao que interessa: que proveito transcendente podemos tirar do assunto, sem que fiquemos restritos aos suspiros de alívio de não termos sido escolhidos e às risadinhas sardônicas diante dos 50 infelizes defenestrados?

Um dos comentadores fez uma interessante reflexão sobre a metafísica bloguística:

Antonio Pedro:
“Creio que antes de olhar superficialmente os blogs e dar sua opinião você deveria ler todo o conteúdo do mesmo. Sou paraquedista de blogs e observo, às vezes, um [certo] desânimo do pessoal na criação dos seus textos. Não gosto daqueles que só fazem o colar e copiar sem ao mínimo deixar uma idéia sua, uma opinião. É como se abrissem o jornal, a revista de fofoca e apenas copiassem a matéria. Não gosto de blogs assim. Apenas uma dica de quem não é blogueiro.”

Um leitor de blogs expondo sua alma prenha de metabloguismo não é todo o dia que aparece e o Viamão não poderia passar lotado sem glosar. O Antonio se reporta precipuamente à função dos blogs, incitando-me a endossar a pergunta implícita, para quê serve um blog?

Caso houvesse resposta definitiva, não haveria necessidade de metablogs e o Viamão estaria estacionado na garagem. O leitor Antonio não gosta de blogs que só ecoam, repetem e copiam. Até porque este papel já está sendo magistralmente desempenhado pela imprensa falida. Quanto mais blogs brigam neste nicho, mais incomodados ficam os jornalistas, por seu apego extremado os seus impulsos replicantes.

O leitor quer opinião e idéias, mas elas não dão em postes. O leitor não quer desânimo, apesar da atividade blogueira ser altamente cansativa, inclusive porque não temos dinheiro para pagar pelas notícias da única Agência (qual será ela?) que abastece a imprensa imbecil.

Outrossim, o Antonio nos conclama a sermos criativos, não copiadores, autorais, idôneos, animados, valorosos, originais e nos admoesta contra o truquezinho sujo do CTRL-C/CTRL-V. Por outro lado, ele nos conclama a entender a atividade blogueira como um sacerdócio, onde o blogueiro tem o dever de desagravar a incompetência dos jornalistas, salvar a Internet da Pedofilia, destruir o Orkut e paralelamente a estes atos titânicos, produzir e produzir sempre, coisas novas, divertidas, interessantes e educativas.

Enquanto discutimos a função dos blogs neste metablog, o Noronha esquadrinha os nossos rins e corações(Apocalipse 2:23) à procura do pior de nós para que tenhamos pão em circo, caso porventura, sejamos poupados.

Foto via Tipos.

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Isaias Malta Blogs, Críticas, Internet , , , ,

  1. 7, outubro, 2008 em 19:46 | #1
    Eu acho que eu vou criar um top ou lista ou diretorio de links para os blogues q/ como o meu nao figuram em lista nenhuma.
    Já que a blogosfera so fala nisso rsrsrs.

    Responder

  2. 7, outubro, 2008 em 22:00 | #2
    Vejamos algumas possibilidades:
    1) Faça um blog tão ruim, mas tão ruim, que desperte a atenção pelo insólito e bizarro. O Noronha está recebendo auto-indicações de blogueiros, que certamente não reúnem condições suficientes de ruindade para figurar na lista;
    2) Faça um blog tão bom, mas tão bom, que os blogões passarão a lhe cortejar;
    3) Faça um blog com leque fechado num assunto que você é especialista. Depois de um tempo de trabalho incansável, você se torna referência e correrá o risco de ser convidada a integrar o time do Yahoo!Posts;
    4) Por ora, você está fazendo o que tem que ser feito, se expondo, polemizando, sendo conhecida e reconhecida, se espalhando e despertando a vontade dos outros de visitar o seu blog;
    5) É uma boa idéia criar um topo, lista ou diretório de links, só que tudo o que eu disse acima continua válido – os diggs, diretórios e sindicalizadores de links também estão numa baita luta de foice por um lugarzinho ao sol dos Tops.

    Responder

  3. 8, outubro, 2008 em 08:10 | #3
    Hhaahhahah
    Eu não polemizo nada, apenas detesto comentários do tipo: ‘parabéns pelo texto e pela idéia”, nego passa duas horas escrevendo algo, e aí nenhum comentário critico, ninguem contradiz?? todo mundo concorda?? Se eu tiver que fazer isso, eu prefiro calar-me.
    Acho que acima de tudo, vale a opinião e é isso que valorizo e respeito.
    Não é porque o interney disse algo que eu vou achar que aquilo é a ultima coca gelada no deserto e vou seguir tudinho porque foi ele que falou como muitos fazem.

    Sobre os diretorios, foi uma gozação, jamais crio algo que eu não acredito que funcione e sejamos sicenros ja tem demais na praça, eu mesmo participo de uma dezena deles e nao vi graça. :(

    Responder

  4. 16, outubro, 2008 em 23:44 | #4
    Além de me ser uma fonte de risadas, o Top 50 (ou top 31, whatever) 2ª edição deve ser encarado como o ponto inicial de um conversa já batida: a da relevância.

    Vamos ver o que sai no dia 2.

    Responder

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