Nem tudo é festa com a alta do dólar
Pra quem monetiza o seu blog, vive disso ou depende de alguma forma do montante vindo de programas como o Google AdSense, por exemplo, o aumento do dólar significaria, na cabeça de muitos, um iminente aumento nos ganhos, uma supervalorização do seu blog a cada clique com a nova cotação do dólar, sempre em alta nos últimos dias.

Em 29, a bolsa quebrou em Outubro. Será?
Mas - muita gente ainda não se flagrou disso - existem reflexos sérios também na blogosfera monetizada e que podem acelerar o que muitos chamam da explosão da bolha (desenterrei!):
- O CPM do AdSense tem caído com índices inversamente proporcionais ao inchaço do dólar; o AdWords, o outro lado do balcão, onde os anunciantes criam suas campanhas, é pago, adivinhem? Em dólar. Com isso, menos gente anuncia ou gera menos anúncio, diminuindo automaticamente o valor pago por clique.
- Com a diminuição acentuada dos grandes patrocinadores ou da quantidade de anúncios, aqueles que arrebanham bastantes clientes e proporcionam um bom CTR, esta taxa de cliques também tende a diminuir. CTR e CPM baixos, no AdSense, resultam em desastre!
- Quem, de fato, monetiza e encara o seu blogue como um negócio sério, costuma contratar serviços que, mais das vezes, também são pagos em dólar - sistema de tracking, hospedagem, licença de softwares e etc.
- Insumos indiretos para o blogueiro, como peças e acessórios de informática (!), tendem a encarecer vertiginosamente assim que os estoques importados se esgotarem (ou antes mesmo disso acontecer).
A Porto Fácil, por exemplo, empresa de hospedagem do Janio, já reajustou o preço dos servidores dedicados. Segundo me confidenciou o Janio, ele segurou até onde pode, e arcou com os prejuízos até acontecer um arroxo insustentável tendo que dividir essa intempérie econômica com seus clientes.
A minha conta Professional do GetClicky, sistema de contador de visitas e tracking de acessos, que custa 9,99 dinheiros americanos, passará a me empenhar 23 reais ao invés dos habituais 15 que eu costumava pagar. Os domínios internacionais (.com, .net e .org, por exemplo), também custarão isso a partir de agora.
O sistema de gerenciamento de clientes da Via Hospedagem, que me custa quase 16 dinheiros americanos, passará de 26 pra 37 mangos mensais.
E tantos e tantos outros custos diretos e indiretos que tenho me farão repensar na necessidade de mantê-los, porque por mais que suba o dólar, o Rendimento não me comprará o montante do AdSense no mesmo valor e o déficit tende a ser maior proporcionalmente.
Por mais que o total do AdSense engorde com essa alta súbita do dólar, é necessário repensar a dieta, senão o tombo pode ser grande…

