Estudo de caso: perfil moral de um spammer
De minha parte, em se tratando de Internet e blogs, há duas raças que me enojam profundamente: os spammers e os plagiadores.
Pausa para interação com o público!
Pergunta: o que pode ser pior que esses dois tipos juntos?
Resposta: o resultado da combinação deles, ou seja, os sploggers, que são aqueles meliantes que automatizam suas atividades criminosas, roubando posts inteiros por RSS e republicando-os em seus sites, sem o consentimento dos verdadeiros autores (caso os autores consintam com essa prática, ela é perfeitamente válida).
Fim da pausa para interação!
No dia 20 de junho (hoje é primeiro de outubro) publiquei aqui um artigo chamado Como combater os splogs, no qual compartilho com os leitores uma técnica que uso para proteger o meu conteúdo da ação destes crápulas, com o fito de evitar punições por conteúdo duplicado ocasionado pelos splogs que sugam meu conteúdo sem autorização.
Hoje este artigo recebeu um comentário do desgraçado que é responsável pelo “serviço” que é citado no texto, enfurecido porque eu o chamei de filho da puta devido ao singelo fato de ele republicar na pocilga que ele chama de website todos os meus artigos. No comentário ele diz que eu deveria fazer contato e pedir a exclusão dos meus posts, que eu nunca autorizei que republicassem, que eles atenderiam o pedido.
Só que isso é mentira.
Antes de publicar aquele artigo eu havia entrado em contato, e pedido educadamente a exclusão do meu conteúdo, mas os filhos da puta (agora que sei que esse é o xingamento que mais os ofende, vou usar sempre) simplesmente ignoraram a minha mensagem até o dia de hoje!
Vejam a minha mensagem:
Nome: Janio Sarmento
Email: janio@sarmento.org
Telefone:
Localização:
Homepage: http://lucrandonarede.com
Assunto: Plágio
Empresa:
Mensagem: Peço a gentileza de pararem de utilizar meu conteúdo em seu site, eu não autorizei, e isso está me prejudicando, pois o Google está a penalizar-me por conteúdo duplicado, sendo que quem produz o conteúdo sou eu!Aguardo uma resposta positiva sua para resolvermos esse impasse.
Grato.
Não sei mais a data em que enviei isso, mas certamente foi antes — bem antes — de 20 de junho, e só agora o plagiador foi dignar-se em ficar ofendido.
Agora, mais interessante do que tudo é a resposta que o sujeito me enviou (não me perguntem seu nome, ele não disse nem eu quero saber).
Já tens idade para ter juízo
diz lá qual é o tey feed para seres banido da nossa rede
gente como tu que busca clicks em adsense não tem onde cair mortodeves pensar que és o MAIOR
o email passou no lixo electrónico
???
Essa do google é de bradar a rir.
De qualquer forma queremos saber de todos os seus feeds para retirar de imediato
afinal da nossa parte ganhamos uns milhões à tua custaJá estamos suficientemente ricos que podemos abdicar do teu lixo
Ok?
E mais, se não fosse gente como nós que criamos ferramentas eras um perfeito
indigente.respeitem o trabalho de quem trabalha e de quem cria.
Ou não sabes o que é RSS
ficas todo vaidoso com as subscrições do feedburner … és um vaidoso
que usas o suor de quem criou as ferramentas que usas porque de outra
forma nem uma página em html tinhase à parte que me toca nunca chamei FDP a ninguém e muito menos na WEB
só por isso acho que não vales uma única bactéria que vive no teu mísero corpinho danone
Mantive a resposta intacta, e vou deixar que os próprios leitores respondam o que eu deveria responder pra ele.
Por e-mail vou dizer apenas que ele deveria excluir todos os feeds de quem não pediu para participar da “ferramenta” que ele criou, e vou listar os meus blogs que não devem mais fazer parte do site de plágio automático dele.
Vamos lá, leitores, os comentários são seus!
Imagine a situação: você acabou de escrever um post que não podia ficar para amanhã, está cansado, e os olhos ardidos teimam em continuar abertos; você revisa seu texto, não encontra nenhum problema, e por isso o publica. Dois minutos depois você verifica no seu blog que esqueceu de um detalhe muito importante, ou que cometeu um erro descabido de construção de uma frase, e precisa editar o post.
Para quem usa WordPress, contudo, este já não é mais um problema assim tão grave: existe um plugin que atrasa a publicação dos itens do feed, o que dá a possibilidade de o autor usar este tempo para fazer todas as correções de que necessite, diminuindo muito as chances de um texto ser publicado nos feeds antes da hora.
