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Os 10 tipos de blogs mais representativos da blogosfera.

29, setembro, 2008
Tudo o que você não sabia sobre blogs e sempre teve medo de perguntar.

1 - Blogs de Tecnologia.
São os blogs que versam sobre informática, comunicação, gadgets e traquitanas eletrônicas de todas as espécies.

Chave do Sucesso: para disputar um lugar ao sol neste nicho dificílimo, é imprescindível estar antenado no mercado. É imperativo ser rápido como no gatilho como o Jesse James, pois notícia velha neste segmento é morte certa.

2 – Blogs para ganhar dinheiro com blogs: monetização, rentabilização e SEO.
Há uns anos atras ouve uma proliferação deste tipo de blogs. Agora o mercado amadureceu, eliminando os fracos. O mais bizarro desta categoria são os blogs chamados “ganhe-dinheiro-na-internet.blogspot.com”. O  Noronha caiu atirando neste tipo de coisa no seu post 50 piores blogs da blogosfera Brasileira. “Como é possível respeitar um blog sobre ganhar dinheiro que não tem nem um domínio próprio?” Mais matador do que isto, só enfiando uma azeitona no ouvido da vítima.

Chave do Sucesso: Apesar de ter decaído o número de concorrentes, a briga de serrote ainda é cruel neste nicho. Assim como os blogs tecnológicos, é condição sine qua non que o blogueiro tenha uma sólida formação técnica na estrutura da WEB para sonhar com vitória num campo minado de cobras criadas, tipo Janio e Nospheratt.

3 – Blogs Autorais: poesia, pessoal, crônicas, contos, críticas, opiniões.
Nesta classificação misturam-se grandes e pequenos. São os blogs das crônicas, poesias, opiniões, críticas, contos, textos massivos, textos sem-noção, egocêntricos, blá-blá-blá. Textos enormes e non sense, com sentido e bizarros, saídos da telha e caídos do telhado. O diferencial deste tipo de blog corre por conta do peso e da credibilidade do autor.
Sempre é bom lembrar que os primórdios do Weblog aconteceram sob a inspiração do diário de adolescente, cuja culpa os blogs expiam até hoje.

Chave do Sucesso: a princípio este tipo de blog já possui o requisito básico definido pelo Google – conteúdo próprio. Porém, na prática a coisa não é tão fácil assim porque uma grande massa de blogs se acotovelam neste nicho. Desde o deus do blog autoral, o Cardoso, ao Zé Ninguém, existem infinitas nuances e descaminhos que botam a perder a maioria dos blogs depois de algum tempo. A fórmula da transmutação de um Zé Ninguém a um Cardoso, se o Cardoso a conhece tem-na guardada a sete chaves.

4 – Blogs do mal: downloads, jogos, hypes, pornografia, parasitismo, disseminação de vírus.
É o ambiente underground da internet, onde reina a baixaria, o terror e a marginalia. São blogs especializados nos fogos de artifícios das explosões de acessos ao custo da venda da alma ao diabo. Este tipo optou definitivamente pelo lado negro da força. O resquício disto é a marca da besta do Page Rank 1, aquela que o Google carimba nos sites com problema.
Um comentário do Ginno Neto postado, sintetizou a ânsia que leva ao blog do mal:

“Pensando sobre o nome do meu blog, achei que deveria mudá-lo para “Fotos da Sandy Pelada”, a fim de conseguir aumentar as visitações. Porém descobri que outro blogueiro já tinha utilizado este título.”

Chave do Sucesso: nenhum deles jamais pode ter sucesso duradouro, uma vez que o crime não compensa.

5 – Blog Monotemático: sobre novela, time de futebol, aviação, ufologia, etc.
É o blog de um assunto só, uma novela, um time, uma celebridade, etc. Sua evidência depende exclusivamente da efervescência daquele assunto.

Chave do Sucesso: O sucesso deste tipo de nicho está umbilicalmente ligado a relevância do tema que lhe anima. O blog sucumbe ao menor sinal de arrefecimento do tema.

6 – Blogs de notícias: jornalísticos, políticos e miméticos da grande mídia.
Grandes jornalistas passaram a ter blogs badaladíssimos, mas quase todos eles carecem do espírito da interatividade imprescindível à Web 2.0. Eles normalmente obliteram os comentários, impondo mediações duríssimas e silenciamentos injustificáveis aos seus leitores. Não gosto deles, entre eles e a imprensa jornalão, fico com o jornalão.

Chave do Sucesso: neste nicho tudo depende de como é respondida a pergunta – o blog é tocado por um jornalista metido a blogueiro, ou por um blogueiro metido a jornalista? Os que não têm capacidade analítica, ou seja, nada adendam, têm poucas chances de triunfar numa rinha dominada por figurões de ofício.

7 – Blogs de Curiosidades.
O vídeo engraçado, o Top 10 das blogueiras mais gostosas, o maior elefante do mundo, a foto do padre voador morto, os menores computadores de todos os tempos, sexo animal… entre animais, a cena curiosa, o Time Lapse, a Time Line, etc. É um tipo de blog, em franca expansão, que ecoa de maneira sintética o que está acontecendo de mais curioso, bizarro e insólito por aí.

Chave do Sucesso: mesmo que seja conteúdo vertido do Gizmodo, tem que haver uma leitura pessoal, senão os leitores se fogem.

8 – Blogs especializados.
Nesta categoria estão os blogs tocados por expertos na sua área. São cientistas, professores, médicos, músicos, advogados, lingüistas, historiadores, designers gráficos, grafiteiros etc.

Chave do Sucesso: a razão do sucesso deste tipo é a mais fácil de todas – vai depender do domínio que o blogueiro tem sobre a sua especialidade. Quanto maior for, mais chances terá de triunfar.

9 – Blogs generalistas.
Provavelmente é o tipo de Blog que mais se alastra atualmente na Internet. São blogs que não se enquadram na ortodoxia de nenhuma das categorias porque seus autores optam por diversificar os seus conteúdos, misturando conteúdo autoral, com curiosidades, vídeos, tecnologia, notícias, etc. Os generalistas são submetidos mais amiúde às tentações das forças do mal.

Chave do Sucesso: num nicho com muitos ombros se batendo na hora do Rush, não há outra maneira de garantir um lugar ao sol além da diferenciação. Mais um blog igual a todos os outros, que todo mundo está lançando pilhas no mercado, está fadado ao fracasso. Para evitar a vala comum, ele vai ter que se diferenciar para não passar em brancas nuvens.

10 – Blogs linkadores.
São blogs que linkam outros blogs. Esta categoria se divide em três tipos:
- os de estilo Digg, que usam sistema de votações. O segmento é disputado por dezenas deles no Brasil;

- o outro tipo é do estilo Fark. Seu único herdeiro e seguidor remanescente no Brasil é o Uêba. Qualquer blog de qualquer tipo pode mandar seu link para lá, com um detalhe: todo e qualquer link será submetido ao crivo do editor chefe, que decidirá soberanamente quais serão publicados. Assim, o link que não pertença ao Index Negro dos Blogs banidos pelo Uêba, tem chances reais de publicação, desde que o post tenha relevância ao olhar do editor;

- o terceiro tipo é quase um meme do Uêba, diferenciando-se quanto ao portfólio fechado de Blogs. O Yahoo!Posts selecionou um time representativo de pouco mais de uma centena de blogs e publica na primeira página os links exclusivamente deste set, previamente escolhidos por uma equipe temática de editores.

Chave do Sucesso: os Diggs, devido ao seu grande número, estão às voltas com a forte competição e a necessidade imperiosa de depurar os seus sistemas de votação. Em ninho de cobras, quem viver, vencerá.

O Uêba, surpreendentemente tocado por um exército de um homem só, até hoje não conseguiu ser copiado num mercado altamente copiador como a Internet. Aqui eu tenho que render uma homenagem ao Knuttz: o cara está tocando um projeto com um grau de complexidade muito acima àquilo que nós podemos conceber. A sobrevivência da experiência pioneira, iniciada nos inícios de 2002 com o Fidido, transformado em Uêba um ano depois, é a prova viva de um fenômeno ímpar na blogosfera brasileira.

Já o futuro do esquema do Yahoo!Posts é uma incógnita. Ele, mais cedo ou mais tarde enfrentará o dilema da oxigenação, o mesmo que renegou o Yahoo ao segundo lugar no mundo, a uma fatia de mercado minoritária frente ao Google. O problema do “Roxo” é a sua síndrome restritiva, no Yahoo!Posts sob a forma de um grupo fechado de blogs “escolhidos” e no Yahoo Buscador, sob a maneira restritiva como seus robôs indexadores linkam os sites – visitando com pouca freqüência poucos links – que acabam gerando poucos e magros resultados. Como o Roxo não aceitou “se vender” à Microsoft, talvez tenha chegado a hora dele entender definitivamente o universalismo subjacente ao conceito WEB 2.0.

Nas minhas visitas ao Roxo, sempre encontro textos de alto nível, numa prova de que a seleção dos melhores, pegou realmente os melhores.

Leitura adicional de tipos de blogs, quanto à estrutura:
6 tipos de blogs.

Quanto ao mérito:
Os 4 Diferentes Tipos de Blogs.
3 tipos de Blogs.

Isaias Malta Blogs, Críticas, Internet , , , ,

ZéNinguém.Blogspot.com

14, setembro, 2008

Quando vi na minha caixa postal um convite do Janio Sarmento “Quer dividir o Viamão Lotado comigo e o Becher?”, fiquei pasmo e satisfeito. Pô, o cara é uma referência na blogosfera brasileira e qualquer convite dele deveria fazer um carinha sair pelado na rua gritando Heureca!

Não cheguei a tanto, mas confesso que metaforicamente que a coisa se passou assim. Então agora, eis-me no primeiro post titubeante tentando entrar no clima deste Viamão já lotado, que se propõe ser Meta blog, o seja, o blog que se debruça sobre as entranhas dos blogs e de si mesmo.

Sei das broncas do Janio com o Blogspot e aqui mesmo no Viamão, dá para ler nas entrelinhas gritantes a linha de pensamento que o cara devota ao assunto, tido por ele como “sinônimo de terra de ninguém, onde só escreve nele quem não leva seus blogs a sério”. Num post mais recente, o Daniel também assesta suas armas contra o Blogspot, denunciando a falha de redirecionamento nos casos de migração Blogspot à Domínio Próprio.

Sim, eu sei que Domínio Próprio é a redenção, o céu de quem publica na Internet, quando a alma escritora pode cuidar do seu próprio nariz. Também sei que o Blogspot se presta para:

Copiotudo.blogspot.com

espalhovirus.blogspot.com

mandotrojans.blogspot.com

sósouspammer.blogspost.com

Nãotenhonadaparaescrever.blogspot.com

amomiguxos.blogspot.com

Porém, mesmo diante da realidade cruel de milhões de blogs absolutamente inúteis e muitos até altamente prejudiciais, sou obrigado a assestar um contraponto em favor do zéninguém.blogspot.com. Encaro o Blogspot como uma grande Incubadora, onde no meio do lixo podem surgir iniciativas geniais, tipo flor de lótus nascendo da podridão.

A diferença entre haver o Blogspot do Google e não haver é a mesma entre ter milhões de pessoas tentando escrever alguma coisa e não tê-las no mercado. Uma empresa que oferece um serviço gratuito, sem quotas de disco e sem ficar tentando te empurrar uma taxinha mensal a título de obtenção de recursos PRO, nem parece ter nascido no coração de uma empresa capitalista. Aos absolutamente miseráveis, não há outro recurso, o catador de lixo pode ir agora mesmo numa Lan House abrir o seu ZéNinguém.

O alcance do benefício social que o Blogspot presta ao zéninguém.blogspot.com é absolutamente não mensurável. É com um misto de alegria e vergonha que declaro o meu deslumbramento e amor por gente que está chegando agora na Internet, se deparando com um universo já construído. Este zéninguém entra no meu Blog assinando “Anônimo” e escrevendo COM LETRAS MAIÚSCULAS, mas deixa seu recado! Reverencio ainda mais quando este zéninguem ousa furar o bloqueio de Nerdice da Internet e coloca no ar o seu Blog de tão mal afamadas linhas.

É isto que acredito ser a maior missão da Internet, a quebra dos monopólios da mídia física, dos encastelamentos culturais e financeiros e das elites NERDS. Definitivamente a Internet não pode ser governada apenas por idiotas portadores da síndrome de Asperger – ela tem que se inserir num contexto maior de espaço livre para que todo o tipo de gente possa se expressar, mesmo que seja com ressalvas, reticências, miguxês, ou o berro das maiúsculas.

O Blogspot com seu zéninguém debaixo do braço vem nos incomodar e questionar o que estamos fazendo e para qual público estamos falando. Confesso cheio de amor, que adoro quando consigo alguma interlocução com o gritador de letras maiúsculas, quando empolgo os anônimos a fazer comentários, sabendo que têm que vencer a terrível barreira semiótica interposta entre eles e o mundo virtual.

Isaias Malta Blogs, Críticas, Internet , , ,

A mesmice dos blogs de tecnologia

2, setembro, 2008
ChromeImagem por nipun_kul via Flickr

A bola da vez é o tal Google Chrome, o navegador da Google que promete revolucionar a maneira como as pessoas navegam na Internet.

Beleza.

Mas, agora, blogueiros que escrevem sobre tecnologia, me digam uma coisa: vocês acham mesmo que seu blog é a única fonte de informação que seus leitores acessam, e que eles seriam tão estúpidos a ponto de não poderem encontrar uma informação por eles próprios?

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Janio Sarmento Blogs, Críticas, Ferramentas, Internet , , , , , , , , ,

Como combater os splogs

21, junho, 2008
Quando se tem um blog, é incrível como a noção de tempo pode se distorcer. Eu poderia jurar que tinha sido no ano passado, mas que nada: há menos de quatro meses que publiquei no Lucrando na Rede o artigo Anatomia de um splog, em que denunciava um site que estava usando meu conteúdo sem meu consentimento, o que acabou por ter — ao menos aparentemente — um efeito educativo: o sujeito em questão disse que não sabia que copiar textos dos outros não era legal, que achava que estava homenageando o verdadeiro autor, e todas aquelas desculpas a que estamos acostumados. Tomara que seja verdade, e que o Papai Noel não esqueça minha Caloi no próximo natal.

Esses ladrões de conteúdo são mesmo umas pragas, e agora resolvi declarar guerra a um tal de “blogtok.com”, um FDP que está copiando todos os meus textos, em diversos blogs diferentes. Reclamar pelos meios normais não adianta, e como os filhos de uma égua banguela só roubam conteúdo mas não fazem spam por e-mail (nenhum chegou a mim, pelo menos) não tenho como atacar direto em seu ponto fraco (o data center responsável pelo IP que eles usam).

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Atraso nos relatórios do AdSense

6, maio, 2008
Quem pegou o Viamão lotado hoje foi o Google, que deixou seus incalculáveis editores constipados ou sofrendo no extremo oposto devido a um massivo atraso na atualização dos relatórios do AdSense.

Obviamente ninguém diz oficialmente o que houve além dos efeitos percebidos pela massa, tudo o que temos são suposições e respostas automáticas do Google.

De fato, não é necessário, e nem faz sentido preocupar-se com isso.

Afinal de contas, editores dançam conforme a música que o Google toca, e nunca tivemos nem nunca teremos um meio de auditar os anúncios, os cliques e os rendimentos oriundos da atividade no programa dele.

Como dizia nossa Ministra do Turismo, “relaxa e goza”.

Atualização: Darren Rowse dá a dica acerca da página de problemas conhecidos do AdSense. O problema continua sem solução (embora os resultados já não estejam travados como pela manhã), e ler esta página só vai deixá-lo informado. O que, convenhamos, não é de todo mau.

Janio Sarmento Monetização ,

O problema do Plágio nunca tem fim

29, abril, 2008
Português: O futebolista brasileiro Ronaldo Nazário.

Depois do sexo é bom falar de
futebol com quem realmente
entende do assunto.
Imagem via Wikipedia

Eu sei que o assunto não é nada novo, que muita gente já abordou de maneira melhor e mais detalhada ou aprofundada, mas o que eu presenciei hoje me dá a desesperança total quanto a um dia a questão do plágio ser moralizada.

Antes do fato em si, um pequeno preâmbulo, que se faz necessário para situar quem porventura nunca tenha lido mais nenhum metablog na vida, e este seja o seu primeiro post (parabéns, seja bem vindo, se for o caso).

Plágio, em termos de blogs, é quando alguém copia um conteúdo de autoria de outrem, sem sua autorização, e publica como se fosse seu. O quadro típico é um blogueiro iniciante que viu um monte de relatórios de ganhos em metablogs sobre monetização abre um blog no Blogspot e ao invés de criar conteúdo começa a plagiar conteúdo dos outros.

Normalmente estes vermes não sabem nem escrever, ameaçam quem os contraria, e só têm uma motivação na vida: ganhar dinheiro de qualquer forma, nem que sejam parcos centavos, pouco importando compromisso com leitores (o que eles têm são clicadores), com os autores do conteúdo que duplicam ou com seus anunciantes.

É comum que estes vermes, quando instados a removerem conteúdo roubado de seus sites, fiquem irritadinhos, subam nos tamancos e digam que estão fazendo um bem ao autor verdadeiro do conteúdo ao “divulgarem” o seu trabalho.

Particularmente, não tenho mais paciência com este tipo de coisa. Esta semana mesmo encontrei material meu publicado sem autorização, e fui direto na hospedagem do sujeito. Em meia hora o site estava offline, e quando voltou, duas horas depois, o meu material que fora roubado havia sido removido. Claro que este é um caso extremamente feliz, de um administrador de um servidor de hospedagem que detesta plágio tanto quanto eu, mas creio que seja esse o caminho que eu vá tomar doravante, sempre.

Para quem realmente não entende por que o plágio, mesmo com os links para o site original, prejudica o verdadeiro autor, a explicação é simples: o Google penaliza, ou seja, “dá nota baixa” para todo e qualquer conteúdo duplicado que encontrar. Se houver uma outra página exatamente igual a essa em algum lugar, o Google certamente vai tirar pontos de relevância das duas. Ou seja, nem o plagiador se beneficia, nem o autor (esse é o mais prejudicado).

O caso que destruiu minhas últimas esperanças consiste do seguinte.

Todas as tardes, praticamente, ouço o programa Pretinho Básico, da Rede Atlântida de Rádio, que é um talk-show com um bando de marmanjos da minha geração falando bobagem, igual às oportunidades em que a gente se reúne em um barzinho para falar de tudo e de nada. Vira e mexe eles estão reproduzindo algum texto que saiu da Internet, e não raro eles dizem “foi um ouvinte que nos mandou por e-mail”, o que ameniza a questão da falta de citação das fontes (tira o deles da reta, pelo menos).

Com esse escândalo do Ronaldo e da travesti, o assunto do programa não poderia ser diferente, são muitas piadas a respeito do caso. Num dado momento, o “Gordo Ronaldo”, personagem do programa inspirado do fofômeno, resolve falar das dez melhores desculpas para quando você for flagrado saindo do motel com um travesti.

Acontece que este texto eu já havia lido pela manhã no fide do Cocadaboa, e está publicado exatamente aqui: as 10 melhores desculpas para se dar ao ser flagrado com um travesti. É claro que o Manson poderia ter plagiado alguém, mas não é do feitio dele, justo ele que vira e mexe é vítima do mesmo plagiador. À medida que eu ia ouvindo as piadas, aquele bando de otário rindo como se a produção do programa fosse realmente mais esperta que a maioria dos ursos em geral, o nó na goela ia aumentando, junto com a expectativa para saber se a última piada seria mantida igual ou modificada.

Mantiveram igual: “cabrinei”.

Uma piada que fora do contexto, sem o link que o Manson pôs para que os leitores pudessem se informar, não faz o menor sentido. Mas eles a irradiaram, entre seus milhares e milhares de ouvintes, sem dizer — não custava nada — essa piada a gente tirou do site Cocadaboa.

Se eles, profissionais formados em Comunicação Social, que pagam anuidade pro sindicato deles, portanto jornalistas profissionais, não se dão ao respeito, com que culhão que a classe, como um todo, vem querer se posar de superior aos blogs? Ou será que por ser um programa humorístico eles ficam isentos da ética que deve nortear todo e qualquer profissional, mais enfaticamente os assim ditos “formadores de opinião”?

Assim não dá, assim não tem jeito. Vou ali no Blogspot criar um site pra pôr uns banners de sistemas de bux e já volto.

Em tempo: sim, eu tenho preconceito contra o Blogspot.

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O poder oculto da tag TITLE

28, abril, 2008
Estava eu na minha leitura diária de feeds quando me deparei com um, de um blog gringo, de um cara que trabalha ou trabalhou ou conhece alguém que trabalhou no Google, abordando um assunto deveras interessante: uma “falha” no algoritmo dos indexadores que permite que um webmaster com interesses obscuros explore o potencial de indexação que tem o título de uma página.

O princípio é muito simples, coisa que os “web spammers” já fazem direto com outras coisas: a quantidade de caracteres visíveis para o visitante de uma página é menor do que a quantidade que é considerada pelos mecanismos de busca. Assim, é possível ter um título para os visitantes enxergarem, e mais um tanto de informação adicional para os buscadores indexarem.

Detalhando um pouco mais: presume-se que os navegadores exibam um máximo de 65 caracteres na barra de título da janela, em computadores medianos (nem se fala de dispositivos móveis). Contudo, os indexadores (o Google pelo menos) armazenam 120 caracteres em seus registros. Fazendo uma continha simples, aritmética mais elementar impossível, são 55 bytes inteirinhos para os spammers abusarem dos buscadores.

Pelo menos até que resolvam diminuir esse limite de 120 para 65 ou menos caracteres também.

Ou que descubram que isso é só um hoax, e que eu comi barriga na carona do gringo.

Via: Stephen Spencer

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