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Textos com Etiquetas ‘performance’

1st Blog Cacher: Instalando, configurando e usando

3, julho, 2008

Agora que já entendemos pra que serve e porque vamos utilizar o plugin 1st Blog Cacher, está na hora de colocarmos a mão na massa. Você pode baixar o plugin clicando aqui. No pacote do plugin virão dois arquivos. Ao contrário dos plugins normais, estes dois arquivos não ficarão juntos na pasta de plugins do seu WordPress.

Instalando e configurando

  1. Acesse a sua conta de hospedagem através do FTP. Na raíz do seu WordPress, você precisa criar um diretório (aquele diretório publicável, lembram?) que servirá para armazenar os arquivos em cache. O nome dele necessariamente precisa ser wp-cache. Além disso, você precisa setar as permissões desse diretório para 777.
  2. Descompacte os dois arquivos que vieram no arquivo.zip do plugin. Dentro da pasta wp-content/plugins, você vai subir o arquivo 1blogcacher2.0.php. Já o advanced-cache.php ficará um nível de diretório acima, na raíz do wp-content.
  3. Agora vamos editar o arquivo config.php, localizado na raíz do WordPress. É necessário acrescentar a linha define(‘WP_CACHE’, true);
  4. Agora você vai acessar o WP-Admin do seu blog (área de administração do WordPress), ir na sessão Plugins (extensões) e ativar o recém instalado 1st Blog Cacher. Feito!

Doeu alguma coisa?

Exibindo alterações imediatamente (ou limpando o cache)

No menu Settings do wp-admin, encontraremos uma opção para o plugin que acabamos de instalar. Lá você vai encontrar um resumo das configurações do arquivo advanced-cache.php, que é o arquivo de configuração do plugin. Logo abaixo, os seguintes botões:

Estes dois botões serão muito importantes no caso de você fazer alguma alteração no tema ou num post. Caso não queira experar os 3600 segundos (1h), estipulados por padrão de “fábrica” no arquivo advanced-cache.php e exibidos acima, você clica em “Remove all files” que quando recarregar a página em questão ela estará alterada. Afinal, o cache consiste nisso, em criar uma versão estática daquilo que é dinâmico, como já disse na sequência da série. Então se houver alguma alteração, até que você limpe o cache do seu WordPress, ou aguarde o tempo de expiração dos arquivos, as alterações não serão exibidas.

Exceções

Nem tudo pode entrar no cache. Por isso, também no arquivo advanced-cache.php você poderá setar quais arquivos que você não quer que fiquem “estáticos”. Por exemplo, os arquivos que fazem o feed funcionar, os comentários etc. Por padrão, temos: wp-atom.php, wp-comments-popup.php, wp-commentsrss2.php, wp-links-opml.php, wp-locations.php, wp-rdf.php, wp-rss.php, wp-rss2.php. Se houver necessidade de acrescentar mais algum, o faça com cuidado, pra não colocar algum arquivo errado e o seu cache ficar subutilizado.

E os robôs de busca, verão meu cache?

Outra preocupação dos usuários é se os motores de busca serão insensíveis às atualizações do blog. Não. Assim como há exceções para arquivos do WordPress, o 1st Blog Cache identifica os spiders e os faz ver a versão dinâmica do seu blog. No arquivo de configuração também é possível remover e adicionar strings para rejeitar as aranhas, na opção OBC_REJECTED_USER_AGENTS.

Usando

Como dizem os gaúchos, “feito o carreto!”. Agora é usar e ser feliz com seu blog muito mais rápido e versátil.

Daniel Becher Plugins, Séries/Tutoriais, WordPress , , , , ,

Como deixar seu blog mais rápido com Cache

2, julho, 2008

Muita gente tem medo de colocar no seu blog um sistema de cache. Alguns justificam que não há necessidade, que o blog está respondendo num tempo satisfatório, ou que a hospedagem é boa, ou ainda que é muito complicado tecnicamente fazê-lo funcionar. Eu venho nesta pequena série de posts tentar desmistificar essa história toda que é fazer cache em blog.

O que é cache? Qual sua função?

Diz a Wikipedia: “Uma definição mais simples de cache poderia ser: uma área de armazenamento temporária onde os dados freqüentemente acedidos são armazenados para acesso rápido.” Simples assim, oras. Não vamos complicar o que é simples. Mas vamos procurar entender…

Por quê deixa o blog mais rápido?

Quando você acessa um site estático, ou seja, aquelas páginas desenvolvidas em HTML puro e com algumas imagens adicionadas, ele logo é disponibilizado na sua tela. São arquivos que já estão prontos, não demandam tanto processamento, não precisa ser gerado. Entretanto, quando você acessa um site dinâmico, desenvolvido com tecnologias como PHP, ASP ou JSP, por exemplo, ele precisa consultar um banco de dados que armazena e gerencia as informações que devem ser exibidas naquele instante. É o caso do seu blog: toda vez que alguém entra nele, ele faz várias consultas na sua base de dados para saber quais os posts mais novos, ou quando entrar num post específico, quais os comentários para aqueles posts, tags, categoria, imagens etc.. Estas operações, apesar de invisíveis, consomem recursos da máquina onde seu blog está hospedado, ela precisa processar todas as informações de acordo com aquilo que você solicitou. Isso pode demorar.

Pra isso existe o cache: ele torna estático o que é dinâmico, grosso modo. Quando alguém entra no seu blog e procura aquele seu post famoso por conter fotos da Mulher Melancia, por exemplo, ele processa todas as informações, diz onde estão as imagens, quais são as tags adicionadas, qual categoria ele pertence e gera um arquivo HTML desse resultado e armazena em um diretório específico. Junto com ele, um outro arquivo que funciona como uma chave também é criado. Quando o próximo leitor entrar no seu blog e procurar pelo mesmo post, o sistema de cache verifica se o que ele procura já está gravado e exibe o HTML, texto puro, mais rápido. Poupa tempo do leitor, poupa tempo de processamento do servidor, libera memória para operações mais importantes. O seu visitante fica feliz, você fica feliz, seu administrador fica feliz.

Certo, mas quais são os plugins indicados para fazer cache e como eu faço?

Isso nós vamos ver na sequência dessa pequena série que inicia agora. Assine o fide do Viamão Lotado e acompanhe de camarote!

Daniel Becher Séries/Tutoriais, WordPress , ,

Temas para WordPress: Qual usar?

24, abril, 2008

Temas para WordPress existem aos montes. Desde os mais sofisticados, passando pelos mais “miguxos” chegando até os minimalistas. Escolher um tema para um blog é, pelo menos pra mim, sempre uma tarefa muito difícil. Sou muito indeciso. Nos primórdios da vida blogueira, quando eu não levava um blog pessoal a sério, e deixava-o ao sabor do vento hospedado no Blogger, tinha lá uma meia dúzia de layouts para escolher. A tarefa era fácil, achar a cor e tão-somente apenas a cor que me agradava.

Já com o WordPress isso não é possível. A gama é infinina: 1, 2, 3 colunas, com ou sem widgets, já otimizados para SEO, com espaços criados pensando em programas de monetização como AdSense, enfim, temas para as mais diversas utilidades.

Entretanto, nem sempre o mais “bonitinho” ou o mais elegante é o que você deva usar. Existem por aí muitos temas que são verdadeiras bombas, e tomar alguns cuidados pode fazer a diferença entre você gastar 10 ou 100gb de transferência mensal, sem contar o fato de ter um blog com difícil carregamento, pesado e pouco prático e usável para o leitor. Personalização é importante, mas muito mais que isso, respeito pelo seu visitante na hora de ele conseguir o conteúdo que precisa é primordial.

Algumas sugestões para escolher um tema:

  • Temas com mais de 300kb compactados deveriam carregar uma placa de “fuja enquanto pode”. Um bom tema livre, leve, solto e elegante não deve passar desse tamanho em disco. Do contrário, ele provavelmente traz consigo imagens pesadíssimas que tornarão seu blog muito lento. Nem todo mundo tem banda larga, nem todo mundo tem saco de esperar 1 minuto e meio para seu blog carregar pela primeira vez (verifique o diretório images dele).
  • Outros temas, ainda, já trazem alguns plugins pré-instalados, ou seja, para que ele funcione são necessários alguns adicionais de fábrica. A não ser que você esteja instalando um tema estilo revista, tente evitá-los. Não que sejam ruins, mas um BOM tema te permite a personalização de suas funções e os widgets DEVEM ser opção SUA (mais pra frente trataremos deles). Pinduricalhos demais prejudicam o desempenho do blog.
  • JavaScript também deve ser evitado. A não ser que seu tema traga alguma função extraordinária que foi justamente o ponto que te fez optar por ele, pense duas vezes antes de instalá-lo. Primeiro porque se você está lendo estas minhas recomendações, provavelmente você não entende de JavaScript. Que diabos está escrito lá? Segundo porque o excesso dessa tecnologia dentro de um tema só também vai te trazer transtornos de performance.

Outra dica muito importante é verificar se o tema está inserido no repositório oficial de temas do WordPress. Assim como acontecem com os plugins, escolhendo um tema revistado a chance de você se incomodar com um deles diminui geometricamente.

Se você precisar de uma sugestão, veja nossa lista de Temas de WordPress para Download.

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , , ,

Performance em blogs: comece pela hospedagem!

23, abril, 2008

Ter uma hospedagem decente sustentando o seu blog por menor que ele seja, por menor tráfego que ele tenha e por menor a quantidade de espaço que necessite para hospedá-lo, é primordial. Uma boa hospedagem está para um blog assim como um bom alicerce está para uma boa construção civil. Se este não funcionar, por mais linda que seja a casa que está construída em cima dele, vai ruir mais cedo ou mais tarde. É uma experiência muito ruim para o usuário tentar acessar um blog muito lento na hora de carregá-lo. Isso pode resultar num marketing negativo.

Mas eu tenho uma boa notícia pra você, leitor: uma casa você precisa colocar no chão e construí-la novamente. Um bom backup (enquanto é tempo) do seu banco de dados, dos arquivos de configuração e do diretório wp-content do seu WordPress podem salvá-lo de um desmoronamento a qualquer sinal de um hype ou mesmo um post qualquer que lhe garanta um pico de visitas um pouco maior.

Ter uma boa hospedagem não significa, necessariamente, contratar empresas com planos estrondosos de recursos. Muita gente confunde a capacidade do seu plano de armazenar arquivos e de transferência de dados mensais com performance. Isso é errado. Muito errado. Deveras errado. E eu sou prolixo com essa idéia por saber o quanto isso é importante. Experiência própria.

Excelente seria se você pudesse ter uma hospedagem de qualidade, que tenha um servidor rápido e que retorne as requisições em tempo curto e de forma satisfatória com essa exorbitância de bytes, megas e terabytes. Entretanto, um simples raciocínio lógico te leva a uma conclusão óbvia, e pensando como dono de uma empresa de webhosting, aliar números inimagináveis com qualidade fica um tanto quanto complicado, pois:

Quanto mais banda disponível, mais caro. Quanto mais espaço em armazenamento disponível, mais caro. Quanto mais recursos e “ilimitados vezes 25″, mais caro. Como baratear? Entrulha-se todas as contas num servidor e usa os recursos dele até a cepa. O custo de infra-estrutura se pagará dessa forma.

O resultado desse método de “ganhar pela quantidade” costuma ser desastroso. Quanto mais recursos oferecidos, mais contas hospedadas num determinado servidor é preciso para que ele “se pague” e mais das vezes ele acaba não respondendo a contento. Concluímos, então, que memória RAM disponível e processador do servidor trabalhando folgado é indispensável para uma hospedagem de qualidade. É questão de matemática básica: processador esgotado + memória insuficiente != performance.

Também é muito importante não confundir um bom serviço de hospedagem com o número de vezes que ele cai. É comum ser usado como marketing de empresas de hospedagem algo como 99,9% available. É lógico que um serviço que cai de instante em instante não serve. Entretanto, não se iluda com isso. TODO E QUALQUER servidor de hospedagem pode cair por algum problema técnico, assim como sua geladeira pode parar de gelar, seu carro pode precisar pegar no tranco numa manhã de chuva e vento-sul sem ninguém por perto ou a lâmpada da sua cozinha pode resolver queimar as 3 da manhã quando você for buscar água fazendo com que seu dedão do pé esquerdo acerte o calço do fogão em cheio.

Conselho: performance na hospedagem é muito mais do que espaço em disco e transferência de dados. Antes de assinar um plano, converse com o administrador do serviço, tente sondar quantos clientes ele têm. Isso lhe poupará cabelos brancos e dores de cabeça sem necessidade.

Daniel Becher Críticas, Geral , , , , ,

Série Performance em blogs: você pode melhorá-la

22, abril, 2008

De nada adianta você ter um conteúdo estupendo, ser extremamente hábil em comunicar-se com seus leitores e oferecer a eles mundos e fundos se o seu blog parece mais um beco de subúrbio. Assim como nossa aparência é nosso principal cartão de visitas em qualquer situação da nossa vida, a aparência de nosso blog é fator preponderante na hora de fidelizar um leitor, em convencê-lo a voltar sempre ou assinar os seus fides. Por mais que ele se alimente de nossos textos via RSS onde geralmente os ditos readers têm o fundo branco e fontes padrão, o leitor sempre fica com uma péssima impressão se encontra nosso blog mais feio que briga de foice no escuro, extremamente lento para carregar ou com ferramentas (in)úteis demais fazendo sombra para o carro-chefe: o conteúdo.

Muito embora, também acredito que perder tempo demais com o visual do blog é contraproducente. De nada nos adianta apresentar um visual ma-ra-vi-lho-so sem oferecer aquilo que o dito cujo procurar. A não ser que você tenha um blog sobre artesanato artes plásticas e você o utilize como galeria, acredito que um tema deva ser o mais sóbrio possível contendo, sim, uma temática condizente com o contexto, porém leve e sem ofuscar o restante.


O fato é que é que de uma forma ou de outra, seu blog precisa estar muito bem azeitado. Querer fazer temas mirabolantes, com botões coloridinhos piscando e reluzentes, com ferramentas de grande utilidade como traduzir seu texto para o Chinês Tradicional e Javanês para encher linguiça e completar os espaços vagos e acaba repelindo visitante igual mosca.

Nesta série que começa, não trato sobre design, mas da performance de um todo. Quero deixar algumas dicas do que você pode fazer não para deixar seu blog mais limpo somente no âmbito visual, mas quero pegar pesado em cima de fatores que fazem a diferença como por exemlo o tempo que ele leva pra carregar — ou quantos cafés seu leitor toma desde o momento em que ele manda abrí-lo — e do que o torna, de fato, produtivo ou inútil.

E se você acha que eu estou querendo pegar um Viamão Lotado, você acertou em cheio. Parabéns!

Créditos da imagem

Daniel Becher Séries/Tutoriais , , ,