Vem aí uma nova política de plugins para o WordPress
A comunidade envolvida no desenvolvimento do WordPress nunca esteve tão ativa quando nestes últimos dias. Desde o anúncio de que a versão 3.0 do WP vai incorporar os recursos de múltiplos blogs do WPMU, e da criação da Fundação WordPress, a cada dia surge alguma coisa diferente.
A mais recente discussão diz respeito à política de distribuição de plugins, que de acordo com o que tem sido publicado podem vir a ser comprados numa espécie de “WP Store” (numa alusão aos métodos de venda de aplicativos para plataformas móveis como Nokia — que tem a OVI Store —, e iPhone — ganha um doce quem lembrar de Apple Store.
Embora a maioria das pessoas que usam plugins em seus blogs (inclusive eu, naturalmente) não seja muito afeita a pagar, essa discussão acerca da possível criação de um modelo de negócios para o mercado de plugins é algo muito saudável. Basta ver a quantidade de excelentes projetos que são abandonados porque o autor precisou do tempo que investia neles para ganhar o sustento de sua família.
As discussões pendem para todos os lados, desde o extremo que não admite a cobrança por plugins do WordPress até o extremo que acha que tudo deve ser cobrado.
Naturalmente, a posição mais equilibrada não pende nem para um nem para outro lado. Algum meio termo é que precisa ser encontrado, para que mais gente fique feliz enquanto brinca de blogar.
Particularmente, acho que assim que passar a fase de choro e ranger de dentes as coisas vão se acalmar, e dentro de pouco tempo ninguém nem lembrará mais porque terá existido essa discussão.
De fato, existem muitos plugins “premium” no mercado hoje, que só chegam aos blogs dos meros mortais por meio de pagamento de taxas de setup, manutenção, ou seja do que for. E quem quer paga, quem não quer procura a alternativa gratuita e priu!
A discussão está longe de acabar, naturalmente, e eu arrisco que o ponto de discórdia haverá de ser a licença GPL ou sua variação, que rege o WordPress.
Até lá, blogueiros do planeta inteiro seguem como se nada estivesse acontecendo, tornando-se mais popular o mais popular dos posts plugins populares, pouco importando se é comercializado ou não, pois o próprio mercado trata de selecionar os sobreviventes, a massa de manobra e os líderes.

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Janio Sarmento respondeu em fevereiro 12th, 2010 7:39 am:
Quando comecei o texto minha ideia era fazer uma lista dos plugins pelos quais eu pagaria sem dúvida (como o Hyper Cache ou o Akismet, por exemplo), e aqueles que eu acho que cairiam no desuso se fossem comercializados (todos os de frescura que não agregam valor ao blog, como avaliação por estrelinhas).
Mas de fato, você tem razão: esta mudança tende a separar de maneira bem visível os homens dos meninos.
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