WordPress de alta performance: o guia definitivo
Atualizações:
- O pessoal do feed vai ter que acessar o site para ler o post inteiro. Por algum motivo que ainda me foge à compreensão posts paginados não vão completos para o feed. Pensarei num jeito de corrigir isso.
- Como o artigo ficou extenso demais, tive de dividi-lo em páginas. No final de cada página tem uns linkzinhos numéricos (de 1 a 5); são os links para as diversas páginas do post.
Antes de mais nada, para aqueles que não entendem ironias explico que o título (“guia definitivo”) não passa de uma piada, pois jamais alguém poderá escrever um guia definitivo sobre aceleração do WordPress. O sistema é muito flexível, muito dinâmico, e a cada dia surgem novidades que tornam os guias anteriores obsoletos. Mas, acima de tudo, existe o fato de que cada caso é um caso, cada blog tem suas particularidades e o que é justo e perfeito para um pode não ser sequer útil para outro.
Na verdade, o presente artigo é uma resposta a dois outros artigos: Acelere o WordPress com o Plugin WP Super Cache, do Celso Lemes, e Como Acelerar ao Máximo Seu Site em WordPress: O Guia Definitivo, do J. Noronha.
Ambos os artigos tratam da utilização de um plugin de cache (ou cachê, como diz o Noronha) a fim de aliviar a carga de processamento do blog e acelerar a entrega do conteúdo para o visitante. O Noronha vai além, ensinando a configurar o W3 Total Cache para operar com CDN (rede de distribuição de conteúdo), o que na prática me parece uma medida ineficiente, a menos que seu site faça uso intensivo de imagens; para sites baseados em texto é desnecessário sequer pensar em CDN, assim como domínios “cookieless” (sem cookies) não são o que faz diferença na aceleração do WordPress.
Das muitas opções de cache existentes, o meu favorito continua sendo o WP-Super-Cache, que também foi o escolhido pelo Celso Lemes. Ele é melhor que o W3 Total Cache por um simples motivo, além de todos os outros: ele permite que as páginas constantes em cache sejam servidas mesmo que o interpretador de PHP morra, pois as regras de “rewrite” que ele insere no .htaccess (no caso de servidores Apache) fazem com que o webserver primeiro verifique se a página a ser servida existe fisicamente no cache, e somente se ela não existir o WordPress será instanciado.
Além do mais, o W3 Total Cache vai falhar miseravelmente no caso de um servidor modesto em recursos mas com muitas visitas, principalmente se forem utilizados os aceleradores mais radicais (APC e MemCache), que consomem RAM mais vorazmente do que o Maradona consegue aspirar o pó da mobília dele. A única grande vantagem que eu vejo no W3 Total Cache é o cache de banco de dados, mas isso pode ser facilmente obtido com a utilização de um outro plugin, o DB Cache Reloaded.
Mas instalar plugins de cache achando que são panaceia não vai resolver nenhum problema de performance de WordPress. É necessário prestar especial atenção também nos demais plugins instalados, bem como no tema do blog e nas chamadas externas que ele venha a fazer (como webservers de terceiros e contadores de visitas, por exemplo).
Assim, podemos fazer um roteiro simples de otimização do WordPress em apenas quatro passos.

Muito obrigado por citar meu artigo.
Agradeço imensamente por todas as dicas em relação a otimização que você vem me passando. Realmente elas fazem toda a diferença em sites com muita visitação. Dá para economizar um bom bocado.
Aproveito para recomendar a todos, os VPSs oferecidos na Porto Fácil. Já passei por diversas empresas de hospedagens e nenhuma delas chegou aos pés do serviço prestado pelo Janio. Nota 10!
Abraço!
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Janio Sarmento respondeu em julho 13th, 2010 10:16 am:
Obrigado eu por você escrever artigos tão bons, e obrigado pela recomendação!
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Vou colocar em prática o exercício de me desapegar de certos plugins, principalmente os de estatísticas.
A duvida é se há algum dano a velocidade e funcionamento do blog, já que, pelo que me parece, alguns criam entradas, registros e sei la mais o que no banco de dados e etc…
Abraços!
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Janio Sarmento respondeu em julho 16th, 2010 4:03 am:
Enfim, não tem como garantir por nenhum deles, mas com certeza nenhum rastro vai fazer mais danos do que um plugin de estatísticas ativo num blog.
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